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Mãe Maria

Orósio Belém1945

Museu Nacional de Belas Artes

Museu Nacional de Belas Artes

Orózio Belém registrou, com sensibilidade e riqueza de detalhes, a brasilidade dos tipos populares.
“Mãe Maria”, com a qual recebeu o prêmio de viagem ao estrangeiro em 1945 nos faz viajar a lugares remotos das cidades do interior, deparando com cenários e personagens semelhantes.
Curioso é que normalmente os tipos populares são figuras anônimas, mas o autor a chamou carinhosamente de “Mãe Maria”. Olhem para essa personagem, aparentemente tão frágil, mas de uma tamanha força, consolidada ao longo dos anos através de uma caminhada árdua, espinhosa, gravada em cada sulco do rosto. Mãos calejadas, mas que sabem o que é afagar, acalentar no colo ao som das cantigas de ninar.
Imagine Mãe Maria, em noites de lua cheia e céu estrelado, sentada a beira da fogueira, rodeada de pessoas - ávidas para ouvir estórias de assombração de tirar o fôlego de quem as ouve e narrativas da sua própria vivencia, transmitindo ensinamentos adquiridos na jornada da vida, ao som dos grilos cantando e do estalar da lenha , com intervalos para um gole de café numa canequinha esmaltada.
Mãe Maria, benzadeira, procurada pelos moradores do vilarejo para rezar a “espinha caída”, crianças com “bucho virado”, “fel derramado” e tantas outras mazelas. Soma de sabedoria, vivencia e fé.
Nossa homenagem a todas as mães Marias que se fazem presentes na memória de tantos.

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