1924 - 1945

Vidas paralelas: Frida Kahlo e Amrita Sher-Gil

Kiran Nadar Museum of Art

Saiba mais sobre as coincidências entre a vida e a obra de duas das artistas mais importantes do México e da Índia.

Frida e Amrita
Duas mulheres. Duas artistas. Ambas interessadas em pintar as cores do povo de seus respectivos países. Ambas expressando feminilidade e melancolia nas próprias obras. As duas se tornaram icônicas e estiveram à frente do seu tempo. Incrivelmente, Frida Kahlo e Amrita Sher-Gil tinham muito em comum.

Amrita Sher-Gil nasceu em Budapeste em 30 de janeiro de 1913, filha de pai indiano sikh e mãe húngara.

Frida Kahlo é filha de pai alemão e mãe mexicana.

Ambas foram expostas desde a infância a duas culturas diferentes que enriqueceram a obra e a autoexpressão delas.

O pai de Frida, Guillermo Kahlo Kaufmann, era fotógrafo, assim como o de Amrita. Um dos temas que ambos retratavam eram as próprias famílias, um estilo que foi facilmente adquirido pelas duas filhas. Ambas artistas, ainda jovens garotas, aprenderam a arte do autorretrato e a desenvolveram como uma característica distinta em suas obras.

Frida Kahlo nasceu em 6 de julho de 1907, mas gostava de dizer que nasceu em 1910, ano em que a Revolução Mexicana começou, já que queria estar ligada àquele momento da história do México.

O nascimento de Amrita também foi na véspera da Primeira Guerra Mundial e ela cresceu em Budapeste.

Depois de estudar pintura na Europa, Amrita voltou para a Índia no começo de 1930. Ela viajou para o sul desse país e começou a retratar as cenas da vida cotidiana que encontrava durante a viagem, seguindo o que ela chamou de missão artística, que consistia na expressão da vida do povo indiano nas telas que ela produzia.

Frida também se dedicou a pintar não apenas os mexicanos, influenciada por Diego Rivera, mas também alguns dos elementos que caracterizam a cultura mexicana, como animais, frutas, flores e figuras pré-hispânicas.

Para as mulheres artistas das décadas de 1930 e 1940, não era comum o autorretrato nu. O "Autorretrato como uma Taitiana" de Amrita (1937) foi uma forte declaração de como Amrita queria expressar o que as mulheres, a feminilidade e as ideias de empoderamento significavam naquela época.

Para Frida, era comum retratar a si mesma e contar a própria vida por meio das pinturas. Amrita pintou autorretratos nus, também sutilmente mostrando a dor emocional e física que sentia.

Essa pintura é chamada de "A Coluna Partida" e representa os ferimentos do corpo de Frida após o acidente de ônibus.

Amrita tinha uma forma performativa mas também lúdico de incorporar os diversos trajes indianos em sua identidade e personalidade. Ela se apropriou dos saris e outras roupas tradicionais para revelar seu lado carismático e misterioso. Frida tinha uma abordagem similar em se vestir, já que costumava usar tecidos mexicanos de origem indígena, o que contribuiu para seu enigma e moldou sua personalidade. Para ambas, essa era uma maneira de compartilhar o orgulho que sentiam das próprias origens.

Ao se retratarem, Amrita e Frida expressavam a autoconsciência de serem artistas e mulheres. Elas eram muito críticas sobre si mesmas e tentavam refletir exatamente o que viviam, sentiam, queriam e pelo que eram apaixonadas.

A vida amorosa de ambas foi turbulenta e cheia de experimentação. As duas artistas tiveram relacionamentos com homens e mulheres, mas Amrita acabou se casando com o primo húngaro, Dr. Victor Egan. Enquanto isso, Frida formou um casal explosivo com o muralista Diego Rivera.

O corpo de Frida ficou muito prejudicado depois da poliomielite e do acidente que ela sofreu. Ela acabou tendo alguns abortos espontâneos.

Amrita, por sua vez, também sofreu alguns abortos, o que pode ter enfraquecido o seu corpo e fez com que contraísse pneumonia que a levaria a sua eventual morte precoce.

Amrita morreu em dezembro de 1941, quando tinha apenas 28 anos e dias antes de inaugurar sua primeira grande exposição individual. Ela teve uma vida curta, mas muito prolífica, já que deixou um enorme conjunto de obras que é considerado um dos tesouros da arte nacional na Índia.

Frida morreu alguns dias depois de completar 47 anos, em 13 de julho de 1954, e um ano depois de sua grande exposição individual na Galería de Arte Contemporáneo, na Cidade do México. As pinturas de Frida são consideradas Patrimônio Nacional do México.

Amrita e Frida eram mulheres e artistas não convencionais, que deixaram uma marca importante na história da arte do século XX.

Créditos: história

Bibliography:
- "Amrita Sher-Gil: A life", by Yashodhara Dalmia
- "Amrita Sher-Gil. The Passionate Quest", catalogue of the National Gallery of Modern Art collection.
- "Frida Kahlo. An open life", by Raquel Tibol
- "Frida. A biography of Frida Kahlo", by Hayden Herrera.


Image courtesy for some of Amrita Sher-Gil's works hosted under Kiran Nadar Museum of Art's collection:
- From the Estate of Umrao Singh Sher-Gil
- From the Estate of Amrita Sher-Gil
- From Collection: Navina & Vivan Sundaram

Créditos: todas as mídias
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