Tudo o que o olhar alcança: vistas do Rio de Janeiro e de seus morros

Museu Nacional de Belas Artes

Tudo o que o olhar alcança: vistas do Rio de Janeiro e de seus morros
A seleção apresenta uma pequena parcela da criação artística que reflete o enquadramento sensível de morros da cidade do Rio de Janeiro. São vistas e panoramas que buscam registrar tudo que o olhar alcança...

Henri Nicolas Vinet

Nasceu em Paris, estudou pintura em sua cidade natal com o famoso mestre no gênero de paisagem Jean-Baptiste Camille Corot. Vindo para o Brasil, estabeleceu-se no Rio de Janeiro, em 1856. Alcançou posição de destaque como paisagista, recebendo, em 1865, do Imperador Dom Pedro II, o hábito de Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa.

Ao centro, o morro do Pão de Açúcar e a direita,

o morro do Corcovado.

Henrique Tribolet

Tribolet, foi paisagista e marinhista. Aluno do paisagista italiano Nicola Facchinetti.

Nicolas Antoine Taunay

Nasceu em Paris. Aos treze anos, entrou para o estúdio de Lepicié e, posteriormente, no de Brenet. Logo depois, estudou com Casanova, pintor de batalhas e paisagens, a quem considerava seu mestre. Em 1784. Obteve uma pensão para estudar na Academia Francesa em Roma. Veio para o Brasil, em 1816, fazendo parte da chamada Missão Francesa, que viria proporcionar o surto neoclássico no nosso pai e promover a fundação da Academia Imperial de Belas Artes. Aqui, foi um dos fixadores da paisagem urbana do Rio, durante os cinco anos que viveu nessa cidade.

A direita, terraço do convento de Santo Antônio e em frente

O morro do Pão de Açúcar.

Guilherme Briggs

Frequentou durante os anos 1829 e 1830 a Academia Imperial de Belas Artes, como aluno voluntário das aulas de Arquitetura e Paisagem. Em 1836, Briggs partiu para Londres e levou desenhos que fez para o panorama do Rio de Janeiro que lá foi impresso no ano seguinte.

A esquerda, vemos o artista que se retratou desenhando, as ruas do Riachuelo, Inválidos, Senado e a serra da Carioca,

A cidade se descortina em seus detalhes arquitetônicos e paisagísticos. A esquerda,

Sobressai o Campo de Santana e nele, ao fundo,

a Igreja de Santana (no local da atual Central do Brasil).

Ao centro, o Teatro de São Pedro de Alcântara (onde atualmente está o Teatro João Caetano) e, à esquerda dele, atrás do casario

vemos parte do pórtico da Academia Imperial de Belas Artes.

Em primeiro plano, fundos do convento

e da Igreja de Santo Antônio.

Em frente a Ilha das Cobras, as torres da Igreja da Candelária. Do outro lado da baía, a cidade de Niterói e o perfil da Serra dos Órgãos.

A esquerda, o Mosteiro de São Bento.

Ao centro, o casario da cidade. A esquerda o morro do Castelo,

o Observatório Astronômico e a estação do telégrafo semafórico,

a Igreja de São Sebastião, que foi a primeira Sé da cidade, o colégio e a Igreja dos Jesuítas.

Ao centro,

o Paço Imperial, o Convento do Carmo, a torre sineira e a Capela Imperial.

Ao centro, jardim do Passeio Público, onde aparece

as pontas das duas pirâmides de granito que ladeiam a fonte dos Amores, obras de autoria de Mestre Valentim,

Ao fundo, a direita

a Igreja da Glória e

o morro do Pão de Açúcar.

À esquerda dos dois personagens retratados em primeiro plano, vemos

o Convento da Ajuda, no local da atual praça da Cinelândia.

Victor Meirelles

Iniciou seus estudos em Desterro, atual Florianópolis, Santa Catariana, com o engenheiro Marciano Moreno. Em 1847, transferiu-se para o Rio de Janeiro, matriculando-se na Academia Imperial de Belas Artes. Conquistou o prêmio de viagem a Europa em 1853. Estudou em Roma e Paris, regressando ao Brasil em 1861. A partir de 1862, passou a exercer a cátedra de Pintura Histórica da Academia Imperial de Belas Artes.

Estudo para “Panorama do Rio de Janeiro”, 1885.

Estudo para “Panorama do Rio de Janeiro”, 1885.

Mosteiro de São Bento

Rodolfo Amoedo

Natural da cidade de Salvador, Rodolfo Amoedo chegou ao Rio de Janeiro no ano de 1868, ingressando, cinco anos depois, no Liceu de Artes e Ofícios e, em 1874, na Academia Imperial de Belas Artes, onde teria Victor Meirelles, Agostinho da Mota e Zeferino da Costa como mestres. Na Escola de Belas Artes de Paris – já bolsista da Academia – aperfeiçoou-se com Cabanel e Puvis de Chavantes. De volta ao Rio de Janeiro, destacou-se no exercício do magistério, como professor honorário e, posteriormente, como diretor da antiga Escola Nacional de Belas Artes.

Vista do morro do Corcovado

ainda com o Chapéu do Sol, onde hoje encontra-se o Cristo Redentor,

Carlos Oswald

Nasceu em Florença. Seus primeiros estudos artísticos foram na área musical, mas a atração pelas artes plásticas levou-o ao estudo da pintura. O interesse pela gravura nasceu da sua convivência com um grupo de artistas que debatiam a validade da arte moderna e da reafirmação da gravura como obra de arte. É, sobretudo, na atividade didática que reside a grande importância de Carlos Oswald para o desenvolvimento da gravura no Brasil.

O Gigante adormecido

Pedra da Gávea

Bruno Lechowsky

Natural da Varsóvia, Polônia, Lechowsky realizou sua formação artística na Academia de Belas Artes de Kiev, na Ucrânia. Numa viagem pelo mundo, expondo suas obras aportou no Rio de Janeiro, em 1926, onde fixou residência.

Visão do Rio, em 1939: "capital da beleza"

Pedra da Gávea

Le Corbusier

Le Corbusier, um dos mais importantes arquitetos de seu tempo, cujo trabalho repercute ainda hoje, foi também urbanista, pintor e professor. Esteve no Brasil em duas épocas distintas: a primeira visita se deu em 1929 e a segunda em 1936, convidado por Lúcio Costa para colaborar como consultor no projeto do edifício sede do então Ministério da Educação e Saúde Pública.

esboço arquitetônico: fachada envidraçada para avistar

o morro do Pão de Açúcar

Thereza Miranda

Em 1947, formou-se em filosofia e no mesmo anocomeçou suas aulas de pintura com Carlos Chambelland. Em, 1963, frequentou o Ateliê de Gravura do MAM, do Rio de Janeiro, onde aprendeu as técnicas da gravura em metal com Walter Marques. Ganhou o prêmio de viagem no salão de Arte Moderna em 1972 e, em 1974, foi estudar com Denis Mazi no Croydon College of Art de Londres.

"Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar

[...] vê-se o Corcovado
O Redentor que lindo"
Tom Jobim

Yoshiya Takaoka

Nasceu em Tóquio e lá mesmo iniciou seus estudos de pintura, com Shin Kurihara. Em 1925, chega ao Brasil. Teve Bruno Lechowski como seu principal orientador.

Alvorada lá no morro
Que beleza
[...]

"O sol colorindo é tão lindo

É tão lindo

E a natureza sorrindo

Tingindo, tingindo

Cartola

Thereza Miranda

Morro do Pinto

Rossini Perez

Sua iniciação artística se deu na Associação Brasileira de Desenho, No Rio de Janeiro. Estudou, em seguida com Fayga Ostrower. De Iberê Camargo e Vera Tormenta recebeu lições de gravura em metal. Em 1959, foi assistente de Friedlaencer, no curso inaugural da Oficina de Gravura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

"O morro não tem vez
E o que ele fez já foi demais
Mas olhem bem vocês
Quando derem vez ao morro
Toda a cidade vai cantar
[...]

O morro quer se mostrar [...]

Abram alas pro morro ..."

Vinicius de Moraes

Créditos: história

Tudo que o olhar alcança: vistas do Rio de Janeiro e de seus morros

Curadoria
Cláudia Ribeiro
Nilsélia Diogo

Idealizada especialmente para o Google Art Project, 2017

Créditos: todas as mídias
Em alguns casos, é possível que a história em destaque tenha sido criada por terceiros independentes. Portanto, ela pode não representar as visões das instituições, listadas abaixo, que forneceram o conteúdo.
Traduzir com o Google
Página inicial
Explorar
Por perto
Perfil