30 anos

Em 11 de julho de 2015 comemoramos o ano 30 do Centro de Memória-Unicamp. Com um acervo de variadas tipologias, datado entre o final do século XVIII e o início do século XXI, o CMU vem sendo construído como um centro de documentação e pesquisa e atua na captação de acervos; no processamento técnico; no restauro; na conservação e preservação; na disponibilização documental a pesquisadores; na organização de eventos científicos e exposições; na publicação de livros e periódicos, na formação de pessoas e no fomento à pesquisa. Deste modo, o CMU configura-se como um arquivo produtor de conhecimento e não como um repositório fechado de informações sobre o passado. Para celebrar estas três décadas, registramos o nosso agradecimento ao valioso e indispensável trabalho de técnicos, pesquisadores, docentes e estagiários da Unicamp que atuaram e atuam com seus saberes na constituição de tão significativos processos de enraizamentos culturais. Assim, convidamos os visitantes a adentrarem nos sentidos propostos por esta OCUPAÇÃO. Maria Elena Bernardes-Diretora CMU
O Centro de Memória-Unicamp comemora seus 30 anos com uma OCUPAÇÃO no Museu da Imagem e do Som de Campinas – MIS. Ela permite mostrar e narrar com gestos, palavras e imagens alguns aspectos fundamentais do funcionamento desse arquivo, formado por diversos conjuntos documentais: textos impressos e manuscritos, imagens em vários suportes, documentos sonoros e objetos. Esses conjuntos apresentam diferentes abrangências: falam de Campinas, têm alcance regional e/ou nacional e, mesmo tudo junto, misturado ou não, podem, de acordo com as indagações do pesquisador, adquirir importância em escalas distintas. No MIS, o CMU, como arquivo, escolher dar a ver uma Campinas nem sempre visível no presente e lembra como o passado pode ser um país estrangeiro que soa conhecido. Iara Lis Schiavinatto-Curadora
CMU – Um projeto intelectual
O CMU nasceu de um projeto intelectual de uma equipe de professores liderada pelo historiador José Roberto do Amaral Lapa (1929-2000). Eles estavam alarmados, segundo Lapa, com a “desmemorização da cidade”. A iniciativa do Fórum de Campinas de descartar seus arquivos cartoriais estimulou esse grupo de professores a viabilizar o projeto de criação de um Centro de Memória na Unicamp. Ao longo desses 30 anos, o CMU consolidou-se como um centro de pesquisa e documentação. O atendimento ao público, o suporte dos acervos a pesquisas em variados níveis acadêmicos, a qualidade das ações formativas de estagiários e bolsistas e das ações dos técnicos são exemplos da experiência cotidiana dos trabalhos realizados.
Bibliografia de José Roberto do Amaral Lapa (1929-2000)
A trama dos conjuntos documentais e uma experiência cinematográfica em Campinas
Fernão Dias foi uma produção cinematográfica realizada em Campinas por volta de 1957. Diversos conjuntos documentais permitem conhecê-la: o cartaz, o filme exibido, a entrada de cinema, as notícias de jornal sobre a película, a contabilidade do filme e as fotografias da obra. O visitante pode entretecer, tal qual faria no arquivo, as relações entre esses documentos que permitem saber mais sobre tal filmografia e pode perceber que, dentro do arquivo, muitas vezes, as séries documentais tecem tramas históricas. Sob sua perspectiva, o visitante nota que a inteligibilidade de algo, no caso o filme Fernão Dias, entremeia-se à sua reflexão intelectual e sensível.
Dos conjuntos documentais aos livros: uma história de produção intelectual
Desde seu início em 1985, o CMU recebe documentação através de múltiplos canais de entrada – pode ser uma doação, compra ou aquisição por custódia. A documentação passa por algumas etapas de tratamento até ficar à disposição do consulente. Ao pertencer a um arquivo, o documento ganha uma força enorme de permanência e uso. Ao ser pesquisado, pode reaparecer numa explicação histórica, numa tese e, depois, num livro, o que faz com que o documento seja reescrito e resignificado. No mapa do Brasil, estão assinalados os lugares onde atuam docentes que, em vários momentos de suas carreiras, pesquisaram ou pesquisam no CMU. Ele mostra a capacidade de irradiação de profissionais pelo país a partir da Unicamp.
A cidade que o arquivo pode dar a ver
A OCUPAÇÃO também celebra o ato de ver e estar em Campinas. Não são evocados saudosamente tempo melhores, mais felizes, da vida urbana. Expõe-se um conjunto de fotografias de momentos variados ao longo do século XX que mostram áreas em ruínas, em construção, embelezadas, ou em franco processo de mudança, no intuito de dizer que todas essas são dinâmicas de Campinas ao longo do século XX. A sequência fotográfica desse núcleo explicita que o acervo do CMU possibilita ver dimensões históricas da cidade por vezes escamoteadas ou esquecidas.
“A questão do arquivo não é uma questão do passado. Não se trata de um passado que estaria à nossa disposição. É uma questão do futuro, uma questão do futuro em si, a questão da recepção, da promessa e da responsabilidade pelo futuro”. Jacques Derrida
Créditos: história

Coordenação Geral:
Maria Elena Bernardes

Curadoria:
Iara Lis Schiavinatto

Consultoria Técnica:
Ana Maria Goes Monteiro
Lygia Eluf

Coordenação Executiva:
Marli Marcondes

Comissão Organizadora:
Ana Cláudia Cermaria
Cássia Denise Gonçalves
Ema Elisabete Camilo
Fernando Abrahão
João Paulo Berto
Mirdza Sichmann
Ricardo Oliveira
Rosaelena Scarpeline
Antônio Augusto Ferreira

Agradecimentos:
Kléber Moura Fé e Sônia Fardin (MIS – Campinas)
Danilo Perillo (Laboratório de Gravura – IA/Unicamp)
Lucila Vieira (Quadrante Galeria)

Local:
Museu da Imagem e do Som de Campinas – MIS
Rua Regente Feijó, 859 | Centro – Campinas, SP

Período:
De 17 de julho a 22 de agosto de 2015

Patrocínio:
FAEPEX – Fundo de Apoio ao Ensino, à Pesquisa e Extensão / Gabinete do Reitor-Unicamp / GGBS – Unicamp

Apoio:
Prefeitura Municipal de Campinas – Museu da Imagem e do Som de Campinas
We Print! Fine Art

Realização:
Universidade Estadual de Campinas – Unicamp
Coordenadoria dos Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa da Unicamp – COCEN
Centro de Memória-Unicamp

Revisão de Textos:
Juliana Oshima Franco

Tradução:
Lude Gomes Cardoso Nunes
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Reitor:
José Tadeu Jorge
Coordenador Geral da Universidade:
Álvaro Penteado Crósta
Coordenador da COCEN:
Jurandir Zullo Junior

Diretora:
Maria Elena Bernardes
Diretor Associado:
José Ricardo Barbosa Gonçalves

Conselho Científico:
Maria Elena Bernardes (presidente) – Ana Maria Oda – Ana Maria Reis de Góes Monteiro – André Luís Paulilo – Antônio Augusto Ferreira – Carlos Alberto Cardovano – Carmen Lúcia Soares – Eliana Moreira – Emília Pietrafesa de Godoi – Fernando Antônio Abrahão – Iara Lis Franco Schiavinatto – Jefferson de Lima Picanço – Jorge Alves de Lima – José Ricardo Barbosa Gonçalves – Josianne Francia Cerasoli – Juanito Ornelas de Avelar

Créditos: todas as mídias
Em alguns casos, é possível que a história em destaque tenha sido criada por terceiros independentes. Portanto, ela pode não representar as visões das instituições, listadas abaixo, que forneceram o conteúdo.
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