Rio: Rotas & Monumentos

Conservação Rio

Caminhos e curiosidades que apenas quem vive na cidade maravilhosa poderia mostrar aos que nunca estiveram aqui. Da renovada Praça Mauá até o bairro da Lapa, esta exposição convida a todos para um passeio através dos pontos culturais do centro do Rio.

Praça Mauá, Da coleção de: Conservação Rio
Praça Mauá
A Praça Mauá marca o início da Avenida Rio Branco e da Região Portuária, um importante local para receber produtos e turistas na cidade desde 1910. Após a revitalização, em 2015, a praça se tornou um importante ponto cultural com imponentes prédios, como o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Museu do Amanhã, além de ter no seu entorno o primeiro arranha céu da cidade, construído em 1930. No meio da praça encontra-se a estátua do Barão de Mauá, que nomeia a região devido à sua importância no tempo do Império.
Praça Mauá, Da coleção de: Conservação Rio
Candelária, Da coleção de: Conservação Rio
Candelária
Provavelmente uma das igrejas mais famosas do Rio de Janeiro, a Candelária merece também o título de uma das mais bonitas. Legado da arquitetura neo-clássica e gótica, seu interior segue o estilo neo-renascentista italiano e conta a história de sua construção.
XV Square, Da coleção de: Conservação Rio
Praça XV
A praça está localizada no centro histórico do Rio, ao lado do Paço Imperial e do Palácio Tiradentes, onde se encontra hoje a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. A Estação da Praça XV traz também um terminal marítimo de barcas que leva os moradores da cidade a diversos destinos na cidade de Niterói. De cima, é possível observar o calçamento renovado em pedras portuguesas da Praça XV.
Aérea Praça XV, Da coleção de: Conservação Rio

Localizado na Praça XV, o Chafariz do Mestre Valentim foi inaugurado em 1789. Feito em gnaisse carioca, lioz e bronze, matérias primas muito comuns em obras do autor, o chafariz foi erguido entre duas escadas que desciam para o cais do Largo do Paço, reencontradas em escavações na década de 1980. Sua posição era ideal para a aguada dos barcos. Foi retratada por quase todos os artistas viajantes que passaram pela cidade no século XIX.

Cinelândia, Da coleção de: Conservação Rio
Cinelândia
Cinelândia é o nome popular do entorno da Praça Floriano, no centro do Rio, em uma área que cobre a Avenida Rio Branco, a Rua Senador Dantas, Rua Evaristo da Veiga e Praça Mahatma Gandhi. Lá, você encontra prédios importantes para a história brasileira, como o Theatro Municipal, a Biblioteca Nacional e o clássico Cine Odeon, um dos primeiros cinemas de rua da cidade.
Carlos Gomes, Unknow, 1960, Da coleção de: Conservação Rio

Carlos Gomes foi o mais importante compositor de ópera do Brasil. Autor de "O Guarani", ele misturou instrumentos clássicos e os da cultura indígena, dando uma nova perspectiva ao seu trabalho. Sua estátua está hoje situada ao lado do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Ao Nunca Mais, Cristina Pozzobon, 2016, Da coleção de: Conservação Rio

O monumento "Ao Nunca Mais" é um tributo à resistência brasileira que lutou pela anistia. Foi instalado em 2014 e patrocinado pela Comissão da Anistia do Ministério da Justiça e doado à prefeitura em ocasião dos 50 anos do golpe de 1964. Feito pela artista plástica Cristina Pozzobon, a escultura de 2.5 metros de altura, em aço corten, representa a bandeira brasileira cortada ao meio com estrelas no chão.

Gandhi, Sankho Chaudhuri, 1969, Da coleção de: Conservação Rio

A estátua em bronze de Mahatma Gandhi, um dos maiores líderes pacifistas do mundo, é um belo retrato do pai da independência Indiana e presente do governo local ao Brasil. Está localizada entre o Cine Odeon e o Passeio Público.

Chafariz Monumental, Mathurin Moreau, 1880, Da coleção de: Conservação Rio

Adquirido pelo governo do período imperial na Fundição Val d'Osne, a Fonte Monumental é a maior fonte artística fundida em ferro do Brasil e possui 10 metros de altura.

Passeio Público
Entre a Cinelândia e a Lapa está o Passeio Público. Inaugurado no século 18, ele foi o primeiro parque público das Américas. Criado pelo Mestre Valentim, o trabalho foi inspirado no Passeio Público de Lisboa e no estilo francês. Construído em 1783, o Passeio, como é conhecido pelos cariocas, se tornou um grande local de encontro nos séculos 18 e 19. No seu interior, é possível encontrar diversas espécies da flora nacional, assim como trabalhos de arte da época, fontes, esculturas e pirâmides.
Portão Monumental, Mestre Valentim, 1783, Da coleção de: Conservação Rio

O Portão Monumental do Passeio é feito em ferro forjado em estilo rococó, possui brasão de armas reais em destaque e as efíges de Maria I e seu marido, Pedro III de Portugal.

Cascata de Rocaille, Glaziou, 1888, Da coleção de: Conservação Rio

O Rocaille do Passeio é uma composição romântica de elementos de jardim. Uma pequena fonte de água atrás de um banco de pedras abastece o lago do parque.

Fonte dos Jacarés, Mestre Valentim, 1783, Da coleção de: Conservação Rio

Criado pelo Mestre Valentim no ano de inauguração do parque, 1783, a Fonte de Jacarés é o primeiro trabalho que apresenta estilização de animais da fauna brasileira.

Arcos da Lapa, Brigadeiro Alpoim, 1750, Da coleção de: Conservação Rio
Lapa
Após a Cinelândia e o Passeio Público, a próxima parada é o bairro da Lapa. Lá encontramos os históricos Arcos da Lapa e a Escadaria de Selarón, dois grandes cartões-postais da cidade. Construído no século 18 por escravos africanos, os Arcos eram inicialmente um aqueduto que posteriormente foi reconstruído para servir de trilho para o bonde que sai da Carioca e vai até Santa Teresa. Do outro lado, está a famosa escadaria reconstruída pelo artista chileno Jorge Selarón e que liga o bairro pela Rua Joaquim Silva até Santa Teresa. Os degraus decorados com mais de 2 mil azulejos em mosaico serve hoje de locação para todo tipo de produção cultural, como vídeoclipes e ensaios fotográficos no Rio.
Créditos: história

Secretário Municipal de Conservação e Serviços Públicos: Marcus Belchior.

Coordenação Geral: Ana Luiza Piza.
Gestão do Projeto e T.I.: Rodrigo Kemel.
Fotos: Daniel Coelho.
Fotos Aéreas: João Francisco.
Texto e Conteúdo: Amanda Cinelli.
Apoio: Lenora Vasconcellos

Créditos: todas as mídias
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