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As mãos gastas

Mónica Nunes2015

Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Faculdade de Letras da Universidade do Porto

As rendas de bilros de Vila do Conde representam uma realidade emblemática, que resulta de séculos de tradição na produção das mesmas. Contudo, na transição do século XIX para o século XX, a massificação e globalização da cultura tem exercido um papel opressor nas artes locais e tradicionais.
Todas as instituições dedicadas à proteção e dinamização das rendas de bilros de Vila do Conde ajudaram a manter viva a tradição das rendas. Contudo, a proliferação da indústria e a procura de lucros elevados nos finais do século XX levaram a uma rutura definitiva naquilo que foi durante séculos o ambiente de trabalho da rendilheira.
Era comum verem-se as rendilheiras a trabalharam às portas de suas casas, voltadas para a rua e em conjunto, conferindo uma cor particular às ruas de Vila do Conde. Atualmente, estas ruas são apenas de passagem e algumas das mulheres que aqui trabalhavam estão agora inseridas em indústrias. Assim, as rendas são maioritariamente feitas por encomenda a rendilheiras de mãos gastas, que ainda viram as suas mães e avós a trabalharem na soleira da porta.
Durante muito tempo as meninas aprenderam a arte da renda desde uma tenra idade, com a certeza de que esse seria o seu futuro. Atualmente, aquelas que frequentam a Escola de Rendas de Vila do Conde fazem-no, para que esta tradição se prolongue pelas “linhas do tempo”.

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Detalhes

  • Título: As mãos gastas
  • Criador: Mónica Nunes
  • Data: 2015
  • Local: Vila do Conde

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