Museu Histórico Nacional

Museu Histórico Nacional

Um breve passeio pelo maior museu de história do Brasil.

Ponto de partida
No local onde começou uma cidade, existe um lugar que conta a história de todo um país.

A idéia de reunir num só lugar peças que contassem a história do país partiu de Gustavo Adolfo Luiz Guilherme Dodt da Cunha Barroso, advogado, professor, museólogo e romancista.

O Museu Histórico Nacional foi criado em 1922. Primeiro museu de história do país, fundado nas comemorações do centenário da independência, transformou-se no mais importante museu do gênero do Brasil.

Berlinda do século XVIII, que pertenceu à Casa Real Portuguesa.

Automóvel Protos, modelo 17/31 OS Landaulet com espaço para seis pessoas e carroceria em madeira. Um dos dois únicos exemplares que restam no mundo.

Os visitantes são recebidos pela escultura equestre de D. Pedro II, de Francisco Manoel Chaves Pinheiro, que homenageia o episódio da Guerra do Paraguai conhecido como A Rendição de Uruguaiana.

A Galeria Jenny Dreyfus é a primeira do circuito expositivo do MHN. Nela acontecem exposições temporárias.

Primeiros habitantes
Quando, na passagem do século XV para o XVI, os europeus entraram em contato com os habitantes do Novo Mundo, as populações indígenas já estavam por aqui há pelo menos 500 séculos. Ao longo de tão vasto tempo, essas populações foram se adaptando ao meio ambiente e construíram suas moradas, seus utensílios, seus mitos e saberes, sua cultura.

Cenografia de caverna com pinturas rupestres encontradas na Serra da Capivara, situada no norte do Brasil. Naquela região existem mais de 400 sítios arqueológicos.

Oreretama significa nossa terra, nossa morada em tupi, tronco linguístico ao qual pertence um grande grupo de indígenas descendentes dos primeiros habitantes desse território tropical.

No passado esses objetos eram utilizados para trituração de alimentos.

Povos Indígenas
A arte, os costumes e as crenças dos primeiros habitantes do Brasil têm lugar de destaque no Museu Histórico Nacional.  Armas e objetos do cotidiano indígena podem ser vistos na exposição.

Aspectos da vida indígena. Sua arte, suas armas, seus costumes.

Armas para a defesa e trajes para os rituais.

Portugal no Brasil
A expansão marítima portuguesa, suas causas e consequências e a colonização do Brasil até a proclamação da independência são retratadas na exposição de longa duração. 

As viagens marítimas portuguesas e suas conquistas são apresentados na exposição.

Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil em 1500, inaugurando uma nova etapa histórica de nosso território.

A presença dos portugueses em terras brasileiras é registrada através de diversos objetos.

Moeda portuguesa cunhada em prata em 1499. É chamada de "O Índio" e um dos únicos exemplares existentes no mundo.

O astrolábio é um instrumento de navegação criado pelos portugueses no séc. XV para medir a altura dos astros acima do horizonte, principal referência de localização em alto-mar.

A colonização do Brasil aparece na maquete animada de um engenho de açúcar e na forma que deu nome ao tradicional ponto turístico carioca, o Pão de Açúcar.

Entre 1580 e 1640 Portugal e Espanha formaram a União Ibérica, resultado da união dinástica dos tronos dos dois países. Foi um período de invasões em território brasileiro, especialmente por parte de franceses e holandeses.

A Batalha dos Guararapes foi um dos maiores conflitos no período colonial. Foram dois confrontos (em 1648 e 1649) entre os exércitos holandês e luso-brasileiro no Morro dos Guararapes, atual município de Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana do Recife (PE).

1649 em ũa sesta Fr.ª Aos 18 de Fev.º se virão estes montes Guararapes matizados de hũa rizonha primavera, co. q. se trajou o Olandes este dia presajios forão de hũa ruína, e anúncios de sua desditoza sorte, pois quando esperavão desta occazião, chegar ao talamo da mayor alegria, se acharão no tumullu do mayor sentimento

não sõ continuarão os favores da May de Deos em o dia q. os olandeses barbaros esperavão a gloria de seu triundo, como quis no progreço da peleja, e succeço della edificarmos em nossa Santa Fé, e aos barbaros enxelos de assonbro e confuzam, p. q. vicem q as humanas forças não fizerão os estragos a seus olhos manifestos.

O divido e soberano impulço os moveu a hiso com o alento da fonte da vida donde sõ se acha a eterna; e revestidos destas forças os poucos Portugueses mostrarão o impulso da pr.ª cauza q. os animou.

Nesta ocazião perdemos 40 homes, entre elles o nobre e valorozo Sargto mor Paulo da Cunha, cujo foi sepultado na Matris da Varze cõ. as honras e funerais da piedade, e os q. permitia a milícia a tal pessoa, deixando a todos magoados e saudozos pella falta de sua compª e valor qe será immortal a fama

e os olandeses morrerão coasi 3.000. Quem se convertera divina Mª em lingoas prª louvarvos amiha He curta p imunda não tem espírito, alcançaimo de vosso Filo pêra vos servir e amar

Cabos Portugueses 1. o M. de C. G Fran. Bar. de Menezes.

2 M. de C. João Frz. Vieira. – 3. o M. de C. André Vidal de Negreiros.

4. o M. de C. Fran de Figueiroa. – 5. o Sargto M. Paulo da Cunha q. morreo na batalha. – 6. Sargto M. Tnt.º Dias.

7. o M. de C. Henrique Dias

8. o Gor. dos Indios D. Diogo Pinheiro Camarão.

9. o Boqueirão principio das 2 batalhas = Cabos olandeses. 10. o Gnal. das armas – o Coronel Brim morto na batalha.

11. os coronéis q. marxarão em ambas as batalhas. 12. o estandarte Gnal que os nossos thomarão ao olandes a força de cutiladas Se fes em 1758.

Riquezas do Brasil: a santa do pau-oco, usada para traficar ouro e pedras preciosas, os minérios e até o petróleo estão presentes nesta parte da exposição.

A economia mineradora impulsionou o desenvolvimento brasileiro, mas o controle fiscal abusivo e arbitrário exercido pela Coroa portuguesa deu origem a diversos movimentos de revolta. A Inconfidência Mineira tornou-se símbolo da resistência ao poder da metrópole.

A exploração do ouro também resultou no surgimento de artistas como Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

A residência de João Rodrigues de Macedo, administrador de impostos da capitania de Minas Gerais, serviu como escritório administrativo de atividades relacionadas à exploração do ouro. Foi prisão dos inconfidentes e em 1792 tornou-se a Casa dos Contos, propriedade da Real Fazenda portuguesa, sendo a sede da administração e contabilidade pública da Capitania de Minas Gerais. Hoje abriga um museu que preserva a história do ciclo do ouro.

Os aspectos da cidade do Rio de Janeiro foram retratados em pinturas atribuídas ao artista Leandro Joaquim, na famosa série conhecida como "ovais".

Óleo sobre tela atribuído a Leandro Joaquim intitulado Igreja e Praia da Glória.

Óleo sobre tela atribuído a Leandro Joaquim intitulado Pesca da Baleia na Baia do Rio de Janeiro.

A vinda da Família Real para o Brasil em 1808 provocou uma série de mudanças nas relações entre os dois países. A presença da Corte portuguesa modificou definitivamente a história da então colônia.

D. João e D. Carlota Joaquina tornaram-se monarcas do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 1816. O reinado de D. João VI deixou uma marca duradoura no Brasil do século XIX, através da criação de uma estrutura política e social que culminou com a independência do país.

Brinquedo de corda que representa um palácio flutuante. Foi presenteado pelo governo chinês a D. Pedro I quando ele tinha apenas cinco anos.

Jogo de xadrez que pertenceu a D. Pedro I.

D. Pedro tornou-se o primeiro imperador do Brasil após a proclamação da independência em 1822. Seu governo enfrentou crises mas possibilitou a construção da nação que legou para seu filho, D. Pedro II.

D. Pedro II foi aclamado imperador em 1841 e governou o país até 1889. Seu longo reinado consolidou a unificação do país, enfrentou conflitos nacionais e internacionais e colocou o Brasil em posição de destaque no cenário sul-americano.

Durante o reinado de D. Pedro II iniciou-se um novo período econômico, com a exploração da cultura cafeeira.

General Manuel Luís Osório, também conhecido como o Marquês do Herval, participou de muitos eventos militares brasileiros no final do século XIX, como a Guerra do Paraguai. É o patrono da Cavalaria do Exército brasileiro.

Uma nova realidade econômica pouco a pouco ganhou força no país, com a presença de imigrantes europeus. O movimento abolicionista crescia e rumava ao fim da escravatura.

As questões políticas, econômicas e sociais do Segundo Reinado estão presentes no circuito expositivo do MHN.

A Princesa Isabel foi regente do império por três vezes, e em 1888 assinou a Lei Áurea, acabando com a escravidão no Brasil. Herdeira de D. Pedro II, teria assumido o trono após a morte do monarca caso não tivesse ocorrido a proclamação da República em 1889.

Caneta presenteada à Princesa Isabel, a Redentora, em nome do povo brasileiro, pela assinatura da Lei Áurea.

A tela foi rasgada a golpes de espada no gabinete do Ministro da Guerra após a proclamação da República. A equipe do Museu optou por manter nesta pintura o registro documental daquele momento histórico.

Um novo Brasil
O país evolui e o cidadão conquista seu espaço. O museu guarda o passado, vive o presente e reafirma a identidade brasileira, abrangente e diversificada.

Do clássico ao contemporâneo, o mobiliário está presente na coleção do Museu Histórico Nacional.

Brinquedos de todas as épocas fazem parte da coleção do Museu.

Um museu diferente
O Museu Histórico Nacional investe em projetos diferenciados. Atividades extramuros são constantes.  O público vai ao Museu, e o Museu também vai ao público.

O Museu tem exposições itinerantes, que são acondicionadas e encaminhadas ao público interessado.

As exposições também são levadas ao público encarcerado, sendo um dos projetos sociais realizados pela instituição.

Evento musical promovido pelo Setor de Projetos Sociais no Pátio Minerva.

Atendimento da Divisão Educativa a alunos, professores e profissionais de cultura.

Funcionamento: terça a sexta-feira das 10h às 17h30; sábados, domingos e feriados das 13h às 17h
Telefone: (21) 3299-0324 (Recepção)
Observações: entrada franca aos domingos; as exposições temporárias poderão ter horários e valores de ingressos específicos.

Ingressos:
Inteira: R$ 10,00
Meia-entrada: R$ 5,00 (pessoas com idade até 21 anos e a partir de 60 anos; pessoas com deficiência e seu acompanhante; estudantes de escolas particulares; estudantes de universidades particulares e públicas)

Gratuidade: crianças até dois anos de idade; estudantes e professores das escolas públicas; sócios do ICOM - International Council of Museum; servidores do IBRAM e do IPHAN; estudantes de Museologia; guias de turismo; artistas plásticos associados às organizações SINAP-ESP e AIP.

Créditos: história

Presidente da República
Michel Temer

Ministro da Cultura
Roberto Freire

Presidente do Instituto Brasileiro de Museus
Marcelo Mattos Araújo

Diretor do Museu Histórico Nacional
Paulo Knauss de Mendonça

Coordenador Administrativo
Américo David Aurélio

Coordenadora Técnica
Vania Drummond Bonelli

Agradecimentos
José Caldas
Lau Torquato
Ricardo Bhering

MHN - 2017

Créditos: todas as mídias
Em alguns casos, é possível que a história em destaque tenha sido criada por terceiros independentes. Portanto, ela pode não representar as visões das instituições, listadas abaixo, que forneceram o conteúdo.
Traduzir com o Google
Página inicial
Explorar
Por perto
Perfil