nota criticando a de
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MINISTÉRIO | No dia 5, o Minc já havia divulgado uma nota sobre a saída de Grassi e
disse que o ministério não afetará a continuidade do cronograma de editais
PT critica demissão de
Antonio Grassi da Funarte
Partido dos Traba-
lhadores divulgou
cisão do Ministério da Cul-
tura de demitir o presidente
da Funarte (Fundação
Nacional da Arte), Antonio
Grassi, e o secretário de Ar-
ticulação Institucional do
MinC, Márcio Meira.
"Eles merecem respeito.
Manifestamos nosso total de-
sacordo, no mérito e na forma.
Estamos convencidos de que
demitir alguém pela imprensa,
e ainda mais por interme-
diários, não honra o MinC", ci-
ta a nota da Secretaria Nacio-
nal de Cultura do PT.
CLIENTE: GILBERTO GIL
VEÍCULO: MEIO NORTE - TERESINA
SEÇÃO: ALTERNATIVO
DATA: 10.01.2007
No último dia 5, o MinC já
havia divulgado uma nota jus-
tificando a saída de Grassi. No
comunicado, o ministério in
formava que a mudança "não
afetará a continuidade do cro-
nograma de editais nem dos
projetos que vêm sendo im-
Av. plementados pela institui-
ção". Não foi divulgado ainda
o nome do substituto.
Segundo o MinC, a deci-
são do ministro Gilberto Gil
de substituir Grassi foi comu-
nicada oficialmente no último
dia 27 de dezembro, por in-
termédio do chefe de gabine-
te do Minc.
"As demissões no MinC
1. O ator Antônio Grassi,
GILBERTO GIL
Decisão de demitir Grassi foi comunicada dia 27
presidente da Funarte, e o an-
tropólogo Márcio Meira, se-
cretário de Articulação Insti-
tucional (SAI), foram infor-
mados pelo Chefe de Gabine-
te do Ministro Gilberto Gil e
pelo Secretário de Políticas
Culturais que serão afastados
de suas funções à frente dos
setores que coordenam.
2. Salta aos olhos a con-
tradição entre a avaliação in-
terna e externa altamente po-
sitiva do desempenho dos
dois - tanto no âmbito do
MinC como na sociedade,
entre artistas, produtores e
gestores culturais, nos Esta-
dos e Municípios com quem
dialogaram ao longo dos qua-
tro anos - e a disposição do
Ministério, confirmada pela
imprensa, de demiti-los.
3. A atuação de Antônio
Grassi e sua equipe à frente
da Funarte reergueu a insti-
tuição depois de um longo
período de abandono. Trouxe
de volta projetos importantes
para cultura brasileira - Co-
mo o Projeto Pixinguinha -, a-
bandonados há anos pelas
gestões anteriores. Adotou a
política de editais para demo-
cratizar e dar transparência
ao acesso aos recursos públi-
cos para a cultura. Introduziu
novos projetos relevantes nas
áreas de música, dança, teatro
e circo, além de estabelecer
SAFASTADO
Antonio Grassi,
presidente da Fu-
narte, e o secretário
de Articulação do
Minc, Márcio Meira
foram demitidos
importantes parcerias no que
toca ao financiamento das po-
líticas públicas, para fazer
frente à escassez de recursos
orçamentários. O exemplo
mais significativo é a parceria
com a Petrobras.
4. A condução dada por
Márcio Meira e sua equipe as
atividades da SAI resultou,
depois de um árduo processo
de diálogo com secretários
de Cultura de Estados e Mu-
nicípios, na assinatura do
protocolo que abre caminho
para a constituição pactuada
do Sistema Nacional de Cul-
tura, política estruturante in-
dispensável para a consolida-
ção do MinC como mecanis-
mo republicano de formula-
ção de políticas públicas de
cultura duradouras para o
país. Já foram assinados os
protocolos com 21 Estados e
cerca de 2.000 Municípios
em todas as regiões do Bra-
sil. Outro marco importante
foi a realização da I Confe-
rência Nacional de Cultura,
com a participação de 25 Es-
tados e 1.158 Municípios.
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