Ministério da Cultura e Banco do Brasil, com o apoio da BBDTVM, apresentam Ex Africa, a maior e mais importante exposição de arte africana contemporânea realizada no Brasil.

Ex Africa semper aliquid novi [da África sempre há novidades a reportar] escreveu o escritor Caio Plínio Segundo, 2.000 anos atrás, ao voltar de uma viagem às províncias norte-africanas pertencentes ao Império Romano.
Depois de ter comemorado, em 2003, um de seus maiores sucessos de público com a megaexposição “Arte da África”, oriunda do Museu Etnológico de Berlim, o CCBB agora lança o olhar sobre o continente africano ao preparar uma mostra que reunirá a produção contemporânea. Trata-se da maior e mais importante exposição de arte africana contemporânea realizada no Brasil.

A exposição acontece num momento em que a herança africana volta a estar em evidência, principalmente no Rio de Janeiro. Basta lembrar as recentes escavações do antigo mercado de escravos no Cais do Valongo, ou a descoberta do Cemitério dos Pretos Novos e da Pedra do Sal, todos localizados no centro histórico da cidade do Rio, e próximos ao CCBB.

A África moderna está vivendo a compressão do tempo como nenhum outro continente. Mal completou 50 anos e é apenas um pouco mais velha do que a média de sua população atual. Ao mesmo tempo, ainda não se abriu completamente à industrialização; de fato, grande parte da atividade econômica até hoje é realizada por meio de escambo.

Nos centros urbanos percebe-se nitidamente um vigoroso aumento da produção artística. O último continente a entrar nesse universo, a África agora também faz parte da cena artística global, com todas as vantagens e desvantagens que isso traz.

Ao mesmo tempo, foram sendo fundadas diversas bienais na África, entre elas a de Dacar, Joanesburgo, Marraquexe, Bamaco, Cairo, Campala, Luanda, São Tomé e Príncipe e também Lubumbashi na República do Congo. A essas, somam-se diversos salões de arte contemporânea e feiras de arte que acontecem em quase todos os países mais importantes da região.

A arte contemporânea africana, desse modo, deu as costas a dois preconceitos longamente estabelecidos; por um lado, o estigma do artesanato e, por outro, as referências etnográficas.

Como em toda parte, também na África a arte contemporânea encontra-se em um permanente processo de renovação criativa.

Ainda que não possam ser ignorados os efeitos do colonialismo, não deve ser subestimada a importância do intercâmbio artístico verificado na passagem do período colonial ao pós-colonial e, nesse contexto, a reação dos artistas em relação ao período que antecedeu a independência.

Não causará surpresa que um continente com as dimensões da África tenha produzido uma enormidade de arquivos estéticos com raízes em pelo menos três legados: a cultura nativa, o cristianismo e o islamismo, que, como no exemplo da Nigéria, convivem em um espaço bastante reduzido.

Os países do Golfo da Guiné abrigam não apenas mil diferentes grupos étnicos e idiomas, como também incluem elementos anglófonos, francófonos, lusófonos, hispânicos e árabes

Entre o Senegal e a África do Sul, o Sudão e Angola, a identidade africana moderna é marcada por uma diversidade de encontros culturais e interações, por processos de intercâmbio e aculturações. Se, inicialmente, esses processos diziam respeito à Europa e à América, hoje em dia, e acompanhando a globalização, também se estendem a outras partes do mundo. Logo, a arte africana movimenta-se na zona de tensão entre diversos arquivos: tradicionais e modernos, coloniais e pós-coloniais, locais e globais, cosmopolitas e aqueles influenciados pela diáspora.

Em contraste com a arte ocidental, inserida ou até quase engessada, em uma sequência estrita de tendências estilísticas, a arte contemporânea africana tem a vantagem de não precisar atender a nenhum cânone e poder orientar-se unicamente pelo aqui e agora.

Para tanto, lança mão dos materiais disponíveis a cada momento, permeando todos os meios da arte.

“Ex Africa” apresenta dezoito artistas da geração jovem e intermediária, vindos de oito países africanos que despertam grande atenção internacional, mas ainda são pouco conhecidos no Brasil. A eles se juntam dois artistas afro-brasileiros, Arjan Martins e Dalton Paula, que recentemente fizeram pesquisas e montaram uma exposição no Brazilian Quarter de Lagos (Nigéria), bairro construído por antigos escravos retornados à África.
E uma sala é exclusivamente dedicada ao Afrobeat, a música popular de Lagos.
A exposição subdivide-se em quatro áreas temáticas que não são estanques, mas integradas entre si de forma fluida e harmoniosa: - Ecos da história - Corpos e retratos - O drama urbano - Explosões musicais Os curadores da exposição são Alfons Hug, diretor do Instituto Goethe na cidade de Lagos (Nigéria), e Ade Bantu, responsável pelo Clube Lagos, um panorama da música popular da maior cidade africana.
Créditos: história

Artistas
Abdulrazaq Awofeso, Nigéria
Andrew Tshabangu, África do Sul
Binelde Hyrcan, Angola
Clube Lagos
Guy Tillim, África do Sul
Ibrahim Mahama, Gana
Jelili Atiku, Nigéria
Karo Akpokiere, Nigéria
Kiluanji Kia Henda, Angola
Kudzanai Chiurai, Zimbábue
Leonce Raphael Agbodjélou, Benim
Mikhael Subotzky, África do Sul
Mohau Modisakeng, África do Sul
Nástio Mosquito, Angola
Ndidi Dike, Nigéria
Okhai Ojeikere, Nigéria
Omar Victor Diop, Senegal
Youssef Limoud, Egito

Brasil
Arjan Martins
Dalton Paula

Créditos: todas as mídias
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