Vestindo Memórias

Museu da Pessoa

Explore as especificidades do tempo e dos costumes no ato de se vestir.

Histórias de vida e o ato de se vestir
A coleção audiovisual do Museu da Pessoa, no que diz respeito aos aspectos da vida quotidiana em relação ao vestuário, torna possível a percepção do uso do vestuário como ato comunicativo. Fotos e vídeos revelam as classes sociais, a hierarquia das relações humanas, o gosto estético que oscila entre o popular e o refinado, marca a formalidade ou informalidade do evento, os padrões de consumo de cada época, bem como costumes e rituais sociais. Assim, o vestuário surge como a expressão de um grupo social ao qual a pessoa retratada - ou seu grupo - é uma parte. Para esta exposição foi feita uma seleção que explora as especificidades do tempo e dos costumes no ato de se vestir ao longo das histórias de vida que fazem parte de nossa coleção.

CLIENTE REI

"Eu nasci na pequena cidade de Minas Gerais, chamada Muzambinho, que foi famosa pelo seu doce de leite. Minha infância foi muito normal, meu pai tinha uma propriedade na roça, então eu passei muito tempo indo e vindo na roça, por isso que eu sou muito chegado a terra. Vim para São Paulo com 17 anos de idade, depois de terminado o ginásio, naquele tempo eram cinco anos de ginásio para estudar Engenharia, o de Muzambinho era considerado o melhor do sul de Minas. Mas eu cheguei aqui em São Paulo e entendi que não devia mais depender de meu pai para estudar. Então eu decidi mudar de profissão, em vez de engenheiro arrumei um emprego na rua Santa Rosa, aprendi a escrever na máquina elétrica, levei 15 dias, mas consegui aprender."

Depoimento de Euclides Carli, após o primeiro emprego na Zona Cerealista cresceu no comércio e na indústria. Atualmente é vice-presidente da FECOMERCIO e conselheiro do SESC, diretor da Confederação Nacional do Comércio e presidente do Sindicato do Comércio Atacadista de Frutas. Saiba mais de sua história aqui.

NATUREZA MUSICAL

"Nasci em 23 de julho de 1957 na cidade de Adamantina, interior de São Paulo. Era uma cidade bem provinciana, me lembro das festas nas fazendas, que tinha muito aquela coisa da música do interior, da música caipira, roda de sanfoneiros e violeiros, tal. Na região tem o tal do terreirão, que é onde se seca o café e se espalha os produtos que são colhidos para depois serem vendidos, nesse tal terreirão à noite acontecem as rodas por todo o lugar... Inclusive eu tenho uma música minha, eu também acabei virando músico, naturalmente, e que cita exatamente isso, essa cena que me marcou muito, que eram as rodas violeiras e que continuam do mesmo jeito naquela região. Com seis anos e meio eu já entrei na escola, e com nove e meio, em 69, eu já tinha terminado tudo e aí vim para São Paulo e aqui continuei."

Depoimento de Dionísio Febraio, após a chegada em São Paulo passou por vários empregos até começar a trabalhar em uma loja de discos, onde se destacou até conseguir abrir sua própria loja, na Galeria do Rock. Saiba mais de sua história aqui.

FOTÓPTICA

“Quando vim para São Paulo, isso com oito, nove anos, primeiro trabalhei na loja de um tio. Ele tinha uma loja grande de tecidos, fogões, geladeiras; era uma loja dessas enormes, era muito bem conceituada na época. Depois, quando meus pais vieram de Ribeirão Preto, eu parti para trabalhar numa loja da Fotóptica. Tomava o bonde até o Largo São Bento; ficava no estribo do bonde, porque todo garoto que se prezasse precisava mostrar que era homem e viajar ali no estribo"

Depoimento de Calogero Miragliotta Netto , sobre a sua infância ao vir para São Paulo. Saiba mais de sua história aqui.

ENGRAXATE

"Aos 12 anos, João Avamileno, na foto com a sua irmã, começou a trabalhar como engraxate para juntar seu próprio dinheiro. " Foi iniciativa minha, arrumei uma caixa de engraxate, aquelas caixas de madeira, meu pai comprou os aviamentos pra mim e lá naquele tempo tinha aqueles fazendeiros que usavam aquelas botas grandonas, aquelas botas sanfonadas e dava uma boa grana pra engraxar, aquelas botas lá a gente adorava pegar elas pra engraxar porque era mais caro, então virei engraxate. Fiquei mais ou menos um ano engraxando, então ganhava um dinheirinho pra ir jogar snooker, pra ir no cinema, pra comprar uma bala, um doce."

Depoimento de João Avamileno, sobre a sua infância. Saiba mais de sua história aqui.

ZONA CEREALISTA

“ Rosana, na foto com seu irmão, conta como foi assumir, junto com a sua irmã, os comércios do pai na Zona Cerealista, em São Paulo: "Porque nós não tínhamos tanta experiência assim, mesmo assim eu falei da boca pra fora pro meu pai: “Não, eu vou tocar a Boa Luz”, mas eu nunca pensei que eu fosse conseguir inovar e conseguir tocar. Porque num lugar onde é muito machista, nossa, todo mundo dizia: “Rosana, o pessoal vai passar que nem um trator em cima de você”. E de repente quando eu vejo que eu consigo sobreviver e colocar produtos novos, nossa, é muito gratificante. Eu estou no meio do oceano e conseguindo nadar, que coisa boa."

Depoimento de Rosana Leddomado, sobre assumir os negócios do pai. Saiba mais de sua história aqui.

A LOJA DE TECIDOS

"Oswaldo Servos, à esquerda da foto, foi criado por seu pai em cima de uma loja de rendas, bordados e tecidos no Rio de Janeiro. Mais tarde, ele assumiu o comando da loja. O filho, Ronaldo Servos, conta como funcionava: "Meu pai, naquela época era muito manual, né? Chegava assim: “quero miçanga, quero paetê, 100 paetês” Ai você: “um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete”. “Agora 100 vermelhos”. Entendeu? Era uma mão de obra danada.". Seu pai juntou então mais de 30 amigos para ajudar, e todos iam juntando em saquinhos de 50 itens cada. "Todo mundo trabalhava, virou mania. Ia minha tia, também, meu tio pra ajudar naquela época, tal. Eu ia, com 13 anos ia pro balcão, lá, vender, meu primo, ganhar comissão. Era uma farra. ".

Depoimento de Ronaldo Servos, sobre os negócios de sua família. Saiba mais de sua história aqui.

NO TEMPO DA ESCOLA

"Estudei no colégio, colégio de madeira, São Martinho de Lima, e a gente respeitava os professores, porque, naquela época, eram os nossos segundos pais. A gente fazia aquela fila tradicional, cantava o hino, entrava pra dentro da escola e, enquanto o professor não sentava, a gente não sentava, a gente ficava quieto e depois sentava. Depois fui pro Colégio Monte Alegre, que era perto também, era no outro lado do campo, tinha aquele campo que dividia um colégio do outro. Depois de lá, eu fui pra aquele Coronel Domingos Quirino Ferreira, que foi lá perto da Avenida do Café, na Rua Diederichsen. Mais ou menos o que eu me lembro da minha infância pelo Jabaquara, era um circo que tinha do Mário Zan, que eu morava ali perto, depois ele se tornou um cinema, eu ia assistir os filmes do Mazzaropi, era o que eu mais gostava. Foi quando começou o metrô, eu vi todas aquelas escavações. Eu já devia ter uns 13 anos, ficava andando por lá, via todas aquelas escavações do metrô lá na Estação Conceição, que era a mais próxima de mim. Eu não sabia exatamente o que era aquilo lá, eu era crianção, sabia que depois ia ser um meio de transporte, alguma coisa, mas antes de eu mudar de lá, eu vi todo o processo."

Depoimento de Reinaldo Ramos de Carvalho, fotos como esta eram comuns nos grupos escolares da época. Ficou no bairro paulistano do Jabaquara até os 14 anos, quando mudou-se para a região de Pinheiros. Saiba mais de sua história aqui.

Lembrança da conclusão do curso primário de Rubens. Rubens estudou no Clube Escola Romão Puiggari, no bairro paulistano do Brás.

When she was six years old, Jorgete got into na internal school, and stayed there for two years. It was a school only for girls, named Nossa senha Auxiliadora. After her first communion, she moved to Rio de Janeiro.

NEGÓCIO DE FAMÍLIA

"Os meus avós eram sicilianos, chegaram ao Brasil no começo do século. O meu avô era luthier lá na Itália, ele fazia bandolins. E eles resolveram iniciar, primeiro fazendo consertos de instrumentos musicais. Aí, eles abriram uma firma na Rua do Ouvidor. Eles chamavam lá de Largo do Piques. Hoje não existe mais nada lá. Hoje é Praça da Bandeira. No Anhangabaú, lá embaixo. E lá tinha um problema muito sério, que quando chovia inundava! E como na indústria de instrumentos musicais e de cordas era baseado tudo em madeira, o inimigo número um era a água! E era um problema. Depois que o meu avô saiu, se aposentou, o nome ficou irmãos Del Vecchio, que eram o meu pai e o meu tio, os dois se dedicaram muito. Eu morava numa travessa da Rua Augusta, na época que ainda tinha bonde. Passei minha infância praticamente lá. Eu acho que o bairro era Cerqueira César. Eu fiquei até uns dez anos, mais ou menos. Moramos uns dez anos lá"

Depoimento de Angelo Del Vecchio, falando sobre a infância no centro de São Paulo e o início do negócio de instrumentos da família. Saiba mais de sua história aqui.

Angelo viveu na Rua Augusta durante a infância, na época já um reduto comercial. Descrevendo o comércio na rua, recorda um fotógrafo conhecido e muito tradicional na região, o Hejo, que fazia todas as fotografias de Primeira Comunhão, como a tirada como recordação para os avós e tios de Angelo.

O Centro Brasileiro de Moda fez, no ano de 1973, um desfile em plena Rua Augusta, transformando a famosa via em uma passarela.

No vídeo, Roberto Viccente Frizzo descreve os hábitos de uma juventude marcada pelos ícones do cinema e da música, lembrando da Rua Augusta como sendo o polo de toda a insurreição desta juventude.

O Rock n' roll influenciou profundamente toda uma geração quanto ao vestuário e costumes, como foi o caso de Dionísio. O selo fonográfico que fundou ganhou o nome "Aqualung", grande sucesso da banda de rock progressivo Jethro Tull.

SEMPRE REGISTRADO

"Comecei a trabalhar de 12 para 13 anos. Meu pai trabalhava numa construtora, chamava-se Companhia Construtora Módulo Engenharia e Arquitetura, é no IAB, Instituto de Arquitetos do Brasil. O meu pai conversou com um dos proprietários da empresa e entrei nessa empresa para trabalhar de office-boy. Trabalhei um ano e meio sem registrar, meu pai ficou muito bravo que não me registravam, estavam me sacaneando e ele era um dos pedreiros, podia ser dispensado se ele começasse a pressionar demais, mas ele não tinha medo de nada. E acabaram me dispensando e acertando tudo, registrando em carteira. Comecei a trabalhar com uma autorização do Juizado de Menores, assinada pelo meu pai, porque na época não se podia começar registrado com menos de 14 anos, foi feito isso e depois eu fui para outras empresas por meu intermédio. Meu pai sempre falava: “Não trabalhe sem registro” e na segunda que eu trabalhei fiquei sem registro, quase no final do ano eu falei com o homem, no dia eu falei com ele no outro dia eu estava na rua. Daí em diante sempre fui registrado. Desde o primeiro, meu pagamento sempre foi entregue para minha mãe. Mas a partir de um determinado momento, você já é rapazinho, começa a querer determinadas coisas. Uma das primeiras coisas que eu comprei foi um toca-discos, daqueles de vinil."

Depoimento de Carlos Sereno, o chapéu que ele e o pai, Valentin, usam na fotografia era comum na vestimenta cotidiana masculina da época. Saiba mais de sua história aqui.

O pai de Sérgio Cury Zakia era sócio da fábrica da chapéus Cury. Mais tarde, Sérgio começou a trabalhar na fábrica. Hoje é ele quem administra o negócio da família que, além da venda no Brasil, exporta chapéus para Bolívia, Estados Unidos, México e Colômbia.

O CHAPELEIRO

Em 1939, Marciliano Carlos Monroe aprendeu com um chapeleiro à criar chapéus. Naquela época, era muito comum os homens usarem, era moda. "A gente fazia dois mil chapéus por dia, três mil chapéus por dia na fábrica, trabalhava muito. As ferramentas são compostas de fôrmas, de 53 a 58, 59, 60, por aí, as fôrmas de madeira e ali a gente fazia o chapéu, de acordo com a medida da pessoa. A gente fazia a reforma, o freguês trazia o chapéu velho, sujo, para a gente lavar e tingir o chapéu, às vezes, às vezes algum pedia para tingir, a gente tingia."

Depoimento de Marciliano Monroe, sobre seu trabalho com chapéus. Saiba mais de sua história aqui.

VIDA DE MARINHEIRO

“Meu pai conheceu o mundo inteiro trabalhando na Marinha. Quando o meu pai conheceu o Brasil, meu pai escreveu para os irmãos que o Brasil é um país bom, para eles virem para cá. Ele achava naquela época que no Brasil, qualquer analfabeto ficaria milionário. E na terra dele, onde ele estava, precisava falar quatro línguas, precisava ter várias faculdades, para o cara comprar uma casinha e pagando em prestação.”

Depoimento de Victor Ottone Mastrorosa , contando sobre a vida de seu pai, que era de Polignano, no Sul da Itália, e veio para o Brasil tentar a vida. Saiba mais de sua história aqui.

HISTÓRIAS DO FUTEBOL

"O Conrado Ross, que era treinador, foi que me levou. Se não me falha a memória eu havia sido emprestado para o Uberaba e eu meti uns três gols contra o time que ele treinava. Mas eu era jogador do São Paulo, eles que precisavam me liberar pra eu ir pra Europa. Eu fui no navio Contibiantamano. Quando ele saiu do porto de Santos já era entardecer, era um lusco fusco. As pessoas abanavam e a gente com dor no coração pensando: “aonde eu vou?”. Você imagina, sem falar a língua, sem nunca ter ido. Fomos para Sochaux, fica no leste da França, perto de Straburg, na fronteira com a Alemanha. A gente misturava um pouquinho de cada língua e se virava, o negócio era saber jogar bola! Eles já colocavam a gente pra jogar, foi uma época distinta porque eles nunca tiveram estrangeiros para jogar, e tiveram eu e mais dois argentinos. Meu primeiro gol na França foi contra uma equipe de Toulon, um gol de bicicleta. O último time que joguei na França foi o Roubaix. Minha mulher ficou em Paris e eu fui pra Roubaix, no norte da França. É uma cidadezinha especialista em tecelagem de casimira. Eu pensei em ficar lá jogando para estudar técnicas de tecelagem, o tecido deles é muito bom. Mas lá não deu certo, joguei uma partida só. Então pegamos o navio e viemos para o Brasil. De volta um tio viu no jornal que a Air France estava precisando de promotores de vendas que falassem francês, e eu entrei. Depois de um tempo um amigo meu saiu da empresa e com isso se abriu uma vaga para o departamento de Relações Públicas, que não era tão comum nas empresas. Como eu já conhecia o pessoal da imprensa, fiquei neste cargo como diretor e acabei fundando o departamento. Lá começou a ter um concurso de escultura em areia, e foi pedido para que todos os países contribuíssem. E eu participei! Ia para as praias e era muito bom!."

Depoimento de Nelson Zéglio, após jogar futebol trabalhou por anos na aviação civil francesa, onde teve oportunidade de aproveitar diversas praias francesas. Saiba mais de sua história aqui.

VINHO IMPORTADO

Giuseppi e Rosina Leddomado namoraram, noivaram e se casaram em três meses. A festa de casamento durou três dias, e foi a festa mais criativa já feita no bairro. Até o vinho Chianti foi importado para o grande dia.

"Tanto é que só pra você ter uma noção: minha mãe namorou, noivou e casou em três meses. Porque o meu pai era do Rio, ele precisava voltar. E foi um casamento assim, aqui nessa casa, durou três dias só pra você ter uma noção."

Depoimento de Rosana Leddomado, falando sobre o casamento de seus pais Giuseppi e Rosina. Saiba mais de sua história aqui.

PRATICAMENTE ITALIANO

"O meu pai era uma pessoa bem divertida e ele veio com três anos pra morar aqui no Brás. E ele só nasceu em Beirute porque o meu avô era da República da Moldávia, do principado da Moldávia na verdade, e a minha avó era da Armênia. Então ele só nasceu lá por uma circunstância e veio com três anos morar no Brás, numa rua que só morava napolitano. Então meu pai, se você conversasse com ele, você pensava que estava falando com um italiano porque ele pouco falava o árabe, falava mais italiano do que o árabe."

Depoimento de Matheus Rodak, filho dos noivos. . Saiba mais de sua história aqui.

A Matriz Paroquial Bom Jesus, onde o casal Rodak se casou, é a principal igreja do bairro paulistano do Brás. O bairro recebia muitos imigrantes, principalmente italianos como os Leddomado, que chegavam na cidade para trabalhar nas indústrias. Mais tarde o bairro se tornaria um dos principais pontos de comércio da cidade.

COSMETOLOGIA

"A cosmética, no Brasil, não existia, para começo de conversa. Tinha aparecido a Rhodia, a Max Factor, essas coisas que você comprava na Casa Sloper, ou no Mappin, uma colônia, uma coisa assim. Tratamento, que a pessoa se convencesse de que tinha que usar, só aquelas que iam para a Europa e traziam os cremes importados. (...) Mas a brasileira mesmo, de jeito nenhum. Mesmo as brasileiras com poder aquisitivo realmente não tinham consciência do que era a cosmetologia."
Depoimento de Gilza Guerra, que posa na foto no dia de seu casamento com João Eduardo (1953). Saiba mais de sua história aqui.

CONTINUIDADE

"Hoje eu sou casado com uma descendente de portugueses, então as culturas são bem diferentes. O pai dela tinha uma banca, um açougue em frente à peixaria dos meus pais. A vida dos meus pais era a peixaria, então, eu tinha que acompanhar. Apesar que no momento que você começa a sair da faculdade, você tem milhões de propostas, mas eu prometi para a minha mãe que eu iria continuar o negócio deles. E acho que foi a melhor coisa que eu fiz porque trabalhando na peixaria eu conheci a minha esposa, eu tenho uma gama de amigos bem maior do que se eu fosse um funcionário de qualquer empresa. E o dia a dia, hoje tem um horário mais maleável, mas naquele tempo, praticamente trabalhávamos de domingo a domingo, e como eu lhe disse, o Mercado da Lapa era uma família porque a gente estava junto todos os dias. Ainda continua, um vai na casa do outro, sai para jantar junto, almoça junto."

Depoimento de Silvio Yoiti Katsuragi, sobre como conheceu a esposa dando continuidade aos negócios da família. Saiba mais de sua história aqui.

MESTRE DE YOGA

"Quando teve tuberculose, Hermógenes se submeteu ao doloroso e precário tratamento da época, que quase o levou à morte. A partir daí, nos estudos da yoga e se tornou um dos primeiros mestres no Brasil. “Um dos preceitos da Yoga é o desapego, porque o mal é o apego. Então o seu “eu” a ser apegado às coisas, é o sentimento de posse acompanhando o crescimento do ego e a gente vai acumulando coisas pra conquistar... Você é dono de quê? Do carro, ele acaba, o carro acaba, as mulheres, as modelos qual a riqueza que têm, beleza física acaba, eu não sei se vocês já descobriam que acaba, eu olho pro espelho e vejo que acaba. Então eu não queria vender yoga e passei por experiências, porque aí eu passei por muitas experiências, tenho 50 anos dessa vida, não é 50 anos de vida são 50 anos de prática.”

Depoimento de José Hermógenes de Andrade Filho, contando sobre sua vida e os caminhos que os levaram a ser um dos primeiros mestres de Yoga no Brasil. Saiba mais de sua história aqui.

Retrato do casal João e Maria tirado em estúdio na capital pernambucana de Recife.

Fotografia de estúdio de toda a família Matheus, com os irmãos Euzébio, Manuel, Silvina, Emília e Maria da Piedade e os pais Antonio e Rosa. Antonio queria tirar a foto porque Rosa estava doente, na verdade ela morreu alguns meses depois devido a problemas cardíacos. (Limeira, 1934)

Consolato Laganá em foto tirada na loja dele, na Praça da República. Consolato mostra diferentes modelos de sapatos, que batizava com nomes como: 1800, Aristorres, Mamãe, etc.

LÍNGUA PÁTRIA

"Os meus avós, tanto paternos quanto maternos eram espanhóis, vieram do sul da Espanha, da área de Andaluzia. E quando chegaram eles foram pro interior porque geralmente os imigrantes quando vinham se destinavam ao trabalho agrícola. Foram lá pra região de Catanduva, ficaram lá durante um certo tempo, não muito tempo, depois migraram aqui pra capital e vieram para o bairro da Mooca, onde acolhia todos os imigrantes, de várias origens, espanhóis, italianos, lituanos, creio eu que o bairro da Mooca era especialista em receber os imigrantes. Na casa dos meus avós falava-se muito castelhano, e até as vezes eu servia de intérprete pra minha vó, até quando morreu falava em castelhano, falava algumas palavras em português, mas mantinha. Então, era muito importante, isso foi importante na minha educação da língua. Até depois de muitos anos, no meu comércio, o que eu aprendi lá com meus avós, a língua castelhana me serviu bastante."

Depoimento de Rubens Torres Medrano, falando sobre seus avós de origem espanhola. Saiba mais de sua história aqui.

Créditos: história

EXPOSIÇÃO "WEARING MEMORIES - VESTINDO MEMÓRIAS"

Curadoria: Lucas Ferreira de Lara; Felipe Rocha; Carolina Alves Figueiredo; Tamires Youssef
Textos: Felipe Rocha; Carolina Alves Figueiredo
Tradução: Felipe Rocha; Carolina Alves Figueiredo
Fotografias: Acervo/Museu da Pessoa

MUSEU DA PESSOA

Diretora-presidente
Karen Worcman

Diretora executiva
Sonia London

Conte Sua História
Lucas Lara
Felipe Rocha
Gabriel Medeiros Morais
Tamires Youssef
Carolina Alves Figueiredo

Administrativo-financeiro
Caio Coimbra
Keli Garrafa
Allan Russo Fava

Sustentabilidade e comunicação
Rosana Miziara
Daniel

Gestão e produção
Marcos Terra
Gabriela

Educativo
Sonia London
Lia Paraventi
Marcia Trezza
Danilo Eiji Lopes

Créditos: todas as mídias
Em alguns casos, é possível que a história em destaque tenha sido criada por terceiros independentes. Portanto, ela pode não representar as visões das instituições, listadas abaixo, que forneceram o conteúdo.
Traduzir com o Google
Página inicial
Explorar
Por perto
Perfil