12 de fev de 2016

25 anos do programa de exposições

Centro Cultural São Paulo

Coleção de Arte da Cidade

Programa de Exposições
Até a implantação do Programa de Exposições, criado por Sonia Salzstein[1] em 1990, as exposições de artes plásticas do Centro Cultural São Paulo seguiam um projeto cartográfico delineado por Gabriel Borba[2], em 1984, no qual as exposições aconteciam dentro de uma estrutura espacial demarcada. Distribuídas em sete programas/ espaços, a saber: Sala da Galeria, dedicada a tradição da pintura, desenho, gravura, escultura; Sessão Corrida criada para atender artistas inscritos sem qualquer seleção, por períodos curtos de três a cinco dias; Saguão reservado a exposições periódicas com obras do acervo; Grande Sala para artistas convidados, com carreira consolidada no circuito artístico da cidade; Sala Expressão Nova para artistas que trabalhavam com linguagens experimentais tais como xerox, vídeo, happening, performance e tal; Escritório de Arte Postal que teve início com a doação de Walter Zanini, que recebia e exibia propostas de arte correio; Espaço 7 destinado às exposições de outras seções do CCSP e também de fora.  Tal programa de exposições teve duração de cinco anos, até 1989.                                      A partir de 1990, o CCSP inicia uma das proposituras institucionais mais longevas do ambiente cultural brasileiro, o Programa de Exposições do CCSP, uma plataforma de prospecção artística, por onde já passaram cerca de 500 artistas selecionados desde 1990. Com vista a comemorar esse projeto de artes visuais voltado para artistas em início de carreira e que é referencia no circuito das artes plásticas de todo o País, carro-chefe da Curadoria de Artes Visuais, o Centro Cultural São Paulo apresenta a mostra comemorativa Retroprospectiva: 25 Anos Programa de Exposições CCSP.                                         A mostra se estrutura a partir da premissa básica do Programa que privilegia o diálogo entre gerações, ao  apresentar obras de artistas emergentes (selecionados) ao lado de artistas conceituados (convidados). A exposição compõe-se de um conjunto de 43 obras pertencentes à Coleção de Arte da Cidade de artistas selecionados e convidados que participaram do Programa ao longo de seus 25 anos e que possuem obras no acervo. Uma amostragem panorâmica que sublinha a inerente relação que existe entre o Programa de Exposições e a Coleção de Arte da Cidade.        [1] Sonia Salzstein, diretora da Divisão de Artes Plásticas do CCSP entre 1989e 1992        [2] Gabriel Borba, diretor da Divisão de Artes Plásticas do CCSP, entre 1984 e1985

A partir de 1990, o CCSP inicia uma das proposituras institucionais mais longevas do ambiente cultural brasileiro.

No berço - obra do acervo - o encantamento criado pelo brilho e transparência do material se esvai, quando se verifica que apesar da leveza se trata, de fato, do sofrimento e da morte.

O Programa de Exposições do CCSP, é uma plataforma de prospecção artística, por onde já passaram cerca de 500 artistas selecionados desde 1990.

O díptico Deriva II faz parte de uma série de fotografias em preto e branco em que o artista explora as possibilidades pictóricas da imagem técnica.

Na série Deriva, Miguez investiga desde 1993, registra paisagens do Litoral Norte Paulista, seu percurso pela região de Ubatuba, onde são captadas imagens de acidentes geográficos.

A premissa básica do Programa que privilegia o diálogo entre gerações, ao apresentar obras de artistas emergentes (selecionados) ao lado de artistas conceituados (convidados).

Célia trabalha com curvas gestuais e com grandes manchas de tinta que, com o auxílio de um rodo, se espalham sobre a tela sem se misturar com o fundo, alcançando um resultado ímpar na arte brasileira.

No trabalho o "Fusca" se transforma em tinta, mas quase que desaparece em meio ao branco que os circundam.

A obra do acervo municipal é uma homenagem ao compositor Nelson Cavaquinho, cuja música foi utilizada por Nuno em diversos de seus vídeos.

Espécie de auto-retrato em que o artista se posta com a máquina fotográfica em frente ao espelho. A luminosidade excessiva dos disparos cria uma plêiade de estrelas.

Denominada como "pôster-poema" a obra exibe em sua constituição artística um sentido de busca individual pela identidade, com um caráter afirmativo da condição feminina na sociedade contemporânea.

O projeto realizado no memorial soviético do Treptower Park (Berlim, 1949) centra-se nas representações de explosões que podem ser vistas nos relevos do monumento.

Os relevos moldados em concreto narram os acontecimentos da II Guerra (dita) Mundial por meio de cenas alegóricas apresentadas de um ponto de vista ideal.

As explosões, momentos onde a matéria perde a sua forma, são introduzidas como pontos de abstração nessa narrativa. Elas são, ao mesmo tempo, estudos formais de projeção imaginativa e indagações, espaços para a ausência de sentido.

10 ANOS DO PRÊMIO AQUISIÇÃO
Ao centrar foco na produção contemporânea, o Centro Cultural São Paulo busca ampliar e constituir de modo mais sistemático uma coleção de arte instituindo o “Premio Aquisição do Programa de Exposições”, que teve início em 2002 com duração até 2013. 

Em Vital Brasil, trabalho premiado no Programa de Exposições de 2003, a aparência de reforma e de precariedade da obra altera o espaço, e nos leva a pensar em uma certa instabilidade das coisas.

Os procedimentos dos trabalhos do artista parecem sempre levá-los a lidar com água, o líquido. É um recurso que, em geral, conduz, por princípio e à indefinição da forma.

O trabalho de Járed é sempre desconcertante, seja por alterar literalmente a estrutura das paredes ou, metaforicamente, por varrer o céu.

Premiada no Programa de Exposições de 2003, Kátia Prates é uma artista sempre atenta à questão da cor e suas expansões no espaço.

O trabalho da artista faz uma investigação prévia do espaço para realizar uma série de operações de deslocamento com segmentos de construções como, por exemplo, o degrau e o beiral com iluminação.

A série Biblioteca, ampliações de imagens fotográficas baseadas no resgate de imagens abandonadas e recantos esquecidos das seções da Biblioteca do Centro Cultural São Paulo.

Foi realizada pela artista Marina Camargo (Maceió, 1980) durante uma pesquisa in situ na sede da instituição em 2008.

A partir de um esquema projetual, o conjunto de fotografias que compõe a obra de Jonathas de Andrade (Maceió, 1982), marca uma passagem em sua trajetória artística em 2010.

Evidencia lampejos de subjetividade das relações interpessoais na construção de uma cama de casal que emprega a união de duas de solteiro.

Créditos: história

Exposição - 25 anos do Programa de Exposições

Curadoria: Divisão de Acervo, Documentação e Conservação e Curadoria de Artes Visuais
Texto: Marcio Harum, Maria Adelaide Nascimento Pontes, textos do livro Coleção de Arte da Cidade: Banco Safra: 2005 de Maria Camila Duprat, Stella Teixeira de Barros
Fotografias: João Mussolin, Sossô Parma, Rômulo Fialdini
Exposição Google Cultural Institute: Camila Romano, Eduardo Niero, Talita Malacrida, Luciana Nicolau

Prefeitura de São Paulo Fernando Haddad
Secretaria de Cultura Nabil Bonduki

Centro Cultural São Paulo | Direção Geral Pena Schmidt | Divisão Administrativa Diogo Lima Oliveira e equipe | Divisão de Curadoria e Programação Luciana Schwinden e equipe | Divisão de Acervo, Documentação e Conservação Eduardo Navarro Niero Filho e equipe | Divisão de Bibliotecas Juliana Lazarim e equipe | Divisão de Produção e Apoio a Eventos Luciana Mantovani e equipe | Divisão de Informação e Comunicação Marcio Yonamine e equipe | Divisão de Ação Cultural e Educativa Alexandre Araujo Bispo e equipe | Coordenação Técnica de Projetos Priscilla Maranhão e equipe

Créditos: todas as mídias
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