Paisagem Petropolitana

Museu Imperial

A relação entre Petrópolis e sua paisagem tem sido fonte de inspiração para artistas desde os tempos mais remotos em que pintores, desenhistas, fotógrafos e escritores transitavam por estas paragens serranas. “Petrópolis é o lugar da terra que talvez melhor mereça, do que qualquer outro ser intitulado paraíso terrestre”. Na imagem “verbalizada” por Carlos Augusto Taunay em Viagem pitoresca a Petrópolis (1862), vemos claramente a primazia da natureza cuja exuberância encantou viajantes e imperadores. E, por conseguinte, será esta a primeira dimensão a ser tratada pelos artistas...

As paisagens
A segunda metade do século XIX foi palco de grandes transformações estéticas, influindo decisivamente na compreensão da relação entre a cidade e sua paisagem...

Assim, registramos o olhar impressionista das aquarelas de Caroline F. Levenson Gower...

... que capta em sua obra o efeito da luz na Estrada Velha de Petrópolis...

...em diferentes momentos do dia...

... e a sinuosidade quase mágica da sépia de Benjamin Mary ao retratar a subida da serra,...

... ou a força da natureza na litogravura de Eugène Cicéri segundo fotografia de Victor Frond.

Paisagem do bairro Presidência, um dos 22 quarteirões da cidade de Petrópolis. Essa região foi mapeada por Otto Reimarus, em 1854, e recebeu esse nome em homenagem à província do Rio de Janeiro.

Paisagens urbanas
Como ponderou Simon Schama, em seu clássico estudo "Paisagem e memória", a natureza pode também ser moldura da paisagem urbana, enfatizando, assim, a ação humana como a determinante de uma dimensão que confere um caráter específico à observação de uma localidade.

O caminho sinuoso que leva à cidade mostra como essa moldura foi trabalhada pelo homem...

... proporcionando o encantamento que ainda hoje atrai milhares de visitantes à cidade de Pedro [II].

Assim, podemos observar o desenvolvimento de uma cidade a partir de vários olhares...

... desde as estalagens presentes ao longo da estrada.

Registramos, dessa forma, o caráter ora documental,...

...ora conscientemente construído nas imagens fotográficas de Revert Henry Klumb, por exemplo.

Assim, percebemos o desenvolvimento da cidade....

... e o crescimento das edificações ao longo das suas avenidas.

Edificações que ainda se fazem presentes...

... como a residência do comendador Joaquim Passos,...

...que hoje é ocupada por um hotel.

Espaços vazios que no futuro serão preenchidos...

... com construções, que hoje, não nos é possível dissociar da vista da cidade...

... sempre tendo a natureza como moldura.
(Catedral de São Pedro de Alcântara)

A casa de Irineu Evangelista de Souza, futuro visconde de Mauá, a única que mandou construir,...

...continua imponente no centro de seu jardim.

O Palácio Imperial de Petrópolis
O Palácio Imperial de Petrópolis foi uma das residências da família imperial brasileira. Construído entre 1845 e 1862, com recursos oriundos da dotação pessoal do imperador d. Pedro II, o prédio teve o projeto original elaborado pelo superintendente da Fazenda Imperial, major Julius Friedrich Koeler, e, após o seu falecimento, foi modificado por Cristóforo Bonini, João Cândido Guilhobel e José Maria Jacinto Rabelo, com a colaboração de Manuel Araújo Porto Alegre...

...O complexo foi, ainda, enriquecido com o jardim planejado e executado por Jean-Baptiste Binot.

D. Pedro II adorava sua residência de verão e a cidade que se formou ao seu redor...

Suas prolongadas temporadas em Petrópolis criaram uma atmosfera favorável para a prática de veraneio ou vilegiatura como se dizia à época,...

... iniciada pelo próprio monarca e pela aristocracia do Império.

O palácio passa a fazer parte da paisagem petropolitana...

... de forma tão constante e presente...

... que se torna difícil não incluí-lo nos registros visuais da cidade.

Com a proclamação da República e o consequente banimento da família imperial, o prédio foi ocupado por dois educandários, o Notre Dame de Sion (1893-1908) e o São Vicente de Paula (1909-1940). E desde 29 de março de 1940, abriga o Museu Imperial.

Créditos: história

Diretor: Maurício Vicente Ferreira Júnior.
Coordenadora Administrativa: Isabela Neves de Souza Carreiro
Coordenador Técnico: Fernando Ferreira Barbosa
Curadoria: Maurício Vicente Ferreira Júnior
Montagem Virtual: Muna Raquel Durans

Apoio:

Museologia: Ana Luisa Alonso Camargo, Aline Maller Ribeiro, e Maria Helena de A. Esteves da Costa
Biblioteca: Claudia Maria Souza da Costa, Márcio Cardoso Miquelino Silva
Fotografia e Edição de Imagens: George Milek e Luis Fernando de Oliveira Azevedo.
Revisão de Texto: Rosana Carvalho.

Créditos: todas as mídias
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