FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica

Centro Cultural Banco do Brasil Brasília

D I S R U P T I V A

- A arte eletrônica na época disruptiva

Quando falamos de época disruptiva, nos referimos à inovação disruptiva – noção criada por Clayton Christensen e inspirada no conceito de ‘destruição criativa’, de Joseph Schumpeter.

A destruição criativa é um conceito econômico que busca explicar a ruptura no mercado quando uma nova empresa, utilizando-se de uma nova tecnologia, consegue inovar a tal ponto que obtém sucesso avassalador, capaz de transformar os produtos de seus concorrentes em pura obsolescência.

As inovações disruptivas destroem a concorrência para consolidar um novo mercado, criando novos comportamentos nos consumidores e usuários. Estas inovações modulam uma diversidade de comportamentos, construindo uma nova forma de sociedade e de cultura.

Ao longo do século XX, manifestos e pesquisas artísticas buscaram formas inovadoras de expressão.

Do ponto de vista da produção artística, através da relação interdisciplinar das artes com a tecnologia, conquistas efetivas transformaram o processo criativo e a maneira de se expor obras de arte.

Seja na relação da obra com o público ou do público com o espaço expositivo.

Hoje, a arte eletrônica tem papel fundamental no mundo contemporâneo, pois é quase exclusivamente a única a desenvolver projetos que consideram não somente as inovações tecnológicas, mas a diversidade dos novos comportamentos incorporados na sociedade atual.

Há 18 anos o FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – mostra as pesquisas e projetos de arte contemporânea eletrônica produzidos por artistas de diversos países.

O projeto sempre visa incorporar na sua forma de pensar a exposição os novos comportamentos que surgem ao longo deste processo de inovação.

O resultado é a diversidade expositiva realizada, que propicia ao público a experiência de acesso a obras artísticas que buscam expressar a estética da sociedade contemporânea, possibilitando, por vezes, novos comportamentos dentro do espaço da exposição.


Para as exposições que ocorrerão no Centro Cultural Banco do Brasil das cidades de Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, o FILE propôs o tema: “A arte eletrônica na era disruptiva”.

A exposição será dividida em quatro aspectos que representam o conjunto de novos comportamentos: O corpo vivencial; o corpo cinético; o corpo virtual; o corpo lúdico.

Em Brasília, os espaços expositivos terão as seguintes configurações: no Pavilhão de vidro o visitante terá acesso ao Corpo Vivencial, que o convida a se relacionar com as obras de corpo presente; com envolvimento do corpo, experimentando novas sensações e percepções através do corpo com as obras

Na Galeria 2 encontra-se o Copo Cinético, que propõe ao visitante a percepção da relação entre o movimento real – movimento digital; movimento físico – movimento sonoro; movimento físico – movimento lúdico.

Na Galeria 1 térreo o convite é do Corpo Virtual, cujas obras sugerem ao visitante a interatividade; a imersão digital, os selfies, a emoção real e virtual.

No subsolo encontra-se o Corpo Lúdico, que abre ao público a possibilidade do jogo, da imersão, da conexão e da ludicidade.

Créditos: história

FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica
Concepção e organização do FILE: Ricardo Barreto e Paula Perissinotto
Texto: Ricardo Barreto e Paula Perissinotto
Outubro/Dezembro 2017 - Brasília
Centro Cultural Banco do Brasil

Créditos: todas as mídias
Em alguns casos, é possível que a história em destaque tenha sido criada por terceiros independentes. Portanto, ela pode não representar as visões das instituições, listadas abaixo, que forneceram o conteúdo.
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