meiro no Brasil e depois no exterior.
Primeiro no
Brasil, sim, pois a con-
quista do mercado externo tem
como imperativo irremovível a cons-
trução e consolidação de um vigoro-
so mercado interno.
Sabemos que essa não é uma ta-
refa fácil e muito menos instantânea.
Para realizá-la, vamos precisar de um
mutirão obsessivo que nos reúna a
todos. E sobretudo de muita tolerân-
cia, compreensão e paciência da par-
te de todos os envolvidos. Mas te-
mos, como ponto de partida para essa
caminhada, a inequívoca e invencível
vocação do país para o cinema, além
do talento comprovado de nossos
artistas e técnicos.
A par de ser uma manifestação
magnífica do espírito humano, o ci-
nema é também uma economia.
Uma economia moderna e sofistica-
da, cheia de alternativas. Entre essas
alternativas, precisamos escolher as
mais convenientes às estruturas reais
do país e ao projeto que o governo
do presidente Lula tem para o Brasil.
O presidente
Luis Inácio Lula da
Silva inseriu o audiovisual no rol das
atividades estratégicas do governo,
em consonância com a crescente im-
portância psico-social e
econômica,
em escalas nacional e planetária, do
cinema, da televisão, do vídeo, do
MINISTÉRIO DA CULTURA
DVD, das novas e futuras mídias ele-
trônicas, da transmissão de conteú-
dos audiovisuais por satélite e por
internet, da digitalização das trans-
missões televisivas, do desenvolvi-
mento de tecnologias que tendem a
mudar a nossa relação com a ima-
gem e o som em movimento, como
a realidade virtual e a interatividade
plena. Em consonância com a mega
tendência que aponta a comunica-
ção como o mais importante e ren-
tável setor da economia mundial nas
próximas décadas e o audiovisual
como cabeça, como ponta de lança
dessa nova realidade econômica - e
o que isto significa na geração de em-
prego e renda. E em consonância
com o caráter do mais poderoso
injetor e propagador de idéias, ideo-
logias, comportamentos, hábitos e
crenças da história da humanidade.
Trata-se, então, de organizar uma
economia que incorpore a comple-
xidade que é própria da cadeia pro-
dutiva da atividade audiovisual. Nes-
sa medida, o diálogo a ser estabele-
cido exige que apontemos em múl-
tiplas direções. Assim, continuare-
mos a dialogar com o Estado brasi-
leiro, procurando articular ações e
recursos da União, dos Estados e dos
Municípios, instâncias constitutivas
do Sistema Nacional de Cultura que