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Documentos do Arquivo Pessoal de Gilberto Gil

Instituto Gilberto Gil

Instituto Gilberto Gil
Brasil

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  • Título: Documentos do Arquivo Pessoal de Gilberto Gil
  • Transcrição:
    NA POSSE O QUE VEM AÍ? Antes de se transformar em ministro da Cultura, Gilberto Gil (foto) subiu ao palco para exercer oficio de artista. Cantou para uma multidão no dia da posse de Lula, quarta-feira. Bem per- to, cartaz estampava frase dissonante: "Lula é rei; Gil, o bobo da corte". A crítica re- vela preocupação com ru- mos da nova política cultu- ral do Brasil. A cultura do entretenimento, que passou pelo palco principal da festa da posse nas vozes de Zezé Di Camargo, Gilberto Gil e Fernanda Abreu, não pode ser mais dominante. Por re- presentar esse esquema, o cantor e compositor baiano provoca insegurança quan- to aos caminhos do Minis- tério da Cultura. No entan- to, a festa foi movimentada por manifestações culturais periféricas - aquelas ainda aprisionadas nos redutos geográficos. Grupos folcló- ricos de todas as regiões do país ocupavam vários pon- tos da Esplanada. Populares seguiam os passos dos bois de Parantins ou do afoxé Filhos de Gandhi (BA) com a mesma facilidade que cantarolavam versos facéis de Zeze Di Camargo e Luciano. Essa diversidade foi animadora. E pode ser alento para a performance de Gilberto Gil à frente de política cultural que aponta para o puro divertimento. (Sérgio Maggio) CINEMA É TER FÉ, UM DIA MELHORA REPONSAR BRASÍLIA Eduardo Knapp/Folha Imagem Correio BRAZILIENSE pensar Quem saiu de casa no domingo passado para ir ao Cine Brasília ver o filme de Antonioni (Passageiro: profissão repórter) se deu mal. O filme, com Jack Nicholson, tinha saído de cartaz. Tudo bem que no lugar entrou outro filmão, A malvada, com Bette Davis encabeçando o elenco. Mas não é isso, é o desrespeito com os espectadores, pegos de surpresa. Até funcionário da Secretaria de Cultura foi ao cinema e se surpreendeu com a mudança. Vale a reclamação. Talvez por isso o Cine Brasília esteja tão às moscas. Ou melhor, está por conta de esquadilha de perni- longos, que inferniza a calma dos espectadores durante a projeção. (Paulo Paniago) sobrtnone civil i els probleme odor AGENDA VERÃO MORNO Pauta morna nos espa- ços culturais do GDF para este janeiro. Só o Curso de Verão da Escola de Música deve movimentar um pouco a Sala Villa- Lobos do Teatro Nacional. Outra programação que promete sacudir ligeira- mente Brasília nesta épo- ca é o Verão Dança, orga- nizado por Gisele San- toro. Fora isso, nada de significativo. Mas o secre- tário Pedro Bório desem- barcou no anexo do Teatro – a sede da Secretaria - na quinta- feira e o zunzunzum dava conta de que a programa- ção poderia mudar. Existe a tradição de que a pauta do Teatro Nacional em ja- neiro e fevereiro seja pre- ferencialmente reservada a espetáculos da cidade. Portanto, podem apare- cer novidades no circui- to... (Cláudio Ferreira) POLÍTICA CULTURAL NOVOS ARES O clima de mudança e esperança instalado com a posse de Luiz Inácio da Silva parece se estender à Secretaria de Cultura do Distrito Federal. O novo secretário, Pedro Henri- que Lopes Bório, dá sinais claros que pretende dialo- gar com a classe artística e afirma estar aberto a su- gestões e críticas. Sem fi- liação partidária, Bório diz que vai trabalhar pelo au- mento substancial das parcerias entre governo e iniciativa privada. Além disso, reafirmou compro- misso de campanha do go- vernador e avisa que em poucos dias se instala o canteiro de obras do Complexo Cultural. (Thaís Cieglinski)
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