Ivaneide Bandeira, a "Neidinha"

Ivaneide nasceu no Acre em 17 de junho de 1959. Um ano depois, o pai foi tentar a vida no seringal Ricardo Franco e toda a família foi junto para Rondônia. Neidinha cresceu na floresta e desde então dedica a vida para proteger sua casa, a Amazônia.
Aos seis anos de idade, estava com a mãe lavando roupa no rio Jaci e avistou homens pelados e pintados de vermelho, eram os índios Uru-eu-wau-wau. Assustadas, ambas correram para casa. 
Longe da cidade, Neidinha foi alfabetizada pela mãe com livros de faroeste americano. A literatura fez surgir revolta e indignação: porque os índios sempre morriam nas histórias? Mas também semeou sensibilidade, que a fez escrever poesias e se conectar ainda mais com a natureza.
Já adulta, após um tempo trabalhando na FUNAI, Ivaneide decidiu seguir sua própria trilha e em 1992 criou a Kanindé, uma organização para defender a Amazônia e os povos indígenas. Obra do destino ou dos deuses da floresta, os primeiros trabalhos aconteceram com os Uru-eu-wau-wau, a mesma etnia que tinha avistado quando criança.
Como um guerreiro indígena, a Kanindé cresceu forte e percorreu a floresta. Além de Rondônia, a organização passou a trabalhar também com grupos de outras regiões, como os Juma do Amazonas, os Zoró do Mato Grosso, os Wai wai do Pará, etc. Desde seu nascimento, a entidade já realizou projetos com mais de 60 etnias. 

Neidinha no começo do contato dos Akuntsu e Kanoê com o homem branco.

O chefe Catarino Gavião ensinando uma canção em Tupi-Mondé para Ivaneide.

Ivaneide sobrevoando a Amazônia para monitorar desmatamentos, queimadas e invasões.

Neidinha com as crianças Paiter Suruí na aldeia Lapetanha.

De pulso firme e bom coração, Neidinha é uma guerreira sensível e carinhosa. Para os índios ela é uma amiga, parceira, conselheira e até mãe.

Porém, para todos aqueles que destroem a floresta, é um inimiga. Ivaneide já sofreu incontáveis ameaças de morte feitas por garimpeiros, madeireiros ilegais e grileiros. Por um tempo, a situação foi tão crítica que toda a família teve que receber escolta da Polícia Federal. Contudo, a luta nunca parou. Hoje, com quase 60 anos, Neidinha ainda entra mata a dentro e caminha por horas com os indígenas para expulsar invasores de suas terras. 
Além disso, ela é responsável por vários projetos e também por buscar novos parceiros e financiadores para atividades sustentáveis nas aldeias. Ivaneide luta para manter a floresta em pé, para defender os direitos dos povos originários, para buscar oportunidades de geração de renda para os indígenas e também para garantir que recebam educação de qualidade.

Por isso, a “Guardiã da Floresta” busca agora construir uma Universidade Indígena em Rondônia. Ainda que a batalha seja difícil e mesmo que a floresta esteja diminuindo, Neidinha nunca para de lutar e seus sonhos só crescem.

Créditos: história

www.KANINDE.org.br

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