Destaques da categoria têxteis do 30º Prêmio Design MCB

Museu da Casa Brasileira

Inovação brasileira do uso consciente à impressão 3D

Introdução
O resultado da categoria têxtil do 30º Prêmio Design MCB apresenta produtos com soluções inovadoras, entre formas de pensar e fazer o processo criativo. A seleção final fundamentou-se em projetos de superfícies têxteis, que trouxeram em sua configuração elementos sustentáveis relativos à dimensão ambiental. Transcendendo a funcionalidade das bases e suportes têxteis de produção, considerou-se igualmente relevante promover a menção honrosa a projetos de impacto social, visando fomentar a importância do poder transformador do design têxtil brasileiro. Acolheram-se contribuições com forte inclinação para discussões socioculturais apoiadas em formas estéticas do artesanato, sistematizadas em ações colaborativas para criação do produto.

Nessa perspectiva, o júri ressaltou que a inovação como proposta de valor, apresentada nas peças, realça a possibilidade de concepção de soluções criativas e responsáveis na direção de um futuro próspero e favorável para a sociedade e as próximas gerações.

Oceano
Trama de tecido feita a partir de rede de pesca

1º lugar na categoria produto
Autoria: Nara Guichon
O criador utiliza de forma consciente a relação de uso e consumo a partir de uma reflexão da realidade local – rede de pesca – e declara, de forma poética, práticas de transformação do descarte.

O produto é inovador ao utilizar um material totalmente desprezado e descartado pela indústria pesqueira, criando uma trama riquíssima em texturas. Ao sofrer interferência direta da natureza e ter sido amaciado pelas intempéries, surgem degradês de cores belíssimos.

É resistente e pode ser exposto à chuva e à umidade. Transforma o descartado em cobiçado através de uma produção consciente.

Oricla: upcycling de resíduos têxteis
Tecido feito a partir de resíduos têxteis da indústria da confecção, mais especificamente de tecido plano, cuja estrutura o faz indicado para a construção de camisas e peças de alfaitaria ou para usar em detalhes de peças

2º lugar categoria produto
Autoria: Maria Agustina Comas Oyenard
De forma estratégica a designer apresenta seu processo criativo, cuja escolha da materialidade para elaboração da peça promove uma produção e discussão contemporânea, sobre valores de inovação e de sustentabilidade, para criação do objeto.

No caso de oreolas de resíduos um material normalmente descartado é transformado, valorizando suas características como recurso para um “novo” tecido em um “novo” uso. A possibilidade de utilização deste resíduo da indústria têxtil em escala industrial é um dos pontos fortes deste projeto.

Essas “contra formas” de uso representam de 10% a 15% do tecido cortado. Toneladas de oreolas de resíduos de camisaria são geradas nas fábricas de confecção, por isso o projeto propõe um diálogo muito pertinente entre pequenos grupos produtivos e a grande indústria da moda.

Além disso, tecnicamente, a oreola, por ser a borda do tecido, é construída em uma estrutura fechada para não desfiar, tendo, portanto, acabamento próprio.

A variante apresentada neste prêmio é Oricla Indigo, feita a partir de sobras de jeans de camisaria. Outras variantes foram feitas a partir de tricoline de camisaria branca, preta e azul marinho, chegando em resultados bem diferentes. A possibilidade de ter diversas variantes do mesmo tecido é, também, um diferencial do projeto.

Outro diferencial é que o tecido Oricla é produzido mediante o processo conhecido como upcycling. Trata-se de transformar materiais e produtos que foram descartados ou deixados à margem em novos produtos com maior valor e qualidade.

O upcycling se diferencia das iniciativas em que novos tecidos são feitos a partir de reciclagem de resíduos. O processo de reciclagem desfibra o tecido original para criar uma nova fibra, que depois será fiada e tecida. No caso de Oricla, o material descartado é transformado, valorizando suas características como recurso de design para o novo tecido.

Coletivo moda e resiliência
Resíduos têxteis com técnica "free form" de crochet

Menção honrosa na categoria produto
Autoria: Eloize Navalon, Regina Barbosa Ramos, Adriana Ferreira de Martinez, Celina Faloppa, Claudia Regina Martins, Linda Jade de Sá Freitas, Paulo Samú e Priscila Curce
O objeto e sua produção se destacam ao revelar uma dimensão social que se traduz em práticas de co-criação, mediadas na transferência de técnicas tradicionais do fazer artesanal, correspondendo e atendendo a um dos viés do designer social. O projeto exemplifica muito bem o papel social que cabe ao designer.

O destaque está no processo de co-criação, resultado de ações com pacientes mulheres mastectomizadas, e no questionamento necessário aos padrões de beleza impostos pela moda. O processo de fabricação é manual e os materiais empregados são fibras/fios oriundos de reutilização. Como se trata de um projeto de protótipos para um evento específico (desfile das pacientes mastectomizadas do Hospital Perola Byington), os pontos a serem aprimorados dizem respeito à implantação comercial de tal proposta.

Renda sem agulhas
Xales, echarpes, fios, golas, colares e pulseiras inspirados nas rendas brasileiras com a função de ornamento

Menção honrosa na categoria produto
Autoria: Renata Meirelles
Tecidos inteligentes, corte a laser e impressão 3D são possibilidades estratégicas cada vez mais utilizadas no recurso de inovações para o ramo de vestuário.

A coleção propõe uma forma diferente de revisitar as rendas brasileiras, utilizando técnicas de tecido com corte a laser e atribuindo características de maior flexibilidade, movimento, diferencial tátil e visual.

A coleção dispõe de uma nova perspectiva estética em design de vestuário.

A criação de desenhos inspirados nas rendas são vetorizados e depois cortados a laser em tecido, dialogando com a coleção de roupas para a qual foi criada.

Materiais: tafetá e imã para fechos dos braceletes.

Transgressão
O processo de desenvolvimento envolve a busca de materiais excedentes da cadeia produtiva têxtil

Selecionado para exposição na categoria produto
Autoria: Sônia Pivotto
A crescente preocupação em relação ao contexto com problemas ambientais tem mobilizado a sociedade civil, organizações sociais e institucionais em torno do assunto e promovido o conceito de desenvolvimento sustentável para a compreensão da necessidade de um desenvolvimento consciente das relações do homem, da natureza e a sua preservação.

O produto apresentado propõe essa discussão e utiliza resíduos têxteis (linhas, fios e fitas) na construção de uma trama que confere um toque agradável e bem aceito nas produções de consumo.

Malha 3D
Malha impressa em 3D formada pelo entrelaçamento de argolas

Menção honrosa na categoria protótipo
Autoria: Renata Meirelles
No contexto das inovações tecnológicas, a impressão 3D tem permitido um olhar para novas perspectivas estéticas em design de vestuário. O projeto traz discussões dos limites do têxtil, de como a tecnologia pode ser aplicada em projetos de design e da exploração destes limites técnicos da impressão em 3D.

O design de vestuário é um setor que está sempre atento a tais inovações, o que pode possibilitar o desenho de um produto final com diferenciais. O uso da peça pode ser aplicado tanto na arquitetura, na forma de painéis e divisórias, como no corpo, com o desenvolvimento de colares, pulseiras, brincos e até mesmo roupas.

Inicialmente, a peça é desenhada em um software de modelagem tridimensional e, depois, enviada para análise técnica de viabilidade da impressão com relação à área máxima e espessura mínima. Em seguida, são impressas em polímero branco de alta resistência e tingidas com pigmento a base de água. Em alguns casos a peça já sai pronta, em outros, esses módulos são conectados de forma diferente conforme projeto e função, utilizando argolas metálicas de crochê e de tricô.

Em alguns casos, o uso de 3D com outras matérias-primas, como polímeros flexíveis (tecnologia ainda não disponível no Brasil), colocaria o trabalho mais perto do têxtil, fazendo com que a impressão se tornasse maleável.

Sertaneja
Casaco com técnicas de fiação manual, tingimento natural e tecelagem artesanal

Selecionada para exposição na categoria produto
Autoria: Flavia Aranha e Central Veredas
Design e artesanato são inserções que criam aproximações para a realização e produção de objetos na contemporaneidade. Diversas intervenções produtivas do design nos artefatos artesanais permitem colaborações interdisciplinares entre designers e artesãos, pontuando ações de melhoria no processo produtivo e estético.

O destaque apresentado está no processo de fiação, tingimento, tecelagem artesanal, e para o resgate de uma tradição artesanal por meio do olhar contemporâneo de uma designer.

O algodão é cultivado nos quintais, descaroçado e fiado na roca. Depois de fiado, passa por um processo de tingimento natural com plantas da flora local. Com a linha, monta-se o urdume no tear manual e tece de maneira a deixar o aspecto felpudo. Nesta etapa são tecidas as duas partes que serão unidas para formar o casaco, que é finalizado somente com costuras laterais e no centro das costas.

Créditos: história

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Geraldo Alckmin
Governador do Estado

José Luiz Penna
Secretário de Estado da Cultura

Romildo Campello
Secretário-adjunto de Estado da Cultura

Regina Ponte
Coordenadora da Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico

ORGANIZAÇÃO SOCIAL A CASA MUSEU DE ARTES E ARTEFATOS BRASILEIROS

Conselho de Administração
Pieter Thomas Tjabbes (presidente)
Elisa Maria Americano Saintive (vice-presidente)
André Vainer
Hélio Rubens Ribeiro Costa
Marcos Cartum
Michel Fábio Brull
Wilton Guerra

Diretoria da Organização Social
Renata Cunha Bueno Mellão (presidente)
Maria Eduarda Barros de Tomasi Mellão
Marta Villares Ribeiro Mata

Conselho de Orientação Cultural
Carlos Alberto Cerqueira Lemos (presidente)
Maria Ruth Amaral de Sampaio (vice-presidente)
Cristiana Nunes Galvão de Barros Barreto
Douglas Canjani de Araújo
Francisco Inácio Scaramelli Homem de Melo
Heloisa Maria Silveira Barbuy
Marcos da Costa Braga

Comitê de Programação
Alécio Rossi
Alexandre Wollner
Ana Helena Curti de Araújo
Douglas Canjani
José Pedro de Oliveira Costa
Luis Fisberg
Marcos Cartum
Renata Cunha Bueno Mellão
Wilton Guerra

EQUIPE TÉCNICA DO MCB

Diretoria
Miriam Lerner – Diretora Geral
Giancarlo Latorraca – Diretor Técnico
Marco Antonio Alves – Diretor Adm. Financeiro

Administrativo – Financeiro – Contratos
Renata Prioste de Lima – Coordenadora
Karina Magalhães Soares – Analista
Carolina Ferreira Tavares Silva – Analista
Priscilla Lopes de Lima Paulino – Analista
Gabriel Rodrigues dos Santos - Auxiliar
Geovana Ferreira dos Santos – Recepcionista
Ionara Moura Ferreira – Recepcionista
Pamela de Oliveira Soares – Recepcionista
Sandra da Silva Pereira – Recepcionista

Captação e Eventos
Renata Bombardi – Analista de Projetos
Ana Paula Carmo – Analista
Thais Madeira Zimmermann – Aux. De Eventos Pl
Bruno Otavio Toma da Silva – Analista

Comunicação
Luciana Tamaki – Coordenadora
Bruno Dória – Analista

Documentação, pesquisa e acervo
Wilton Guerra – Gerente
Erica de Oliveira Nascimento – Analista de Preservação e Pesquisa
Patricia Cristina Rodrigues de OIiveira – Bibliotecária
Agnes Quene – Auxiliar de Preservação e Pesquisa

Educativo
Andre Reinach – Educador
Elizabeth Maria Ziani – Educador
Carlos Barmak – Coordenador
Dayves Augusto Vegini – Assistente
Rafael de Souza – Auxiliar
Mariana Mifano Galender – Educadora
Marcos Roberto Gorgatti – Educador
Selma Maria Kuanse – Educadora
Suiá Burguer Ferlauto – Educadora

Manutenção
Marcela Dias de Camargo – Gerente
Renata Silva de Sousa – Auxiliar Administrativo
Washington Luiz Bernardo dos Santos – Supervisor
Valdemar Campos Azevedo – Oficial
Paulo Cesar Santos Teles – Oficial
Paulo Henrique Guimarães Mayer – Meio Oficial
Paulo Rogerio Santos – Meio Oficial
Anderson Belloni da Cruz – Meio Oficial

Orientadores de Público
Gisele Dias – Supervisora
Amanda Rodrigues de Freitas – Orientador
Diego dos Santos – Orientador
Gabriela Oliveira Santana – Orientador
Leandra Florentino – Orientador
Larana Maria Rodrigues da Silva – Aprendiz
Natália Silva Santos – Aprendiz

Música
Carmelita Moraes – Coordenadora

Núcleo Técnico
Frederico Teixeira - Gerente
Luis Henrique Santos de Souza – Auxiliar

Design Gráfico
Alisson Ricardo – Designer Gráfico

Prêmio Design
Meire Assami Yamauchi – Gerente
Gian Carlo Rufatto – Assistente
Rogerio Farias de Paula – Auxiliar

Recursos Humanos
Luzia Camargo Falaschi – Coordenadora
Rosangela Nogueira dos Santos – Assistente

30º Prêmio Design MCB

Júri Cartaz
Rico Lins (coordenador),
Carla Caffé
Carla Castilho
Chico Homem de Melo
Eliane Stephan
Mariana Bernd
Monique Schenkels

Júri Produtos
Marcelo Oliveira (coordenador)
Artur Grisanti Mausbach
Carlos Fortes
Carlos Marcelo Teixeira
Claudia Facca
Cristiane Aun
Daniel Candia Alcântara de Oliveira
Debora Carammaschi
Edison Barone
Fernanda Yamamoto
Giorgio Giorgi Junior
João Bezerra de Menezes
Julio Cesar de Freitas
Luis Alexandre Ogasawara
Marcos Batista
Mauro Claro
Milton Francisco Junior
Miriam Levinbook
Olavo E. de Souza Aranha
Renato Kinker
Ricardo Schwab Schirmer
Robinson Salata

Júri Trabalhos escritos
Priscila Lena Farias (coordenadora)
Ágata Tinoco
Alécio Rossi
Andrea Almeida
Anna Paula Silva Gouveia
Auresnede Pires Stephan
Charles Vincent
Cibele Taralli
Clice Mazzilli
Cyntia S. Malaguti de Sousa
Denise Dantas
Edson do Prado Pfützenreuter
Eleida Pereira de Camargo
Fernanda Sarmento
Gil Barros
Giselle Beiguelman
Kathia Castilho
Luz García Neira
Mara Gama
Mariana Rachel Roncoletta
Marili Brandão
Marizilda dos Santos Menezes
Milene Soares Cara
Norberto Gaudêncio Junior
Patricia Amorim
Polise Moreira De Marchi
Rodrigo Naumann Boufleur
Sara Goldchmit
Tatiana Sakurai
Teresa Maria Riccetti
Zuleica Schincariol

Consultoria técnica
Dr. Rodrigo Genícolo Vieira

Cenografia
Artos

Sinalização
Acciart Comunicação Visual

Eletricista
Alca Serviços

Design
Caio Matheus de Sá Telles Martins
– Vencedor do concurso do cartaz
Victor Buck (Dito Criativo)

Créditos: todas as mídias
Em alguns casos, é possível que a história em destaque tenha sido criada por terceiros independentes. Portanto, ela pode não representar as visões das instituições, listadas abaixo, que forneceram o conteúdo.
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