abril de 1942 - julho de 1943

ANTES DE MORREREM...

Auschwitz-Birkenau State Museum

Deportação de judeus de Zagłębie Dąbrowskie para Auschwitz

Depois da libertação do campo de concentração de Birkenau, por entre as ruínas, foi encontrada uma caixa com uma coleção única de fotografias, provavelmente na área do campo conhecida por "Canadá", onde era classificada a bagagem dos judeus assassinados nas câmaras de gás. Centenas de rostos: a sorrir, felizes, em pensamentos profundos, brincalhões, melancólicos. Casamentos, nascimentos, férias com a família e amigos. Um mundo imortalizado para sempre em fotografia. O mundo dos judeus polacos antes do Holocausto. A maior parte das cerca de 2400 fotografias imortaliza famílias de judeus de Zagłębie (Będzin, Sosnowiec e arredores). Muitas delas retratam as mesmas pessoas fotografadas em diferentes locais, em diferentes situações, em diferentes épocas do ano, na companhia de entes queridos e amigos. Há fotografias amadoras e outras tiradas por um fotógrafo profissional. Fotografias instantâneas e postais. Os fotógrafos perpetuaram aquilo que queriam que fosse recordado: uma lua de mel, reunião de família, mas, acima de tudo, cenas da vida quotidiana – passear na rua, crianças a brincar e o prazer de momentos de lazer. É possível que as fotografias tenham sido trazidas para o acampamento por pessoas da mesma família, talvez até vivessem na na mesma casa – em todo o caso, claramente por pessoas que foram deportadas juntas no mesmo comboio. Muito provavelmente, os prisioneiros a trabalhar no "Canadá" atiraram-nas para uma caixa ou mala e foram simplesmente esquecidas.

AS FAMÍLIAS BRODER E KOHN

Os Broder, juntamente com os seus seis filhos, Bronka, Lejb, Eli Aron, Hadasa, Chenoch e Idka, viviam em Będzin, no número 52 da Rua Małachowskiego. Era também aí que a sua loja de artigos de papelaria e drogaria/tabacaria se encontrava localizada.

Nos anos vinte, os Broder planearam partir para a Palestina. "O meu pai tinha uma destilaria em Jafa. Tínhamos tudo pronto. No entanto, pouco antes de partirmos a minha mãe recebeu um telegrama do meu pai – enquanto trabalhava, uma barra de ferro caiu-lhe sobre a perna e feriu-o gravemente. Tinha de ficar num hospital de Telavive durante seis semanas", recorda Eli Broder, o único membro da família a sobreviver ao Holocausto.

Fajgla Broder e as crianças ficaram em Będzin. O pai vendeu o negócio em Jafa e voltou para a Polónia.

No início dos anos trinta, a filha mais velha, Bronka, casou com Majer Kohn cujos pais, Nahum e Dina Kohn, tinham uma loja de vestuário feminino em Sosnowiec em na Rua Modrzejowska. Normalmente, passavam as férias em Krynica.

Bronka e Majer Kohn tiverem dois filhos: David e Renia. A vida das crianças foi imortalizada em várias fotografias tiradas durante passeios pela cidade e nas férias. No entanto, não existe nenhuma tirada por um fotógrafo profissional. Eli Broder, que contou a história da sua família, era um apaixonado da fotografia. De entre as 2400 fotografias da coleção, descobriu as que ele próprio tirou. Afirmou: "Fotografava imenso. Tive uma câmara Volkländer, depois uma Leica. Tirei uma fotografia da Hudka (Hadasa) e da Bronka com as crianças quando as encontrei a regressar a casa depois do trabalho. Revelei-a em casa e ofereci-lhes." Os Broder e os Kohn eram famílias religiosas e os seus filhos frequentavam escolas judaicas em Będzin. Eli Broder recorda a sua infância: "Durante o tempo em que vivi com a minha família, era religioso e estudava numa yeshiva. No entanto, a minha relação com os meus pais não era boa. O meu pai era muito rígido. Uma vez, escondi uns patins de gelo debaixo da banheira e assim que o meu pai os encontrou deu-os a outro menino."

A educação de crianças em famílias religiosas concentrava-se na vida religiosa. Era suposto que os filhos continuassem as tradições dos pais e frequentassem escolas onde aprendiam o Talmude e eram preparados para viver de acordo com as regras religiosas. Eli Broder adorava fazer ciclismo, mas o desporto e exercício não faziam parte dos ideais de uma educação ortodoxa. Eli recorda que isto era frequentemente causa de conflito entre si e o seu pai ortodoxo.

Em 1937, Eli Broder casou. Os pais foram contra o casamento. A sua esposa não era de uma família rica e os irmãos dela eram comunistas.

Quando a Alemanha atacou a Polónia, Eli Broder e a esposa fugiram para a União Soviética.

O resto da família de Eli Broder ficou em Będzin. O irmão abaixo dele, Lejb Broder, casou com Fajgla Rypsztajn no início da guerra. Em 1941, Hadasa Broder casou-se com David Szlezyngier.

Em 1941, Nahum e Majer Kohn foram enforcados na praça do mercado em Sosnowiec.

Lejb Broder foi baleado por membros das SS durante o encerramento do gueto entre 22 e 26 de junho de 1943. David Szlezyngier foi deportado para um campo de trabalhos forçados e assassinado. Outros membros da família foram deportados para Auschwitz. Ninguém sobreviveu ao Holocausto.

Eli Broder e a esposa vivem em Israel.

Fajgla Broder e os seus filhos: Hadasa, Fajgla, Idka, Lejb, Chenoch e Eli. Esta fotografia foi tirada para um passaporte antes da viagem planeada para a Palestina. A filha mais velha, Bronka, que já era casada, não está na fotografia. Będzin, 1926.
Dina e Nahum Kohn. Krynica, nos anos vinte.
Dina e Nahum Kohn. Krynica, nos anos vinte.
Nahum Kohn com as suas filhas. Polónia, nos anos trinta.
Majer Kohn à frente da loja dos seus pais, na Rua Modrzejowska em Sosnowiec. Sosnowiec, nos anos trinta.
Renia e David Kohn. Rajcza, 1939.
David Kohn. Polónia, 1936.

"Fotografava imenso. Tive uma câmara Volkländer e depois uma Leica. Tirei uma fotografia da Hadasa e da Bronka com as crianças quando as encontrei a regressar a casa depois do trabalho. Revelei-a em casa e ofereci-lhes."

Eli Broder, o único membro da família a sobreviver ao Holocausto

A última fotografia da família de Eli Broder. Primeira fila a partir da esquerda: David Kohn, Hadesa Broder, Renia Kohn; segunda fila: Bronka Kohn e a ama das crianças. Będzin, 1939.
O casamento de Fajgla Rypsztajn e Lejb Broder. Primeira fila a partir da esquerda: Hadasa Broder, David Kohn, Renia Kohn, Fajgla Broder, Idka Broder; segunda fila: Bronka Kohn e Fajgla Broder. Będzin, 1941. Fotógrafo: Fotógrafo J. Goldcwajg
Fotografia de noivado de Hadasa Broder e Szlezyngier David. Będzin, depois de 1939.

A FAMÍLIA MAŁACH

Chana Pesia e Aron Josef Małach eram oriundos de Maków Mazowiecki, uma pequena cidade perto de Varsóvia, que abandonaram em 1905, juntamente com os seus oito filhos, e mudaram-se para Będzin. Aí, três dos seus filhos fundaram uma fábrica que produzia peles para salsichas a partir de intestinos de bovino, para produtores de enchidos polacos.

O quarto filho, Welwel, negociava matérias-primas para a produção de cola. Isto incluía sangue de bovino, que comprava num matadouro e vendia depois a outros produtores. Antes da guerra, dois irmãos foram para a Palestina. Em 1939, um deles regressou à Polónia pois não tinha tido sucesso profissional na Palestina.

Rafael Małach, o próximo dos oito filhos de Chana Pesia e Josef Aron Małach, casou com a sua prima Malka Ruchel Blum. Juntos, mudaram-se de Będzin para Dąbrowa Górnicza, uma cidade industrial próxima numa região dominada pela indústria de mineira. Aí, juntamente com o seu amigo, Rafael Małach estabeleceu uma fábrica "kischke" semelhante à dos seus irmãos. No entanto, a empresa faliu e Rafael voltou para o negócio da família. Rafael e Malka Ruchel Małach tiveram sete filhos: Icchak, Zysze, Frymet, Syma, Estera, Wolf (agora Ze'ev ) e Abraham.

Ze'ev Małach, que vive atualmente vem Israel, conta a história da família: "Na nossa família havia muitas crianças. Quando nos encontrávamos no feriado do Purim, em casa da avó Chana Pesia, éramos muitos. A avó governava a família como um ditador. Ela garantia que os irmãos que estavam melhor na vida ajudavam os mais pobres ou empobrecidos, como o meu pai. Todas as noites, a família inteira reunia-se em casa da nossa mãe em Będzin. O meu pai ia a pé três a quatro vezes por semana para a visitar. O meu avô tinha uma saúde de ferro; lia Raschi sem óculos, ainda tinha todos os dentes e participava no ritual de banho diário. O cabelo dele era apenas um pouco grisalho. Depois do mikveh comia arenque e empurrava com vodka. Isso satisfazia-o completamente."

Zysze e Icchak, os filhos mais velhos de Rafael e Malka, eram homens muito talentosos em casa. Ze'ev recorda que antes da guerra, Icchak construiu uma câmara fotográfica com diferentes peças sozinho. Aparentemente, também tirou muitas fotografias de família.

Todos os irmãos eram membros de diferentes organizações políticas: Icchak e Zysze eram comunistas, Estera pertencia ao Haschomer Hacair, Frymet tinha um papel ativo no Gordonia, Syma no Bund e Ze'ev no Haschomer Hadati. Ze'ev conta: "Em casa tínhamos cinco partidos, mas apesar disso ainda éramos uma família que não tinha guerras ideológicas internas." Alguns dos irmãos entraram em conflito com as autoridades polacas devido ao seu envolvimento político. Icchak Małach foi preso uma vez por exibir uma bandeira vermelha. Em 1937, Syma teve que fugir da Polónia com o seu marido David Krauze, um comunista ativo em Dabrowa Górnicza, pois estava na iminência de ser preso. Viveram ilegalmente em França durante dois anos. Em 1934, Icchak Małach casou com Sara Ruda e mudaram-se para Będzin.

Em 1937, nasceu o seu filho Abraham.

A família de Sara era de Varsóvia, onde o seu pai era um comerciante de peixe no bairro judeu.

Sara Małach era parteira e trabalhava no hospital judaico "Bikur Cholim" em Będzin.

No início, Icchak Małach trabalhava na tipografia do tio Aba. Mais tarde, ele e o cunhado criaram a sua própria empresa. Ze'ev conta: "Quanto a mim, o meu pai queria que eu fosse comerciante. Trabalhava numa loja de tecidos desde os 14 anos, mas não gostava, por isso comecei a arranjar todos os fechos de correr na loja. Também tinha um ótimo sentido de cor. Quando as mulheres entravam na loja, era chamado para as aconselhar. Depois disso, trabalhei na tipografia do meu tio." Ze'ev casou com Itka pouco depois de a guerra começar e fugiram para a União Soviética.

Icchak, Sara e Abraham Małach ficaram em Będzin e não sobreviveram ao Holocausto.

A avó, Chana Pesia, morreu antes da guerra e Aron Josef foi assassinado depois de 1939. A localização é desconhecida.

Pouco antes da guerra, Syma Małach e David Krauze foram expulsos de França para a Polónia e depois fugiram para a União Soviética. Ze'ev conta: "A Syma morreu nos meus braços em 1943, em Samarcanda, devido a uma gravidez ectópica. Ao fugir dos alemães, Itka e eu chegámos a Taschkumir na Sibéria. Aí, trabalhei numa mina. Quando soube que a Syma estava doente, tirei férias e, correndo grande perigo, fui vê-la. Syma morreu em Samarcanda e foi enterrada aí."

Em 1939, Zysze Małach fugiu para a União Soviética. Regressou à Polónia em 1945. Ze'ev, Itka e os filhos regressaram à Polónia em 1946. A única pessoa que conseguiram encontrar lá, de entre os 178 membros da família, foi Zysze. Decidiram abandonar a Polónia e emigraram para a Palestina.

Zysze morreu em Israel em 1985.

Ze'ev e Itka vivem em Herzlia.

Chana e Aron Małach com os seus filhos. Primeira fila a partir da esquerda: Jankiel David, Aron Józef, Chana Pesia, Rafael Hirsz, Chana Pesia, Rafael Hirsz; segunda fila: Aba, Icchak Mordechai, Welwel Benjamin, Mosze Pinkas, Lajb, Jechi’el. Będzin, 31 de outubro de 1928.

"Éramos uma família com muitos filhos. Quando nos encontrávamos durante o feriado de Purim em casa da nossa avó Chana Pesia, éramos muitos. A avó governava a família como um ditador. Ela garantia que os irmãos que estavam melhor na vida ajudavam os mais pobres ou empobrecidos, como o meu pai.

Todas as noites, a família inteira reunia-se em casa da nossa mãe em Będzin. O meu pai ia a pé três a quatro vezes por semana para a visitar."

Wolf (agora Ze'ev) Małach

Malka Ruchel e Rafael Małach com os seus filhos. Primeira fila a partir da esquerda: Wolf, Malka Ruchel com Abraham no colo, Rafael Hirsz, Syma, Frymet; segunda fila: Estera, Icchak, Zysze. Polónia, nos anos vinte.

"Em casa tínhamos cinco partidos, mas apesar disso ainda éramos uma família que não tinha guerras ideológicas internas." Wolf (agora Ze'ev) Małach

Icchak, Sara e Zysze Małach com os seus amigos. Na frente, em primeiro lugar a partir da esquerda está Itche Gutman, em segundo está Sara; atrás, em quarto a partir da esquerda estão Adela Schneiberg e Wowa Reichkind; à direita está Icchak. Polónia, nos anos trinta.
Sara Małach enquanto trabalhava no hospital
Sara e Abraham Małach na ala da maternidade.
A família Małach: Sara com Abraham no colo, ao lado estão os pais de Sara, Rafael Hirsz e Icchak
Sara, Icchak e Abraham Małach. Będzin, 29 de dezembro de 1942.
Abraham Małach. Będzin, 1943.

A FAMÍLIA KOPLOWICZ

Aron Koplowicz e a sua esposa Rywka tiveram sete filhos: Judl, Mirele, Helcia, Szlomo, Roza, Cesia e Sara. Aron Koplowicz era um comerciante rico, proprietário de uma loja de tecidos na Praça do Mercado Velho em Będzin. Os Koplowicz eram uma família devota, sendo que Aron pertencia ao Gerer-Rabbi Chassidim, um grupo de chassidim em torno de um tzaddik do Monte Calvário e era um respeitado membro da comunidade judaica.

Os filhos de Aron e Rywka foram criados de forma estritamente religiosa.

A loja da família na Praça do Mercado Velho era gerida pela filha mais velha, Mirele, que morreu jovem. Depois da sua morte prematura, Szlomo ficou a gerir a loja.

Os Koplowicz viajavam regularmente para os seus destinos de férias favoritos, como Kamińsk, Krynica e Rabka ou para Łódź onde a sua segunda filha, Helcia Zajdman, vivia com a sua família. Chana Koplowicz, uma parente, ainda se lembra do seu casamento, que teve lugar em Będzin. "Na época estava muito fascinada com as irmãs Zajdman, que vieram ao casamento de Łódź com sapatos dourados, vestidos longos e perucas loiras muito elegantes. Lembro-me com se fosse hoje." As filhas de Aron Koplowicz também estavam sempre na moda e elegantemente vestidas contrastando totalmente com a indumentária e comportamento rigorosos do seu pai. Muitas das fotografias retratam Roza Koplowicz como uma jovem mulher moderna, cheia de alegria. Depois de os alemães ocuparam a Polónia, a filha mais velha, Helcia Zajdman, voltou para Będzin com o seu marido e filhos. Toda a família vivia em condições precárias: "Esta grande família de quase 30 pessoas ocupava três pequenos quartos no gueto. Helcia e os seus filhos, o seu irmão mais velho Judl com os seus sete filhos, os pais e os irmãos viviam todos lá. Era uma pequena casa de um andar". A loja de tecidos dos Koplowicz foi confiscada e atribuída a um supervisor alemão.

Devido à arianização de empresas e lojas judaicas, os proprietários não só perderam as suas propriedades, como também muitos judeus perderam os seus empregos e rendimento. Roza e Cesia Koplowicz trabalhavam numa loja que foi confiscada por "arianos". Isto protegia-os da deportação durante algum tempo. Chana Koplowicz recorda os esforços das pessoas que tentavam sobreviver no gueto: "Os administradores da Rua Małachowskiego precisavam de contabilistas. Conheci um administrador de um dos nossos vizinhos judeus, que tinha sido proprietário de uma loja de ferramentas. Este administrador era um homem das SA e o seu nome era Völkel. Era responsável por cinco lojas judaicas. Eu coloquei um familiar diferente à frente de cada uma dessas lojas. Desta forma, eles podiam obter licenças especiais de oficiais especiais das SA responsáveis pelo trabalho de estrangeiros. As pessoas sem essas autorizações eram enviadas para campos de trabalhos forçados." Muitos casais casavam-se no gueto. Isto protegia temporariamente os homens da deportação. Ao mesmo tempo, estes casamentos eram um testemunho do esforço feito para criar uma impressão de vida normal nestas condições desumanas. Roza Koplowicz casou-se no início de 1943. Chana também se casou no gueto. Ambas tiveram filhos, mas não sobreviveram ao Holocausto. Quando o gueto foi liquidado, Chana e o seu marido esconderam-se num bunquer. após algumas semanas, os seus mantimentos chegaram ao fim. "Decidimos sair do esconderijo. Pudemos lavar-nos e descansar um pouco graças ao administrador para quem trabalhava no gueto. Ele disse-nos que todas as manhãs um guarda alemão conduzia um grupo de 50-60 judeus em frente à sua casa, do orfanato para o gueto. À noite ele conduzia-os de volta. Eram judeus que trabalhavam no chamado "Aufräumungskommando" e trabalhavam na limpeza do gueto abandonado. O administrador deu-lhes uma nota minha, onde pedia para nos aceitarem no seu grupo. Na altura, após a "limpeza" dos judeus, havia duas opções: procurar refúgio no lado ariano junto de um amigo não judeu ou ser aceite no Aufräumungskommando. Fomos aconselhados a juntar-nos discretamente à equipa quando as pessoas estavam a ser levadas para o gueto. A nossa chegada teve de ser coordenada. Tivemos de tomar o lugar daqueles que tinham decidido fugir. A lista de nomes dos administradores alemães tinha de corresponder, não podia faltar ninguém e não podiam aparecer nomes adicionais. Ao longo do tempo, o grupo diminuiu e apenas as pessoas com ligações ficaram. Fui levada para um campo de trabalhos forçados." A maior parte dos membros da família Koplowicz foi deportada para Auschwitz e assassinada. Chana Koplowicz narra: "A família do meu tio Aron Koplowicz foi deportada durante a "limpeza "do gueto. Os únicos que vi mais tarde foram Gelcia com o seu marido e filhos. Eles tinham-se escondido num bunquer e deparei-me com eles enquanto trabalhava no Aufräumungskommando. Não sei o que lhes aconteceu depois. Provavelmente o mesmo que aos outros. Foram enviados para Auschwitz." Cesia foi a única dos filhos de Aron e Rywka Koplowicz a sobreviver ao Holocausto. Após a guerra, emigrou para Israel e morreu em Jerusalém nos anos oitenta. Da mesma forma, Chana Koplowicz abandonou a Polónia e viveu em Israel até à sua morte, em 1997.

Ryfka Koplowicz e os seus filhos. A partir da esquerda: Cesia, Sara e Roza; segunda fila: Szlomo, Rywka, Mirele e Gelcia. Kamińsk, 1928.
À frente da loja de tecidos dos Koplowicz na Praça do Mercado Velho em Będzin. Roza Koplowicz na entrada. Będzin, nos anos trinta.
Roza Koplowicz (primeira a partir da esquerda) e Cesia (terceira a partir da esquerda). A criança é muito provavelmente um dos filhos de Gelcia Zajdman. Polónia, nos anos trinta.
Rywka e Aron Koplowicz. Krynica, nos anos trinta.
Roza Koplowicz com a sua mãe. Krynica, 1937.
Roza Koplowicz (à direita). Polónia, nos anos trinta.
Roza Koplowicz. Polónia, nos anos trinta.
Roza Koplowicz. Krynica, 1937.
Casamento de Roza Koplowicz. Będzin, 1943.

"A família do meu tio Aron Koplowicz foi deportada durante a "limpeza "do gueto. Os únicos que vi mais tarde foram Gelcia com o seu marido e filhos. Eles tinham-se escondido num bunquer e deparei-me com eles enquanto trabalhava no Aufräumungskommando. Não sei o que lhes aconteceu depois. Provavelmente o mesmo que aos outros. Foram enviados para Auschwitz." Chana Koplowicz (casada com Zuberman), uma parente.

A FAMÍLIA HUPPERT

Tudo o que se sabe do Huppert é o que foi possível reproduzir com base em fotografias e no que os seus proprietários escreveram nelas. Não foi encontrado ninguém que se lembre desta família.

Os Huppert vieram de Cieszyn, uma cidade na fronteira da Polónia com a República Checa. Roza e Josef tiveram seis filhos: Arthur, Adolf, Ferdynand, Mizzi e mais um filho e uma filha cujos nomes permanecem desconhecidos. A família era rica e tinha um estilo de vida glamoroso. As fotografias dos anos vinte mostram não apenas cenas individuais da vida da família, como também expressam a atmosfera especial que os envolvia. Arthur Huppert e a sua esposa Grete casaram-se no dia 9 de janeiro de 1938, em Opava. Após o nascimento do seu filho Peter, em 1938, viveram em Olomouc. Arthur fotografava regularmente o seu filho e enviava fotografias com descrições detalhadas aos seus pais.

Arthur, Grete e Peter Huppert foram assassinados no verão de 1944.

A 29 de abril, toda a família foi transportada de Theresienstadt para Baranowicze e morreu ali.

Rosa e Josef Huppert com os seus filhos (o nome da criança na frente é desconhecido). Ao centro, no segundo plano, está Mizzi, com os seus irmãos de ambos os lados: Adolf, Arthur e Ferdynand; o nome do quarto irmão é desconhecido. Cieszyn, nos anos trinta.
Adolf Huppert. Checoslováquia, nos anos trinta.
Arthur Huppert. Checoslováquia, nos anos trinta.
Mizzi Huppert. Cieszyn, 1933.
Casamento de Mizzi Huppert. Checoslováquia, nos anos trinta.
Fotografia do casamento de Ferdynand e Hilda Huppert. Checoslováquia, nos anos trinta.
O casamento de Arthur e Grete Huppert. Opava, 1938. Fotógrafo: Fotógrafo Robert Spurny, Opava
Peter, filho de Arthur e Grete Huppert. Cieszyn, 1939. Fotógrafo: Fotógrafo Elsner, Cieszyn.
Arthur e Peter Huppert. Olomouc (Checoslováquia), aproximadamente 1940.
Arthur, Peter e Grete Huppert. Olomouc (Checoslováquia), 1940.
Peter Huppert. Olomouc (Checoslováquia), 1940.
Créditos: história

Teksty zaczerpnięto z książki "Zanim odeszli... Fotografie odnalezione w Auschwitz" pod red. Kersten Brandt, Hanno Loewy, Krystyna Oleksy.
Curator — Dr Maria Martyniak
Curator — Agnieszka Juskowiak-Sawicka
Excerpts taken from the book "Zanim odeszli... Fotografie odnalezione w Auschwitz" ("Before they perished... Photographs found in Auschwitz") by Kersten Brandt, Hanno Loewy, Krystyna Oleksy.
Curator — Dr Maria Martyniak
Curator — Agnieszka Juskowiak-Sawicka

Créditos: todos os meios
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