23/09/2016

SABROSA: TERRITÓRIO E PATRIMÓNIO

Faculdade de Letras da Universidade do Porto

«[...] esta terra é muito montuosa pela maior parte e toda é aproveitada, que em ela não há pedaço que não seja aproveitado, principalmente para o Douro. E os homens são tão benfeitores que às fragas altas levam o cesto da terra às costas [...]»

SABROSA: TERRITÓRIO E PATRIMÓNIO
O Alto Douro Vinhateiro (ADV) constitui uma paisagem cultural classificada como Valor Universal (UNESCO, 2001). Embora a produção vitivínicola seja anterior, foi a partir do século XVIII que se tornou a principal cultura da região (UNESCO). O Vinho do Porto ficou mundialmente famoso pela sua qualidade. E esta longa tradição vitivinícola produziu uma paisagem cultural excecional que reflete a sua evolução tecnológica, social e económica. Paisagem cultural, evolutiva e viva, foi o ADV valorizado pelo exemplo de uso da terra que, além de representar a evolução de uma cultura, material e imaterial, construiu um tipo de paisagem que ilustra momentos representativos da história, patente nos seus socalcos, quintas, aglomerados, capelas e caminhos. Trata-se, também, de um testemunho único de uma tradição que ainda está viva e se modernizou, que usa e constrói nova paisagem, cria património material e mantém presente uma herança imaterial. O ADV é, pois, Património Cultural Vivo. A classificação do ADV como Património da Humanidade “envolve o espaço e o homem e, por conseguinte, a atividade gerada através de uma relação secular e sempre renovada com a terra, a cultura da vinha, a produção do vinho e toda uma vasta gama de bens do património material e imaterial que lhe estão associados” (CENTRO NACIONAL DE CULTURA, 2013: 46). A Declaração do Quebéc sobre a preservação do “Spiritu Loci” (ICOMOS, 2008) apela à “proteção e promoção do espírito dos lugares, isto é, à sua essência de vida, social e espiritual”. O ADV materializa, pois, uma forma de vida ligada à cultura da vinha e do vinho, que construiu e constrói a paisagem monumental e humanizada desenhando formas únicas com os seus socalcos; pelo património de qualidade religioso ou civil, e que apenas é inteligível na sua perfeita relação com um património mais vernacular e, acima de tudo, pelo património intangível que confere significado, valores e contexto a esta paisagem cultural, evolutiva e viva. Segundo a Declaração do Quebéc, “o espírito do lugar é definido como os elementos tangíveis (edifícios, sítio, paisagens, rotas, objetos) e intangíveis (memórias, narrativas, documentos escritos, rituais, festivais, conhecimento tradicional, valores, texturas, cores, odores, etc.), isto é, os elementos físicos e espirituais que dão sentido, emoção e mistério ao lugar” (ICOMOS, 2008). No ADV, e em Sabrosa, persiste um “Spiritu Loci” construído por seres humanos em resposta às suas mais diversas necessidades, “num processo em permanente reconstrução, que corresponde à necessidade de mudança e continuação das comunidades” (ICOMOS, 2008, art. 3). A presente exposição pretende dar resposta a um dos mais inovadores princípios da Recomendação do Quebéc, o recurso às novas tecnologias digitais para “melhor preservar, disseminar e promover os sítios do património e seu espírito” (ICOMOS, 2008, art. 7).

O visitante que nunca percorreu o Alto Douro Vinhateiro e só agora desperta para essa realidade singular tem à sua espera uma experiência de grande impacto, pois esta original paisagem representará por si só um corte com o seu quotidiano.

Na tribuna deste retábulo, enquadrada por arquivoltas que enfatizam a sua dimensão cenográfica, apresenta-se ao fiel um conjunto escultórico da coroação da Virgem.

De um rio de mau navegar, como escreveu Almeida Garret (1799-1854), a um Douro de águas calmas que convida à contemplação da natureza e à viagem, construiu-se um território que atualmente oferece singulares valores paisagísticos.

Das quintas do Douro fazem parte as parcelas ajardinadas com esmero e as hortas onde pontuam cuidadas arquiteturas da água.

TERRITÓRIO
Património é tudo o que tem qualidade para a vida cultural e física do homem e tem notório significado na existência e na afirmação das diferentes comunidades, desde a vicinal e paroquial, à concelhia, à regional, até à nacional e internacional. Património é qualidade e é memória rica e, idealmente, viva. Sem qualidade, intrínseca ou circunstancial, não haverá fundamento. O património não pode ser olhado apenas como uma reserva e, menos ainda, como uma recordação ou nostalgia do passado mas, antes, como algo que tem de fazer parte do nosso presente. (CAFA, 1998: 10-17) É partindo destas lúcidas reflexões, e entendendo o património como uma conjugação entre o passado e o presente, que escolhemos como tema desta exposição o património do concelho de Sabrosa, elegendo as freguesias que, pela sua localização, mais se relacionam com a cultura da vinha. A qualidade da paisagem do concelho, uma paisagem feita à mão – aspeto comum a todo o território do Alto Douro Vinhateiro – resulta do domínio de condições geomorfológicas adversas. Ao duro trabalho do homem, durante séculos, e ao controle das águas irregulares e turbulentas do rio Douro com a construção das barragens hidroelétricas, devemos os valores estéticos que a paisagem hoje tem. No concelho de Sabrosa o ordenamento territorial tem mitigado as dissonâncias provenientes da expansão dos seus aglomerados. O seu património, muito rico e de grande qualidade, compreende as arquiteturas de habitação e produção, antigas e contemporâneas, as construções vernaculares, o desenho urbano, a arquitetura religiosa e a arquitetura pública de função cultural. A qualidade deste património tem sido causa e efeito dessa mesma qualidade.

Da diversidade de Castas Tintas que existem no Douro são apenas cinco aquelas que merecem um maior destaque. Primeiro por serem as mais plantadas, depois pela sua excecional versatilidade e adaptação aos solos xistosos do Douro.

Localizado no extremo da povoação de Celeirós do Douro, o novo armazém de envelhecimento de vinhos da Quinta do Portal acompanha a transformação dos meios económicos, onde a atividade agroindustrial convive com o turismo cultural.

A solução construtiva sublinha a inserção na paisagem e a eficiência energética do edifício.

Duas grandes naves de estágio e envelhecimento de vinho mostram com o seu carácter laboratorial, assistido pelas tecnologias digitais de controlo ambiental, a actualização e o investimento posto na produção do vinho.

Dentro das novas técnicas de armação distinguem-se os patamares e a vinha ao alto, implementadas de forma sistemática na região a partir dos anos 1980.

No Centro Miguel Torga, há uma repetição obsessiva dum único elemento, o muro. Os muros prolongam-se, amarram o edifício ao tecido urbano e, no interstício, surge uma praça-feira-estacionamento.

A aparente simplicidade visual do interior do Espaço Miguel Torga, recusando concessões formalistas, não denuncia o trabalho conceptual, exigente e paciente, de controlo dos detalhes, dos encontros de materiais e da instalação dos equipamentos técnicos.

Dominada pela cultura da vinha, a paisagem do Douro conserva a acumulação de várias épocas na sua configuração.

A Quinta da Marka, localizada no território privilegiado da margem norte do Douro, uma zona cuja ocupação se tem densificado com a construção de novas quintas, dialoga com velhos solares e construções anónimas.

A janela espelha e parece absorver o território envolvente e a parede em xisto replica os muros dos socalcos, numa continuidade mimética que parece negar a evidência de um mundo em permanente transformação.

Em lugares altos pontuam as casas de habitação das quintas, as estruturas de produção e, muitas vezes, uma capela. Nas encostas declivosas que se estendem até à margem direita do Pinhão e dos seus afluentes, dominam as vinhas.

Os cardanhos eram construções modestas onde residiam, temporariamente, em camaratas, os trabalhadores das vindimas.

PATRIMÓNIO
SECÇÃO PATRIMÓNIO O património de Sabrosa apresenta valores diversos nas freguesias que agora se apresentam. Ora destacando-se pela presença de um número apreciável de casas nobres, ora por um desenho urbano de qualidade, ora pela riqueza dos interiores sacros, ora ainda pela presença de património de sabor vernacular e de arquitetura contemporânea de elevada qualidade, estas freguesias acusam uma diversidade que deve ser enquadrada no processo histórico e na distinta capacidade económica das suas populações. A paisagem patrimonial do concelho, na sua área mais próxima dos vales dos rios Douro e Pinhão, é muito marcada pelas construções dos séculos XVII e XVIII, mas também dos XX e XXI. É este o património mais imponente, mais rico e mais visível e nele se patenteia uma maior “vontade artística”. A cultura da vinha e a comercialização internacional do vinho são causa e efeito da encomenda de construções de acentuada qualidade arquitetónica, tanto nos séculos XVII e XVIII como na contemporaneidade. Nos antigos aglomerados, de fundação medieval, sobressai o gosto da época barroca em solares ou casas nobres, nas igrejas paroquiais e nas capelas, nas fontes, nos cruzeiros e vias-sacras. Nas igrejas é sobretudo na riqueza dos seus interiores que as formas barrocas mais se destacam. Nobilitadas com imaginária e retábulos de talha dourada, o aparato e o esmero decorativo do seu interior contrasta vivamente com o exterior que apresenta, não poucas vezes, soluções construtivas de grande simplicidade. E porque este património permanece vivo pelo seu uso no presente, como testemunham os rituais de devoção e a prática de novas celebrações coletivas, a dinâmica da vitivinicultura consubstanciada na modernização de equipamentos de cuidado programa arquitetónico, e a consciência do valor patrimonial do passado para a qualidade de vida contemporânea e projeção internacional da região e dos seus produtos, o concelho de Sabrosa apresenta-se hoje como um lugar de eleição para quem procura conhecer o Alto Douro Vinhateiro no presente e no passado.

Implantada a meia encosta, em terreno pouco acidentado, se a compararmos com outros povoados da região, Provesende desenvolveu uma malha urbana com alguma regularidade.

Embora a cultura da vinha tenha raízes muito antigas nesta região, a criação da Região Demarcada e a fundação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (1756) trouxe um acentuado dinamismo e enriquecimento aos aglomerados.

A arquitetura, pelos meios vultosos de que necessita, pela expressão de poder que é, por ser uma criação de espaços e de volumes que marcam, profundamente, a vida social e os lugares.

Entre as casas nobres de Provesende, o Solar dos Beleza destaca-se pelo seu caráter urbano e mesmo palaciano.

A Casa do Santo situa-se junto ao limite poente da aldeia de Provesende, o que lhe confere um caráter mais rural, embora a fachada principal esteja voltada para a rua.

Nos aglomerados de Sabrosa, encontramos uma relação sistémica entre a arquitetura nobre, gerada por força da produção vinícola, e a arquitetura de sabor vernacular, tipificando uma estrutura social diversificada que se sustenta dessa mesma produção.

Habitualmente construídas em xisto (a rocha da região), as arquiteturas de sabor vernacular seguem a mesma estrutura funcional dos solares ou casas nobres.

A pintura mural, a talha dourada e a imaginária nobilitam, com a sua policromia e profusão de formas, espaços de devoção que pontuam o território.

A centralidade e a qualidade da Fonte de Provesende (apesar de reposicionada e alteada por ocasião da requalificação da vila no século XXI) revela a sua importância durante a época moderna.

Informam as Memórias paroquiais de 1758 que “o orago [de Provesende] hé de S. João Baptista. A igreja hé das mais excellentes do Arcebispado todo, na grandeza, ideia e architectura” (CAPELA Et. Al., 2006: 429).

A Casa da Calçada, construída em 1715 por Jerónimo da Cunha Pimentel, impõem-se pela sua dimensão e horizontalidade.

Em meados da segunda metade do século XIX, foi adotado um novo modo de armar o terreno, o sistema pós-filoxera, como forma de combate à praga, que impôs o uso de porta-enxertos de videira americana, a única resistente ao inseto.

Descrita no século XVIII como uma povoação unida e arruada com muitas casas nobres, Celeirós, referida na documentação do século XII, época em que recebe foral (1160), é o aglomerado de caráter mais urbano do concelho de Sabrosa, na sua área voltada para o vale do rio Pinhão.

No extremo oriental, a rua Direita, principal via da vila de Celeirós, conserva um conjunto de armazéns de compridas fachadas cuja dimensão e aparato testemunham o dinamismo da cultura da vinha e do seu caráter agroindustrial.

A Casa do Bucheiro não ultrapassa a escala das construções que lhe estão próximas. É marcada pela sua horizontalidade, pela existência de um jardim na parte posterior e, tem ainda, uma parcela de propriedade agrícola associada a que se acrescentam as adegas no piso térreo da Casa.

Santo António de Lisboa ou de Pádua, reputado taumaturgo, surge no óculo central, facilmente identificado pelos seus atributos mais comuns: o ramo de açucenas, símbolo de pureza, que segura com a mão direita e o menino jesus pousado sobre um livro fechado, no lado esquerdo, iconografia alusiva à visão milagrosa do santo num momento de pregação.

Consagrada a São Francisco de Assis, esta capela é foi mandada construir por Francisco Furtado de Azevedo Sottomayor (?-?), é um dos mais notáveis exemplares da arquitetura religiosa privada do concelho.

Although dominated by the cultivation of wine, the Alto Douro Wine Region is quite diverse, visible in the various types of landscaping forms adapted to the geomorphological conditions of the land and to historical developments.

A presença de um solar no contexto da paisagem rural portuguesa exerce um grande fascínio. Situado isoladamente ou incluído na malha de pequenos aglomerados, o solar ou casa nobre dos séculos XVII e XVIII tem valores estéticos muito próprios.

O jardim da Casa do Visconde de Vilarinho de S. Romão conserva as suas caraterísticas originais. A fonte monumentalizada alberga uma imagem de S. Pedro e mostra uma cuidada construção.

No Alto Douro Vinhateiro a ação antrópica sobre o meio foi intensa em muitas épocas, criando habitats particulares, também eles sucessivamente refeitos até aos meados do século XX.

A escolar primária de Vilarinho de São Romão, cujo projeto-modelo se deve ao arquiteto Adães Bermudes (1864-1948), situada já no extremo do aglomerado mais antigo, em lugar então desafogado.

Cercada por muro e dotada de cenográfico portal, a Casa do Visconde de Vilarinho de S. Romão, implanta-se no limite do povoado. Abrindo-se ao espaço público, a capela de Nossa Senhora da Salvação, fundada em 1492.

O núcleo mais denso e mais urbano é definido pela Igreja matriz dedicada ao Salvador (séc. XVIII), a capela de S. Roque (séc. XVII) e os estreitos arruamentos.

O portal do Sacrário da Igreja paroquial da Sabrosa incorpora uma pequena placa de cera conhecida desde os finais do século XII como “Agnus Dei”, contexto raro e que converte este retábulo numa peça particularmente única.

Os tectos das igrejas, capelas e ermidas são, de certa forma, a representação arquitectónica do espaço celestial, cenograficamente construído com recurso à ilusão de arquiteturas ou de elementos em talha.

A diversidade e coexistência de formas diferentes de armação do terreno tem aqui um claro exemplar.

PRODUÇÃO
Foi com a romanização desta região que o cultivo da vinha, assim como outros produtos distintivos da cultura gastronómica mediterrânica, ganharam expressão. Está provado arqueologicamente que, na época da fixação dos romanos no Vale do Douro, já havia vinha pelo menos desde o III milénio a.C. As grainhas encontradas em diversas escavações, embora não comprovem o processo de transformação da uva em vinho, provam a existência de videiras e do seu fruto neste território (ALMEIDA, 2006: 370-372). Não é ainda hoje conhecida a extensão das suas vinhas, nem a sua implantação no território. Foi durante a época romana que se deu o grande impulso do cultivo da vinha e da transformação do fruto em vinho. Esta realidade é atestada pelos diversos vestígios arqueológicos que têm sido descobertos ao longo do tempo. São exemplo disso diversas ruínas de instalações vinárias, como lagares, e também fragmentos cerâmicos de vasilhas destinadas ao armazenamento do vinho (ALMEIDA, 2006: 372-373, 375).

Só o vinho produzido nestas encostas alcançava as caraterísticas apreciadas pelos ingleses.

Em 1756, o Marquês de Pombal fundou a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, instituição que lhe permitiu controlar o comércio vitivinícola e assegurar a qualidade do vinho e o equilíbrio entre a sua produção e comércio.

João, o baptista, o precursor, é figura recorrente no Douro, sendo patrono da paróquia de Provesende.

A prosperidade desta cultura é severamente afetada a partir da segunda metade do século XIX com as doenças da videira, o míldio, o oídio e sobretudo a filoxera, que aparece a partir de 1868, reduzindo inúmeros vinhedos a mortórios.

Natural de Provesende, Joaquim Pinheiro de Azevedo Leite foi pioneiro na introdução dos porta-enxertos americanos que permitiram combater as pragas que devastaram esta cultura.

A filoxera levou a alterações significativas na cultura da vinha e provocou a evolução da mesma através de novas práticas de preparação de terreno e plantio, marcadas por novas formas de construção dos socalcos xistosos.

A região duriense deve a sua identidade singular aos solos xistosos onde é produzido, à determinante intervenção humana que moldou a paisagem através da construção de socalcos nas encostas íngremes e que evitavam a erosão.

Esta paisagem está em contínua transformação no que respeita à adaptação às modernas tecnologias mas nunca deixando de parte o que a carateriza, os costumes, saberes e técnicas.

A candidatura do ADV à Unesco destaca o excecional trabalho executado pelo homem na construção dos muros de xistos, em que se sustenta toda a autenticidade e integridade desta paisagem cultural.

Formado por terraços de xisto, o designado “País Vinhateiro”, espelha a história daquela que é a primeira região vitícola demarcada e regulamentada do mundo e apresenta uma paisagem antrópica monumental.

É no mês de setembro que a paisagem em terraços do Alto Douro Vinhateiro mais se povoa e anima com as vindimas, encerrando o ciclo da vinha no momento anterior à vinificação.

É no início da Primavera que o tempo de repouso da videira termina, iniciando-se o ciclo vegetativo da mesma, podendo este variar conforme a sua localização.

A partir de Agosto as uvas desenvolvem as suas particularidades, sobretudo o seu grau de açúcar, sendo esta fase do amadurecimento aquela que precede a vindima.

A vindíma pode ocorrer entre os meses de Agosto, Setembro e Outubro, conforme as características pretendidas e o tipo de vinho que se deseja produzir.

A pisa das uvas nos lagares é, hoje em dia, uma tradição que, apesar de se manter em muitos locais, tem sido substituída por tecnologia que se encarrega do esmagamento do fruto.

Muitas empresas ainda optam pelo método tradicional, mas outras preferem os sistemas que lhes permitem um maior controlo da fermentação do produto.

As cubas que outrora eram de madeira, sobretudo de carvalho, são atualmente em materiais que permitem o controlo da temperatura e humidade através de sistemas mecânicos e de monitorização.

Em contínua transformação, o ADV nunca deixa de parte o que o caracteriza: os costumes e as tradições, sendo por isso um território cultural, evolutivo e vivo.

No Douro a cultura mais importante depois da vinha era, e ainda o é, a da oliveira, espécie que bem se adapta às caraterísticas climáticas da região.

A colheita da azeitona realiza-se entre os meses de dezembro e janeiro. Tradicionalmente a transformação da azeitona era feita em lagares.

As talhas de barro para armazenamento, as latas para o seu transporte e os recipientes que se destinavam a medir o azeite.

São Martinho é um dos santos mais afamados em Portugal e isso reflete-se no número de paróquias que o elegeram como patrono.

São Martinho sai em procissão como Bispo, papel que representou durante parte da sua vida.

A festa em honra de São Martinho realiza-se a 11 de novembro, dia em que terá sido sepultado.

Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Créditos: história

FICHA TÉCNICA
COORDENAÇÃO: Lúcia Rosas (FLUP) e Maria Leonor Botelho (FLUP)
COMISSÃO CIENTÍFICA: Ana Cristina Sousa (FLUP), Lúcia Maria Cardoso Rosas (FLUP), Manuel Joaquim Moreira da Rocha (FLUP) e Maria Leonor Botelho (FLUP)

CURADORIA: Lúcia Maria Cardoso Rosas (FLUP), Maria Leonor Botelho (FLUP), Nuno Resende (FLUP), Gisela Araújo (TVU./UP) e Paulo Cunha Martins (TVU/UP)

TEXTOS: Ana Cristina Sousa (FLUP), Hugo Barreira (FLUP), Lúcia Maria Cardoso Rosas (FLUP), Maria Leonor Botelho (FLUP), Miguel Tomé (FLUP), Nisa Félix (FLUP) e Nuno Resende (FLUP)

PRODUÇÃO DE IMAGEM: Paulo Cunha Martins (TVU/UP) e Gisela Araújo (FLUP)

COMISSÃO EXECUTIVA: Nisa Félix e Gisela Araújo

FOTOGRAFIAS: Estudantes do 1º ano do Mestrado em História da Arte Portuguesa (2015/2016), Delfina Brochado, Francisco Vidinha, Gisela Araújo e Nisa Félix

TRADUÇÃO: Carla Augusto e Teresa Cruz

APOIOS: CITCEM e Departamento de Ciências e Técnicas do Património/ FLUP
Universidade do Porto
TVU.
Câmara Municipal de Sabrosa
Quinta do Crasto
Quinta da Marka
Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo
Quinta do Portal

BIBLIOGRAFIA
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Créditos: todos os meios
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