Doação da artista ao Museu Nacional de Belas Artes

Renina Katz
Nasceu em 30 de dezembro de 1925, em Niterói, Rio de Janeiro. Vive em São Paulo desde 1951. Gravadora, pintora, desenhista ilustradora e professora. Estudou xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946, e gravura em metal com Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, em 1950. Ao mesmo tempo, cursava a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluna de Henrique Cavalleiro e de Quirino Campofiorito, formando-se em pintura, em 1950. Já no ano seguinte recebeu o Prêmio Aquisição e o Prêmio Viagem ao País, no 57º Salão Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.

O conjunto de obras doadas por Renina Katz ao Museu Nacional de Belas Artes, em 2004, passou pelo olhar atencioso e compromissado da artista com a história da arte brasileira, em especial a da gravura brasileira. A seleção mostra-nos a preocupação com o registro de seu processo criativo, uma vez que nos legou desenhos, “pequenos projetos”, como ela citou em ocasiões e artigos anteriores, de alguns de seus trabalhos.

Além das diversas obras acabadas, podemos acompanhar as primeiras ideias que foram colocadas no papel, assim como os vários estágios do processo de criação de uma gravura. Parcela significativa do seu trabalho pode ser vista nesta exposição. As obras são datadas das décadas de 1970, 1980, 1990 e 2000. O Museu acolhe essa doação, grato e ciente do compromisso que, por princípio, assumiu desde a sua criação: o de conservar, estudar e divulgar o patrimônio cultural que tem sob a sua guarda.

Série Cárceres

Série "O vermelho e o negro"

Álbum Territórios Imaginários, 1983

"Se a relação tinta/papel, impressão/desenho aqui se torna terra e vento,

luz e nuvem, não é mera coincidência".

"A elaboração obsessiva de cada detalhe destes territórios imaginários

confere à técnica escolhida um momento de vivência gráfica da mais alta qualidade".

- Maria Bonomi

Renina quis compartilhar conosco e com as gerações futuras alguns momentos de sua criação.

Renina Katz:

"[...] quando faço uma gravura em preto e branco, a cor está implícita. Afinal, tem luz e sombra.Eu apenas uno as pontas, mas há gradações de luz e sobra.

Se for aplicada uma cor, o resultado funciona. É sempre a questão da luz."

O ato de gravar é revelado pela impressão das provas.

Podemos ver as marcações que a artista fez a caneta e a grafite, anotando na margem das provas áreas que precisavam de reforço ou correção.

Créditos: história

Renina Katz: Gravuras
Doação da Artista ao Museu Nacional de Belas Artes

Caixa Cultural Rio de Janeiro
25 de novembro de 2007 a 13 de janeiro de 2008
Caixa Cultural São Paulo
30 de maio a 06 de julho de 2008
Caixa Cultural Brasília
11 de julho a 17 de agosto de 2008

Curadoria
Laura Abreu
Sérgio Pizoli


Créditos: todos os meios
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