Plural
trabalhou no SBT, na Globo e na Record,
é casada com o também jornalista Nel-
son Breve, assessor de Franklin Martins.
O gerente de jornalismo, Eduardo Cas-
tro, com larga experiência em teve, fora
assessor do ministro durante a elabora-
ção do projeto da rede pública.
"Existe um clima político dentro da emis-
sora", define Luiz Lobo, demitido do car-
go de redator-chefe do jornal Repórter
Brasil, apresentado simultaneamente em
Brasília, São Paulo e Rio, e protagonista
de uma polêmica sobre pressões internas.
"Fiquei no meio de dois
embates políticos. Um,
lá dentro. Outro, entre
a imprensa e o governo.
É claro que a imprensa
aproveitou o episódio
para falar mal do proje
to. Mas, do jeito como está sendo feito o
jornal, a tevê corre o risco de comprovar
o que muita gente apregoa."
à política
brasileira. Mencionava, de
passagem, denúncias sobre a suposta
participação de Paulo Pereira da Silva
(PDT-SP) num "esque-
A demissão de Lobo, de acordo com
Helena Chagas, deveu-se a critérios téc-
conflitos motivados pela cobertura do
dossiê montado por Dilma Rousseff, que
deveria ser chamado de "suposto dossie".
nicos
. Mas há notícias, por exemplo, de do BNDES" e se debruça de dois embates
ma de desvio de verbas "Fiquei no meio
politica ma políticos”, diz
Bolivia
el
Bolívia e na Somália.
Carro-chefe do jornalismo da TV Bra-
sil, o Repórter Brasil, exibido de segunda a
Na edição matutina de
quarta 7, a política apare
Lobo, o editor
demitido
sábado, às 8 horas da manhã e às 9 da noi-
te, é o único programa novo produzido
desde a estréia. Até por isso, é a menina-
dos olhos e o alvo mais fácil da emissora.
Na edição noturna de segunda-feira 5,
o programa cobria o noticiário de econo-
mia e parecia driblar questões referentes
ALTERNATIVA.
Documentário
sobre Glauber
está incluido
na programação
58 CARTACAPITAL 14 DE MAIO DE 2008
anúncio da ida da minis-
tra
Dilma Rousseff ao Se-
nado, naquele dia, para falar sobre o PAC e
sobre "o dossiê supostamente produzido
dentro da Casa Civil”. Na manhã da quinta
8, o noticiário político ganhou em exten-
são, com mais de cinco minutos de cober-
tura do depoimento da ministra, ênfase
na resposta que "quase arrancou lágrimas
de Dilma" e espaço para
das por CartaCapital, o
críticas da oposição.
Repórter Brasil demons-
tra patinar em deficiên-
cias técnicas, de ritmo e
de linguagem televisiva,
em parte graças à preca-
riedade de equipamen-
tos. E se estende em no-
ticiário presente em menor intensidade
nos telejornais tradicionais. Reporta-
gens com abordagem social diversifica-
da tratam de luta antimanicomial e
aborto. Grevistas, in-
dios, adolescentes e
carroceiros são entre-
vistados. Aparecem re-
portagens produzidas
por uma teve universi-
tária gaúcha e pela TV
Escola, do Ministério da Educação. Uma
série da Rede Minas focaliza a situação
dos trens e das ferrovias do Brasil, um
tema caro ao presidente Lula.
GUERRA FRIA.
Na redação da TV
Brasil, demissão
e acusações de
pressões internas
Já no caso Isabella, nota-se um sensível
contraponto à cobertura das teves comer-
ciais. Enquanto as demais emissoras ex-
ploram cada lance da história do assassi-
nato da menina de 5 anos, aparentemente
jogada da janela do apartamento pelo pai e
a madrasta, a TV Brasil mantém uma abor-
dagem sóbria e sem exageros. “Temos