Porto, cultura e arte

Museu do Amanhã

A Região Portuária do Rio sempre foi um lugar marcado por encontros e pela mistura de ritmos, sotaques e estilos de vida. Do Santo Cristo à Praça Mauá, esse trecho da cidade se viu conectado novamente à Baía de Guanabara, com a derrubada do Elevado da Perimetral. Com respeito ao passado que envergonha - a memória do principal porto escravagista das Américas -, manifestações artísticas e culturais ganharam mais visibilidade. O Porto é troca e convivência. É cultura e arte.

A ARTE QUE OCUPA VAZIOS...
A antiga fábrica de doces Bhering, no Santo Cristo, abriga um coletivo de artistas multimídia, arquitetos, designers, estilistas, fotógrafos, pintores, escultores, restauradores, editores, chefes de cozinha e outros profissionais dedicados às artes criativas. Depois de duas décadas abandonado, o galpão virou espaço de efervescência cultural. Estão alugadas hoje 80 salas, para diversos usos. O prédio da Bhering é um patrimônio histórico e cultural, além de agora pertencer à prefeitura.

A artista plástica Carolina Martinez em seu ateliê na antiga fábrica Bhering. (Foto: divulgação/Demian Jacob).

O artista plástico Barrão mantém um ateliê no prédio há seis anos (Foto: divulgação/Demian Jacob).

Nascido no Morro da Providência, o fotógrafo Maurício Hora mantém na favela o centro cultural Casa Amarela. Espaço para exposição de artes, debates e oficinas com crianças (Foto: Marcos Tristão/Museu do Amanhã).

Caetana do Carmo Dias costura as fantasias que unem morro ao asfalto e fazem festas sincréticas e pagãs da Grande Companhia Brasileira de Mysterios e Novidades (Foto: Marcos Tristão/Museu do Amanhã).

A Companhia de Mysterios e Novidades foi fundada pela atriz Ligia Veiga há 32 anos, em São Paulo. Desde 2007 o ateliê está instalado na Gamboa (Foto: Marcos Tristão/Museu do Amanhã).

Tia Lúcia, moradora do Morro do Pinto, dá aulas de arte em seu ateliê para crianças (Foto: Marcos Tristão/Museu do Amanhã).

Produtores na área de alimentos, cervejas artesanais, vegetarianos, doces e vinhos promovem a feira "Carioquíssima", na Orla Conde (Foto: divulgação).

PRESERVANDO A MEMÓRIA
O Centro Cultural José Bonifácio, na Rua Pedro Ernesto, foi inaugurado por D. Pedro II em 1877 como a primeira escola pública da América Latina. Com 2.356 m², três pavimentos e 18 salas com usos diversificados, o centro reabriu, totalmente reformado, em novembro de 2013, após obra de restauro do programa Porto Maravilha Cultural.

Foram restaurados pisos, telhados, fachadas, forros, esquadrias, revestimentos e ornamentos. A obra instalou sistema de ar condicionado e adaptações de acessibilidade (Foto: Marcos Tristão/Museu do Amanhã).

O José Bonifácio terá uso múltiplo, combinando atividades acadêmicas, pedagógicas e artístico-culturais sobre a contribuição africana para a formação social brasileira (Foto: Marcos Tristão/Museu do Amanhã).

ABRAM ALAS PARA A FESTA PROFANA!
Do Santo Cristo à Praça Mauá, a Região Portuária foi palco de desfiles de 30 blocos no Carnaval de 2016, que arrastaram uma multidão de 50 mil pessoas. Para refrescar a turma no escaldante verão carioca, teve até caminhão-pipa no desfile do Escravos da Mauá. Muitas agremiações antigas, impulsionadas pela reurbanização da região, voltaram à ativa nos últimos quatro anos.

O bloco carnavalesco Pinto Sarado desfila seu humor pelas ruas da Região Portuária desde 2007 (Foto: divulgação).

Banda da Conceição, que voltou às ruas em 2009, após quase 30 anos parada (Foto: divulgação).

O Cordão do Prata Preta, fundado há 12 anos na Praça da Harmonia, lembrou os 120 anos da Guerra dos Canudos, que tem uma história intimamente ligada à formação do Morro da Providência (Foto: divulgação).

Prata Preta é uma homenagem a Horácio José da Silva, um dos líderes da Revolta Popular de novembro de 1904, que teve no bairro da Saúde uma das suas mais violentas barricadas (Foto: divulgação).

O artista plástico Marcos Jambeiro no barracão da Estácio de Sá, nos preparativos para o Carnaval de 2016, na Cidade do Samba (Foto: Marcos Tristão/Museu do Amanhã).

A escola da samba Vizinha Faladeira, uma das mais antigas do Rio, com sede na Zona Portuária (Foto: divulgação).

Créditos: história

Presidente do Conselho de Administração: Fred Arruda
Diretor Presidente: Ricardo Piquet
Curador Geral: Luiz Alberto Oliveira
Diretor de Conteúdo: Alfredo Tolmasquim
Diretor de Operações & Finanças: Henrique Oliveira
Diretor de Desenvolvimento de Públicos: Alexandre Fernandes
Diretor de Planejamento & Gestão: Vinícius Capillé
Diretora Captação de Recursos: Renata Salles
Gerente de Exposições e Observatório do Amanhã: Leonardo Menezes
Editor de Conteúdo: Emanuel Alencar
Redator de Conteúdo: Eduardo Carvalho
Estagiária: Thaís Cerqueira
Fotos: Marcos Tristão, Demian Jacob e divulgação
Vídeo: Monclar Filmes

Créditos: todas as mídias
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