dos globais de mídia e de telecomu-
nicações
A globalização traz desafios enor-
mes para o audiovisual brasileiro. Para
o cinema e a televisão. Nossas emisso-
ras vêem-se cortejadas por empresas
estrangeiras que, indiferentes à nossa
legislação, anseiam por controlá-las.
Ouvimos as mesmas preocupações das
agências de propaganda brasileiras,
premiadas mundo afora, que, operan-
do em um mercado valioso, se perce-
bem ameaçadas pelos birôs de mídia
internacionais. Por isso, é o audiovisual
brasileiro, em seu conjunto, e não ape-
nas o cinema, que necessita de um novo
modelo regulatório.
Mas nada disso fará muito senti-
do se não tivermos, como embasa-
mento de nossa atuação, o princípio
da defesa da semiodiversidade, vale
dizer, da diversidade cultural, seja em
plano externo, em dimensão plane-
tária, seja no plano interno, em nos-
so próprio espaço nacional.
Queremos os nossos produtos cir-
culando lá fora, no mundo, assim
como queremos maior acesso a ci-
nematografias que hoje mal che-
gam até nós, como as da Europa, da
Ásia, da África, da América Latina,
e especialmente dos nossos vizinhos
de Mercosul. Queremos maior aces-
so a programas de televisão inova-
MINISTÉRIO DA CULTURA
dores e diferenciados. Queremos
uma produção independente e
regionalizada, capaz de projetar, em
todas as telas, a multiplicidade que
compõe nossa unidade como povo
e nação.
Acreditamos que isso não deverá
se fazer por meio de proibições ou
interferências indevidas, mas através
de um novo modelo que incentive e
fomente a produção e a constante
oxigenação cultural da economia
audiovisual. Um modelo que será de-
senhado pelo Ministério da Cultura,
através da Secretaria para o Desenvol-
vimento das Artes Audiovisuais, bri-
Ihantemente dirigida por Orlando
Senna, e também pelo Conselho, pela
Ancinav e por todos os segmentos do
setor, sob a liderança do Presidente
da República.
Nesse sentido, pretendemos
catalisar a aproximação entre cine-
ma e televisão e todas as outras for-
mas de difusão, processo objetivo
que estamos presenciando hoje no
Brasil. Com diretores que saem do
cinema para experimentar, na tele-
visão, novas formas de diálogo. E os
que fazem o percurso inverso, sain-
do da televisão para respirar o ar do
cinema e ter um outro tipo de en-
contro com o público. O Minc pen-
sa que é fundamental, para a políti-
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