JUNTOS PARA SEMPRE

Centro de Memória-Unicamp

Os retratos de casamento

"De alguma maneira, as pessoas sempre procuraram registrar os momentos importantes da vida. (...) A fotografia, desde a sua invenção, e mais ainda, a partir de sua popularização, passou a ser o principal meio para registrar os momentos importantes da vida. Com a fotografia, as lembranças das datas significativas – batizados, casamentos, aniversários, festas, viagens, férias – passaram a ter novo sentido. Além de recordar tornou-se possível compartilhar o que havia sido vivido. Mesmo guardando algum objeto para marcar aquele momento, o registro fotográfico tornou-se necessário para fixá-lo no tempo. A memória começou a dividir com a fotografia o peso da responsabilidade de guardar aquelas lembranças".
"No início, a fotografia, mais próxima dos rituais religiosos (batizados, primeira comunhão, casamentos), era produzida no estúdio do próprio fotógrafo. Com os avanços tecnológicos, os fotógrafos passaram a presenciar a cerimônia, registrando um resumo do ritual, principalmente o do casamento. Já não era mais uma ou duas fotografias feitas no estúdio, mas várias fotografias para contar a história do que tinha acontecido no decorrer dela. Com o álbum de fotografias de casamento um novo olhar se lança sobre o ritual e a memória”. Esta exposição pretende traçar um panorama da transformação ocorrida no processo de elaboração do retrato de casamento, permeada pelo desejo de recordar, através do registro fotográfico, os momentos importantes da vida".
Na fotografia está retratada a Sra. Olga Coutinho, criada no Rio de Janeiro até o início do século XX. Devido à doença de seu pai, Olga retornou à Fazenda Bacuri, SP. O tratamento dele envolvia injeções ministradas pelo farmacêutico José Dogello Braga. Dessas visitas surgiu o envolvimento entre Olga e José que resultou no casamento realizado logo após a morte do pai, sem festa. Por isso na foto oficial que comunicava a união aos parentes a noiva está de luto.

O bouquet de noiva simboliza vida, alegria e fertilidade. Desde tempos remotos, ele já se fazia presente nessa celebração, através dos ramos de ervas e alho que as noivas carregavam para afastar os maus espíritos e trazer sorte e felicidade aos noivos. Jogar o bouquet representa a despedida da noiva, que o atira para repartir com os convidados a sua felicidade.

Créditos: história

Coordenação Geral:
Olga Rodrigues de Moraes von Simson

Pesquisa e Seleção das Imagens:
Marli Marcondes
Cássia Denise Gonçalves

Texto:
Luiz Antônio Feliciano (Álbuns de casamento em dois movimentos: fragmentos visuais de um ritual. Campinas: Departamento de Multimeios, IA, UNICAMP, 200)

Montagem:
Cássia Denise Gonçalves, Emanuela Rosai Mendes, Evandro Marques Luís, Mariana Castrillon, Marli Marcondes, Melina Custódio

Agradecimentos:
Ema Elizabeth Rodrigues Camillo, Melina Custódio, Olga Rodrigues de Moraes von Simson, Roberto de Biase, Lude Nunes

Realização:
Arquivo Fotográfico / Centro de Memória-UNICAMP

Tradução:
Lude Gomes Cardoso Nunes

2007

Créditos: todas as mídias
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