1750 - 1950

15 variações do sari, o drapeado icônico da Índia

Chhatrapati Shivaji Maharaj Vastu Sangrahalaya (CSMVS)

A história dos tecidos indianos mostrada pela coleção do CSMVS

Casamento, família e o sari
Os tecidos simbolizam a passagem das gerações, de mãe para filha, ponto a ponto e linha a linha, entre agulhas e fios.

O sari foi drapeado em muitos estilos ao longo dos anos. Há variações regionais, bem como estilos de drapeado que atendem a requisitos profissionais. O estilo mais conhecido é aquele com diversas dobras na frente, com a extremidade drapeada sobre um dos ombros.

Além do drapeado, há diversas variações na tecelagem do sari. Nesta imagem, a mulher usa um sari chandrakala.

Um grihastha ou chefe de família representa a família e a comunidade e exerce responsabilidades sociais ao participar de rituais e cerimônias que celebram a vida. Os tecidos são uma parte essencial dessas celebrações. O casamento é um marco importante para um chefe de família, e cada religião, região e comunidade possui seus próprios tecidos associados à cerimônia matrimonial. Os casamentos são muito ricos em cores na Índia, sendo o vermelho e o amarelo as cores mais importantes. O vermelho simboliza a esperança e um novo começo, enquanto o amarelo representa a felicidade e o conhecimento. Ao deixar a vida de solteira e suas doces memórias para trás, a noiva leva consigo alguns tecidos como relíquias de família, envoltos em bênçãos e no amor de seus pais e entes queridos. É dessa forma que os tecidos tradicionais são passados de geração em geração como um símbolo de amor e carinho.

Sari paithani

Parte essencial do casamento marata, o sari paithani recebeu esse nome da cidade Paithan, em Aurangabad, no estado de Maharashtra. Paithan (antigamente chamada de Pratishthan) era um centro comercial renomado nos tempos antigos. Esses saris eram tecidos a mão com finíssimos fios de seda.

A peculiaridade do paithani está no uso de uma técnica de entrelaçamento, bem como em sua borda e pallu, que geralmente contrastam com o butidar ou base simples. O pallu de jari possui um padrão tecido em seda. Um efeito especial de dhoop-chav (sombra clara) é alcançado ao unir dois fios coloridos diferentes durante o processo de tecelagem.

Assim como vários outros estilos regionais de tecelagem, o paithani também é uma arte familiar passada de geração em geração. Pequenos desenhos de minakari no pallu, em diversas cores, são tecidos com a ajuda de vários fusos, o que torna essa uma tarefa muito trabalhosa e complicada. Os principais exemplos de vestimentas paithani incluem sari, pugdi, dhoti e dupatta, dentre os quais o sari é, obviamente, o mais elaborado. Geralmente, o sari possui bordas com brocado e um grande pallu dourado com designs florais coloridos ou de outros tipos. Às vezes, a base pode ser decorada com pequenos apliques em ouro. O pallu é ricamente decorado com uma variedade de padrões, como asavali, akroti, bangdimor, lótus Ajanta e huma parinda. Alguns saris possuem um padrão de moedas conhecido como ashrafi por todo o tecido.

Jambhul Rang Paithani

Saris paithani eram muito populares entre as famílias da elite de Maharashtra. Os Peshwas, em especial, popularizaram o paithani. A apreciação deles pelo Paithani é refletida nas muitas cartas com pedidos de dhotis, dupattas, turbantes, etc. em diferentes cores e variedades. Vários documentos demonstram a preferência que tinham por dhoti simples com fios de prata e ouro entrelaçados, turbantes verdes e dupatta com asavali ou narali nas cores vermelha, rosa, laranja e verde. Além da cidade de Paithan, muitos outros centros regionais começaram a produzir paithani. Yeola, um desses centros comerciais, ficou famosa por seus designs de manga. O paithani não somente era famoso entre os maratas, como também chamou a atenção de Nizam de Hyderabad e sua família, que visitou diversas vezes o centro de Paithan. Sua nora, Begum Nilofar, chegou a criar novos padrões de borda e estampas de pallu.

Tradicionalmente conhecido como Jambhul Rang Paithani, esse paithani roxo pertenceu originalmente à família de Nizam, conforme indicado pelo próprio colecionador. Ele possui apliques jari Jai Phul (Jasmim) entrelaçados por quase toda a extensão, colocados próximos ao do outro perto do pallu. As bordas largas são trabalhadas em padrão narali. Na base próxima ao pallu, há oito apliques guldasta em forma de manga e um ornamento de buquê de flores feito em um jari de prata. É possível ver uma bela interação entre ouro e prata na estampa de manga do pallu dourado. O pallu também possui uma faixa em padrão de vinhas na borda que o recobre totalmente.

Shela (estola em estilo marata)

Nenhum enxoval de casamento marata estaria completo sem o sari paithani e o shela (estola), da melhor qualidade que a família puder comprar. Eles se tornam relíquias familiares queridas, preservadas e usadas por gerações e gerações, repletas de memórias. Geralmente, o shela é passado de sogra para nora como símbolo da transferência da responsabilidade pela família.

O estado principesco de Faridkot mantinha relações cordiais com os britânicos nesse período. Esta parece ser uma peça especialmente encomendada como presente para um oficial britânico ou recebida como presente dele.

Shela (angavastra)

Este shela possui um padrão shikargah em sua base. Animais como antílopes, elefantes, tigres e diversos pássaros de caça são mostrados entre estilosas trepadeiras tecidas para representar a floresta. Ambas as pontas do shela apresentam um brocado intenso com cenas silvestres. Essas faixas são designs alternativos do brasão de leão do estado principesco de Faridkot e do brasão da Companhia Britânica das Índias Orientais. Faridkot mantinha relações cordiais com os britânicos nesse período. Esta parece ser uma peça especialmente encomendada como presente para um oficial britânico ou recebida como presente dele.

Beleza indiana

Cartão postal mostrando uma mulher vestindo um sári brocado com mais de 8 metros

Gharcholu - sari de casamento (estilo gujarate)

Este tipo de sari gharcholu tradicional é usado por comunidades mercantes hindus ou jainas do Gujarate durante o casamento. Ele é presenteado à noiva pela sogra. O gharcholu é tecido com seda ou algodão finíssimos e pode ser identificado por seu padrão quadriculado em bandhani (tie-dye) ou jari.

Kutch e Saurashtra são os principais centros desse tipo de confecção.

A singularidade da tecelagem do patola é que os fios são primeiramente tingidos de acordo com o design desejado para, depois, serem tecidos. A técnica usada é conhecida como ikat.

O termo "ikat" vem da expressão malaia-indonésia "mangikat", que significa amarrar, enlaçar ou enrolar. Geralmente, um sari patola demora oito meses para ser tecido.

Sari patola

O patola é um traje muito apreciado, e todas as noivas de Gujarate anseiam por usar um patola em seu casamento. O sari patola é usado preferencialmente pela mãe da noiva em Gujarate durante a cerimônia de casamento.

A noiva usa um panetar branco (sari de casamento) com uma borda patola vermelha. Em algumas comunidades, o tecido patola é usado para amarrar o laço entre a noiva e o noivo com o intuito de afastar o mal. A noiva veste um patola após o término da cerimônia de casamento, o que indica sua mudança de solteira para casada.

Sari de templo com brocado (tipo kornad)

Este rico sari brocado com borda larga é uma variação de um sari de Kornad (localizada em Tamil Nadu). Ele é popularmente conhecido como um sari de templo. Tecnicamente, qualquer sari tecido para uma divindade de templo ou oferecido a ela é chamado de sari de templo. Este sari com rico brocado tem um pallu marcante, com treze faixas adornadas com estampas florais e de animais como tigres, cervos e pavões. A base apresenta apliques florais. Saris de templo também são usados durante casamentos e em ocasiões especiais.

A cor vermelha simboliza o desejo e a paixão. O vermelho também é auspicioso, pois reflete características relacionadas às emoções e à fertilidade, sendo assim uma cor favorável para noivas e mulheres recém-casadas.

Sari kanchipuram

O sari kanchipuram leva o nome da antiga cidade do templo de mesmo nome em Tamil Nadu. A base desse sari é em xadrez dourado. Ele possui uma borda larga característica e um pallu com brocado intenso de trepadeiras florais, elefantes e pavões.

Retrato de uma dama apreciando sua bebida
Por volta de 1630

Este é um retrato antigo interessante de uma dama cuja identidade intriga os especialistas. Ela já foi considerada desde uma princesa até uma cortesã. Devido à ausência de qualquer legenda, só é possível fazer suposições sobre sua identidade com base no ambiente ao redor e nos itens pessoais de decoração.

Ela usa um lindo sari listrado com brocado em estilo kashta como um dhoti, que também é enrolado por cima do ombro esquerdo, terminando em um magnífico pallu aberto na frente. Sua blusa possui ricos adornos nas mangas. As tornozeleiras cravejadas de ouro são especialmente notáveis, pois usar tornozeleiras de ouro era um privilégio da nobreza e daqueles que recebiam permissão do rei para isso como sinal de favorecimento.

O ambiente é uma residência suntuosa com áreas decoradas por vasos e outros objetos, além de cortinas verdes com estampa dourada. A grande almofada com brocado em que ela se apoia geralmente é encontrada em pinturas da nobreza.

Tanchoi

O tanchoi, símbolo do auge da comunidade parse do século XIX, desenvolveu-se como um tecido indochinês juntamente com o gara. Por volta de 1856, o primeiro barão indiano, Sir Jamshetji Jeejeebhoy, enviou três tecelões da família Joshi, de Surate, para o mestre tecelão Chhoi, em Xangai, para que aprendessem a arte chinesa de determinado tipo de tecelagem da seda. Após adquirirem considerável domínio sobre essa arte, eles retornaram e propagaram o nome de seu mestre, Chhoi. O material tecido por eles foi chamado de tanchoi.

Com a introdução do tear mecânico e as mudanças no mundo da moda, o tecido tanchoi perdeu destaque no início do século XX.

Tecido para sapaat (sapatilhas)

Parses de famílias abastadas também usavam o tecido tanchoi para fabricar calçados. As mulheres parses adotaram essa moda da China. Esta peça foi tecida pelo mestre tecelão Kaikhushro S. Joshi, um descendente da família Joshi. Ele fez uma tentativa infrutífera de reviver o tecido tanchoi após o movimento Swadeshi de Mahatma Gandhi. Ele abriu uma grande fábrica em Surat e empregou tecelões. Sua fábrica produziu muitas peças belíssimas. Infelizmente, Joshi teve que fechar sua fábrica por falta de clientes.

Blusa

O tecido tanchoi também era usado para costurar blusas.

Blusa

O tecido tanchoi também era usado para costurar blusas.

Sari ikat

Este é um ótimo exemplo de um ikat, mais conhecido como sari sambalpuri.

Sari kadhuva (brocado benarasi)

Saris com brocado benares costumam ser usados como saris de casamento em toda a Índia. Na vasta gama de tecidos indianos, o brocado de Benares mantém seu status singular e o glorioso tecido reflete luxo e beleza. Com seda de cores vivas e fios de prata ou ouro, esses brocados apresentam os mais diversos padrões.

Nessa técnica, os fios de prata e ouro são usados tão intensamente que mal é possível ver o tecido de base. Os designs incluem estampas florais, de animais e pássaros.

Sari com brocado de Benares

Este tipo de sari com brocado de Benares é popularmente conhecido como Ganga Jamuna. Em sua tecelagem, são usados fios de prata e ouro ou outros fios de duas cores diferentes.

O sari tem apliques de seis pétalas por toda a base em ouro e prata. O pallu tem uma estampa Paisley (tipo casimira) entre o design floral de trepadeira intensamente entrelaçado. O canto da base perto do pallu possui motivo de manga.

Sari com brocado

Este sari com brocado é uma peça única com uma variedade de animais e pássaros ilustrados de forma muito realista na base magenta. A ampla gama de animais retratada é composta por cervos, elefantes, leões, tigres, carneiros, cavalos, vacas, camelos, coelhos, papagaios, pombos, pavões, pavoas, peixes e crocodilos. Em alguns pontos, também há figuras compostas, como leões alados. A ampla borda é possui fileiras de papagaios e elefantes com uma trepadeira floral entre eles. A borda superior, que não fica visível quando drapeada, é tecida com fios de seda amarelo, azul, verde e branco, enquanto a borda inferior é composta por jari dourado e prateado. O pallu possui dois grandes padrões de kuyri (manga) juntamente com o design da base.

Saris batik
O batik é um dos métodos mais antigos usados para criar designs em tecidos. Há várias opiniões sobre as origens da arte. Segundo alguns especialistas, ela surgiu na China, enquanto outros atribuem sua origem à Índia e a Java. Ela é conhecida como a arte de impressão em cera javanesa.

O design é criado com o processo de tingimento por reserva usando cera como a substância aplicada, o que preserva a cor original do tecido nos padrões após o tingimento do material. Ela foi esquecida na Índia até ressurgir na Universidade de Shantiniketan, por volta de 1923. Pratima Tagore aprendeu essa técnica batik em Paris e abriu as oficinas em Shantiniketan.

Sari batik

Este sari apresenta um exemplo singular de batik especialmente criado por volta de 1940 por Nandalal Bose, um renomado artista da Escola de Bengala.

O sari foi projetado em seda fina motia ou off-white, e os padrões foram desenhados com pincéis e o método tjanting, em que é usado um recipiente de cobre cheio de cera quente. Um suave fluxo de cera é mantido para realizar um desenho livre. O sari de seda marrom possui marcantes designs florais de trepadeira no pallu, borda e no centro, onde é plissado em várias dobras.

Smt Sushila Asher em um sari batik

Smt Sushila Asher usando o mesmo sari batik mostrado acima (nº 97.12/2). Imagem da apresentação do famoso drama musical Shyama e Natir puja em 1940, na presença de Gurudev Tagore.

O museu o recebeu como um presente de Shri Bansi Mehta, da coleção de Sushila Asher, sua esposa.

Sari kuruppur

O tecido kuruppur foi uma criação requintada dos tecelões de Tanjore no sul, uma arte que, infelizmente, foi perdida nos dias de hoje. A técnica de sua produção exige excelência ao tecer o jari na trama com a urdidura da fibra de algodão, tingindo-a por reserva e imprimindo-a por cima. Geralmente tingido com manjishtha (Rubia Cordifolia ou rosa de garança), ele possui uma cor marrom intensa ou vermelha amarronzada, mas é possível encontrar o material não tingido em kuruppur em seus tons naturais.

Desenvolvido provavelmente durante o reinado dos Bhoslas de Tanjore, ele acrescenta mais uma variedade requintada à vasta gama de tecidos existentes na Índia. Além de saris, também eram produzidos pagdis desse material.

Sari (estilo decani)

Esta é uma peça de tecido singular criada como um sari de 9,14 m, que combina com criatividade a técnica ikat, a tecelagem jamdani e os brocados.

Esta é uma peça de tecido singular criada como um sari de 9,14 m, que combina com criatividade a técnica ikat, a tecelagem jamdani e os brocados.

Primeiro, a urdidura e a trama fiadas à mão são amarradas e tingidas em azul escuro para produzir listras verticais e horizontais que formam quadrados brancos e pretos na base. O grande pallu possui belos padrões geométricos envoltos por bordas decoradas de forma semelhante. Os pequenos quadrados em azul escuro são preenchidos por estrelas tecidas em ouro com a técnica jamdani. Há um padrão em forma de cúpula, que percorre toda a extensão no início do pallu, também tecido com a técnica jamdani em marrom e dourado, o que o torna muito semelhante ao pallu paithani. A borda também apresenta um padrão de coco tipicamente paithani em marrom e dourado.

Sem sombra de dúvida, trata-se de uma peça criada com muita elegância e zelo, mantendo os motivos e padrões tradicionais em um algodão fiado e tecido à mão, conhecido por ser fabricado em Andhra. O padrão estrelado em preto é uma tradição tipicamente decani, observada em saris chandrakala, exceto pelas faixas de cor bege, repetidas quatro vezes em intervalos regulares nesta peça. A cor azul escura do sari também é uma variação do chandrakala, que sempre é preto. Esse tipo de sari costuma ser usado no dia de Makara Sankranti.

Como ele é tecido com uma combinação de diversas técnicas, pode ser difícil identificar a proveniência exata desse sari. A técnica de entrelaçamento do paithan, em Maharashtra, e do ikat, de Andra Pradexe, pode sugerir que ele seja proveniente de um mestre tecelão de Decão.

Relíquias de família
Uma relíquia de família é "um objeto possuído por uma família por muitos anos e passado de uma geração a outra". A Índia tem uma tradição muito antiga de tecidos que representam relíquias familiares. As mulheres preservam seus saris especiais como uma relíquia de família, para depois passá-los à próxima geração. Essas tradições sempre são consideradas um sinal de honra ou bênção para aquele que recebe o objeto.

Baluchari sari

The Museum has this sari in its collection from the heirloom of the Tagore family. It is a beautiful Baluchar sari which belonged to Jnanadanandini Devi (1850-1941), wife of Satyendranath Tagore (1842-1923), elder brother of Gurudev Rabindranath Tagore. Jnanadanandini Devi gifted it to her daughter-in-law Sanga Devi, wife of Surendranath Tagore (1872-1940). Later on Sanga Devi gifted it to her daughter Joyasree Sen (nee Tagore) during her wedding in 1927. Joyasree married Kulprasad Sen. Gurudev Rabindranath Tagore was the acharya for this marriage.
The Museum acquired this sari from Haimanty Dattagupta who is daughter of Joyasree Sen. It was presented to her in her wedding in 1963 by Joyasree Sen.

O sari baluchari é o sari tradicional de seda ou brocado de Bengala e recebe seu nome graças à pequena vila de Baluchar, próxima a Murshidabad, onde ele surgiu. A urdidura de seda torcida possui uma trama complexa, geralmente em cores contrastantes.

Embora seja produzido em Bengala, a composição do design decorativo do sari baluchari geralmente é de Gujarate. Os saris em Bengala enfatizam a decoração da borda, enquanto o pallu é bastante simples. O estilo do drapeado de um sari de Bengala realça a beleza da borda em vez das pontas do pallu, enquanto o pallu é enfatizado na maneira como as mulheres gujarate drapeiam seus saris. Muitos comerciantes gujarates se estabeleceram nas proximidades de Murshidabad, onde esses saris surgiram. É possível que esses comerciantes gujarates tenham comprado saris baluchar para suas mulheres, o que explicaria a introdução de um pallu grande e decorativo nesse tipo de sari produzido em Bengala.

A urdidura de seda torcida possui uma trama complexa, geralmente em cores contrastantes. Este sari é um exemplo típico de um sari baluchar tradicional. Ele possui uma base violeta decorada com séries de pequenos padrões kalga em branco, creme, rosa escuro, verde, azul e marrom. Uma borda larga envolve toda a peça com flores rosas estilizadas em meandros contínuos. O centro do pallu elaborado possui cinco grandes estampas kalga ou Paisley, quatro delas tecidas em seda rosa e marrom. A quinta é tecida apenas em marrom, o que é conhecido como nazarbatu, uma estampa com algumas imperfeições. Os tecelões de Baluchar aplicavam intencionalmente um nazarbatu ou imperfeição na cor ou no design para afastar o mau-olhado. O design em volta da linha central de kalgas retrata uma cena contemporânea de um motor e um trem a vapor, que devem ter sido uma grande novidade na época. Os passageiros europeus que vestem cartolas estão sentados no vagão de dois andares de um trem. Entre eles, também aparecem algumas figuras compostas de animais e humanos. Enakshi Bhavnani também relata um sari similar que mostra uma cena em uma ferrovia em seu livro "Decorative Designs And Craftsmanship of India" (Designs decorativos e artesanato da Índia).

Sari maheshwari

Este sari maheshwari pertence a Maharani Chimanabai Saheb Gaekwar II (1872 a 1958) do estado de Vadodara, Gujarate.

Sari maheshwari

Este sari maheshwari pertence a Maharani Chimanabai Saheb Gaekwar II (1872 a 1958) do estado de Vadodara, Gujarate.

Sari kashida

Preservado como uma relíquia da família, o kashida ou kasuti é um bordado tradicional pelas mulheres de Dharwar, uma região de Karnataka. A técnica de bordado é trabalhosa e exige compreensão de padrões geométricos, pois os designs não são traçados, e o bordado é realizado pela contagem dos fios do material. Uma ligeira variação no comprimento do ponto devido a uma contagem incorreta pode arruinar a simetria do design. Esse bordado detalhado em fundo de algodão escuro era muito fatigante para as vistas do karigar (artesão).

Basicamente, trata-se de um ponto reto costurado de diferentes maneiras: vertical, horizontal e diagonal, de forma que o design parece idêntico em ambos os lados. Os designs são feitos em branco, laranja e outras cores vivas que contrastam com os tons escuros de azul e preto.

O repertório do karigar consiste em motivos de designs mitológicos e arquitetônicos, flora, fauna e cenas do cotidiano. Cada decoração recebe um nome específico, como padma, gopura, tulasivrindavan, entre outros. O trabalho de kasuti é realizado em toda a borda, no elaborado pallu e no corpo do sari. As estampas e os apliques no corpo do sari se tornam menores e aparecem com menos frequência ao se aproximarem do plissado do sari.

Era costume que a noiva possuísse um sari "Chandrakala" preto com kasuti. Uma prática comum em Karnataka era dar à moça recém-casada um sari kashida com khan para sua blusa. É considerado uma honra para a noiva recebê-lo de seus sogros e de outros parentes. Muitas mulheres o guardam como uma relíquia de família, para depois passá-los às próximas gerações. Ele também é dado como um presente de bom augúrio para gestantes.
Esse sari irkali navvari (8,22 m) em algodão azul escuro tem uma borda ampla em marrom com padrões de diamantes em fios de seda. O pallu possui apenas faixas horizontais em cinza e roxo. Próximo ao pallu, na base azul, há um bordado complexo que apresenta um lótus, um par de pavões, animais, figuras humanas e árvores floridas em fios branco, laranja, roxo e verde. Duas faixas de designs florais geométricos ficam paralelas ao pallu. O corpo do sari possui designs conhecidos como roomali phul buttis em fios de algodão branco. O complexo design de trepadeira separa o pallu da base. O bordado é realizado na técnica dosuti kasuti, em que o comprimento do ponto corresponde a apenas dois fios do tecido.

Sari akho garo

Este sari pertenceu à família do poeta Ardeshir Khabardaar (1881 a 1953).

O garo tornou-se parte da identidade de mulheres parses. Ele é usado em ocasiões especiais, bem como em casamentos. Apreciadores do bordado chinês, os comerciantes parses trouxeram sedas bordadas para suas famílias e encomendaram bordas de sari, saris, blusas e calças pantalonas bordados. O bordado era trabalhado em diversas sedas chinesas.

Com o passar do tempo, a palavra garo (vinda da palavra gujarate para sari) foi sendo associada ao sari com bordado chinês.

Sari akho garo

Este sari pertenceu a Meheren Bhabha, mãe do grande físico Sir Homi Bhabha.

Apreciadores do bordado chinês, os mercadores parses trouxeram sedas bordadas para suas famílias e encomendaram bordas de sari, saris, blusas e calças pantalonas. Muitas dessas estampas carregam um significado simbólico. A peônia e a magnólia representam a primavera, os cogumelos e o bamboo a longevidade, o cervo e a garça simbolizam uma vida longa, e as borboletas são o emblema da felicidade.

O museu conta com diversos tecidos que representam relíquias familiares em sua coleção. As famílias compartilharam essas relíquias com a intenção de que seus entes queridos sejam lembrados para sempre, e o museu é o melhor lugar para que elas sejam conservadas a fim de que as gerações futuras possam apreciar e compreender tradições tão sofisticadas.

Sari como identidade social
Este sari chanderi singular especialmente encomendado expressa a sensação de patriotismo de sua usuária. Ele possui apliques em forma de estrela tecidos em toda a base em jari de ouro e prata. O lema "Vande mataram" está bordado em resham (fio de seda) verde e marrom nos apliques e na borda.

Essa canção revolucionária foi composta por Bankim Chandra Chattopadhyay, em 1882. Logo, ela se tornou um lema inspirador para aqueles que lutavam pela liberdade. A canção foi cantada em um contexto político pela primeira vez por Rabindranath Tagore, na sessão de 1896 do Congresso Nacional Indiano. Ela se tornou uma canção nacional pela independência da Índia em 1950.

Chhatrapati Shivaji Maharaj Vastu Sangrahalaya
Créditos: história

Créditos

Curadoria: Manisha Nene (Diretora assistente da coleção)

Vandana Prapanna (Curadora sênior)

Imagens: Smita Parte, Prachee Sathe e Sneha Mestry

Assistência: Shannen Castelino (Assistente de curadoria sênior de Arqueologia)

Coordenação: Nilanjana Som (Curadora assistente de Arte)

Créditos: todas as mídias
Em alguns casos, é possível que a história em destaque tenha sido criada por terceiros independentes. Portanto, ela pode não representar as visões das instituições, listadas abaixo, que forneceram o conteúdo.
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