A Paisagem Urbana Contemporânea

MAM, Museu de Arte Moderna de São Paulo

20 Anos do Grupo de Estudos de Curadoria

REGINA TEIXEIRA DE BARROS

Diante do desafio de editar uma exposição a partir de um determinado acervo, o curador vê-se envolvido num processo complexo. Do primeiro contato com a coleção à escolha das obras, sucedem-se momentos singulares, e cada passo é de fundamental importância.

Inicialmente, é necessário tomar conhecimento das obras para que, após um período de maturação dessa primeira exploração, possam emergir idéias - surgidas a partir do que foi isto que possibilitem estabelecer diálogos entre essas mesmas obras.

Uma vez idealizado o recorte, parte-se para uma pesquisa mais aprofundada, a fim de verificar a viabilidade qualitativa e numérica de concretização da ideia concebida. É nesse garimpo que o curador se confronta com as preciosidades e limitações do acervo num outro grau de intimidade.

Ciente da realidade da coleção, o curador faz a escolha final, tendo como respectiva que o desafio de uma nova leitura do acervo consiste, entre outras coisas, em elaborar questões apontadas pelas próprias obras e, lidando com as lacunas, tentar transpô-las. A paisagem urbana contemporânea surge como uma das inúmeras possibilidades de leitura do acervo do MAM-SP, que neste momento se destaca com especial interesse ao estabelecer diálogo com a exposição de Anselm Kiefer.

Nos trabalhos selecionados, o perfil de uma metrópole não é representado de maneira evidente, em conjuntos arquitetônicos, fachadas, ruas e avenidas. Ao contrário, o cenário urbano aparece apenas como ponto de partida para o processo criativo. Plasticamente, isso se traduz na eleição de signos isolados, seja pela redução da paisagem às suas linhas verticais ou, em contraponto, ao anseio idealizado de um horizonte -, seja pela escolha de um determinado elemento arquitetônico, ou ainda pela referência às cores ou ausência delas.

Créditos: história

28 de abril a 10 de maio de 1998

OBRAS EXPOSTAS

Beatriz Milhazes
(Rio de Janeiro, RJ, 1960)
Sem título, 1984
Acrílica sobre tela, 283 x 150,8 cm
Doação Rubem Breitman

Daniel Senise
(Rio de Janeiro, RJ, 1955)
Sem título, 1995
Monotipia, 56,9 x 76, I cm
Doação artista

Emmanuel Nassar
(Capanema, PA, 1949)
Garrafas, 1995
Pigmento cm pó acondicionados cm garrafas de vidro, cortiça, arame, pregos e guache sobre madeira, 122 x 200 cm
Doação artista

Marcelo Zocchio
(SM Paulo, SP, 1963)
Os cem, 1997
Acrílica sobre fotografia cm cores coladas sobre PVC, 148,3 x 198 em
Doação artista

Marco Giannotti
(São Paulo, SP, 1966)
Basílica, 1995
Têmpera e verniz sobre tela, 260 x 210 cm
Doação Paulo Figueiredo

Paulo Monteiro
(SM Paulo, SP, 1961)
Sem título, 1985
Óleo sobre tela, 230 x 199,7 cm
Doação Rubem Breitman

Paulo Pasta
(Ariranha, SP, 1959)
Sem título, 1988/89
Óleo e cera sobre tela, 130 x 170 cm
Doação Marcantonio Vilaça

Créditos: todas as mídias
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