Prática de ensino de Frida Kahlo

Archivo General de la Nación - México

Documentos mantidos no Arquivo Nacional Mexicano exploram o papel da artista como professora na educação de uma nova geração de artistas.

As lendárias obras de arte de Frida Kahlo foram uma contribuição fundamental para a arte mexicana do século XX. No entanto, a empreitada da artista no mundo do ensino pode ser considerada outra contribuição para o México, já que ela treinou os futuros pintores do país.

Em 1929, recebe sua nomeação como professora de treinamento técnico em desenho e trabalhos manuais pelo departamento de Belas Artes do Ministério de Edução Pública. Tinha 22 anos de idade.

Ao casar com Diego Rivera, se muda para Cuernavaca onde o pintor realiza os murais do Palácio de Cortés. Por essa razão, o Ministério de Educação Pública a demite como professora, depois de seis meses, "por não ter retomado seu trabalho".

Entre 1930 e 1934, se dedica a realizar seus trabalhos como pintora e viaja com Diego Rivera, que cumpre compromissos internacionais, por diversas cidades dos Estados Unidos.

Em 1943, obtém sua nomeação como professora de ensinamentos de artes plásticas nível "C" na Escola de Artes Plásticas, com 12 horas semanais.

Na parte superior do documento se destaca a assinatura: "Frida Kahlo de Rivera".

Com a saúde abalada, a partir de 1944, Frida Kahlo reduz seus horários de professora e sugere a seus alunos que continuassem as aulas na casa dela, hoje conhecida como Casa Azul ou Museu Frida Kahlo. Propicia o crescimento profissional de seus discípulos com exposições, obras comissionadas e cursos.

Em 1946, a Presidência da República e o Ministério da Educação Pública lhe concedem menção honrosa no Prêmio Nacional de Ciências e Artes por sua obra Moisés. A fotografia registra esse momento, acompanhada de José Clemente Orozco e Manuel Sandoval Vallarta.

Em 1950, dá entrada no Hospital Inglês, onde são realizadas diversas cirurgias em sua coluna vertebral. Um ano depois, deixa o hospital em cadeira de rodas, com a qual permanecerá nos próximos anos.

Frida Kahlo morre em 13 de julho de 1954 e o Ministério da Educação Pública emite um documento indicando a vacância de seu cargo e ordena a efetivação dos pagamentos de seus salários a seu viúvo, Diego Rivera.

As assinaturas do documento mostram que dois professores do Instituto de Belas Artes reconhecem Diego Rivera como esposo de Frida Kahlo e objeto para receber o pagamento dos salários e os benefícios por falecimento.

No livro "Frida Kahlo: Uma vida aberta", a historiadora da arte Raquel Tibol lembra que os alunos de Frida Kahlo receberam uma educação diferente daquela transmitida por outros professores: "Os que tiveram a sorte de ter Frida como professora recebiam muito mais do que uma orientação didática; eles recebiam uma maneira de viver, de ser e de pensar que era muito diferente do habitual, como a preocupação com a ordem nacional e social, uma visão de solidariedade com o povo mexicano e, além disso, um senso de humor delicioso, grosseiro e refinado ao mesmo tempo."

Créditos: todas as mídias
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