18 de jul de 2017 - 13 de out de 2017

Inhotim: Na Encruzilhada da Mudança Glocal

Inhotim

Esta é a primeira exposição internacional da instituição. A iniciativa é resultado da cooperação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que percebe o Inhotim como agente de uma mudança ‘glocal’ positiva pela forma harmônica como a criação humana e a natureza convivem. O nome da exposição parte do termo ‘glocal’, que se refere à relação de interdependência entre os contextos local e global, em que ações e acontecimentos locais reverberam globalmente, e transformações em escala global afetam as circunstâncias locais.

Bem-vindo!
Inhotim: At the Crossroads of Glocal Change reúne obras de quatro artistas da coleção Inhotim – Iran do Espírito Santo, Luiz Zerbini, Olafur Eliasson e Vik Muniz –, experiências audiovisuais inspiradas no jardim botânico e uma linha narrativa com textos que abordam a história, conceitos e práticas relacionadas ao Instituto. No percurso a seguir, você terá acesso a imagens das obras em exibição, aos vídeos completos e textos que percorrem as paredes da galeria, aqui reorganizados para uma melhor experiência na plataforma Google Arts & Culture. Aproveite!
Paisagem Viva
O que é Inhotim? É um desafio definir este espaço vasto, coberto por matas, jardins e obras de arte, localizado no centro do Brasil. Suas paisagens singulares e icônicas são possivelmente sua melhor síntese: jardins ricos em espécies, obras de arte contemporânea exibidas ao ar livre e em galerias em que a arquitetura dialoga com os trabalhos artísticos, atividades de educação e programas públicos que conferem escala, forma, cor e vida à paisagem e à experiência no Inhotim.

I Believe (1992-2000), de Olafur Eliasson, em exibição no IDB Cultural Center, na mostra “Inhotim: at the Crossroads of Glocal Change”.

“Copo d’água” (2006-2007), de Iran do Espírito Santo, em exibição no IDB Cultural Center, na mostra “Inhotim: at the Crossroads of Glocal Change”.

De Portas Abertas
Joana (40 anos) e Rosa (12 anos) são de Brumadinho, cidade onde está o Inhotim, e visitaram o parque pela primeira vez neste ano, em uma quarta-feira gratuita. Richard (64 anos) e Sarah (66 anos) vieram de Londres e se interessam especialmente pelos jardins. Maria Eduarda (24 anos) e Antônio (25 anos) estudam arte no Rio de Janeiro e visitam o Inhotim frequentemente para ver e rever suas obras de arte favoritas. Mariana (9 anos) e Luísa (10 anos) são estudantes de uma escola pública na região e participam de um dos projetos educativos. Todos os dias, centenas de pessoas das cidades vizinhas, de outros estados e outros países vêm ao Inhotim. Jovens, adultos, idosos, estudantes, trabalhadores, famílias em dias de lazer, pesquisadores e colecionadores de arte. Durante a exposição no IDB Cultural Center, visitantes do Inhotim, no Brasil, estão sendo convidados a publicar fotos no Instagram com a hashtag #InhotimDC, compartilhando suas experiências e olhares com o público em Washington DC.
Site-specific
Um dos aspectos que tornam o Inhotim um museu especial é o fato de que muitos dos artistas que têm trabalhos instalados permanentemente no Instituto se inspiraram em suas paisagens para a criação ou adaptação das obras de arte. Trabalhos site-specific como os realizados por Matthew Barney, Doug Aitken, Chris Burden, Jorge Macchi e Marilá Dardot demonstram uma vocação para exibir obras selecionadas e exibidas de maneira única.

O vídeo ao lado registra a instalação da obra “Beam Drop Inhotim” (2008), do artista norte-americano Chris Burden. O filme está em exibição na vitrine externa do IDB Cultural Center, em Washington DC, e pode ser visto por quem passa em frente ao espaço.

Adentrar o Jardim
A história do Inhotim como sonho começa nos anos 1980. No entorno de uma casa da antiga fazenda foram criados os primeiros jardins, inspirados no paisagismo de Burle Marx (1909-1994), e construída a galeria Mata, que abrigava as obras de arte moderna de Bernardo Paz, idealizador do Inhotim. Alguns anos depois, por influência do artista brasileiro Tunga (1952-2016), a coleção mudou seu enfoque para a arte contemporânea. A história do Inhotim como instituto começa em 2004.

Experimentar a paisagem do Inhotim é um convite aos sentidos. Os vídeos em 360º conduzem você pelos caminhos do Inhotim.

O que era um ambiente degradado pela mineração passou a se orientar para a conservação e para a multiplicação das mais diversas espécies botânicas. Plantas, animais e pessoas compartilham hoje este espaço, e assim a paisagem vai se redesenhando. No Inhotim, as descobertas, o conhecimento e a contemplação são encorajados e, quanto mais conhecemos os jardins, mais somos acolhidos e aprendemos a cuidar e a fazer parte deles.

< Três imagens da série “Pictures of Earthworks – The Sarzedo Drawings”, de Vik Muniz, estão em exibição no IDB Cultural Center, na mostra “Inhotim: at the Crossroads of Glocal Change”.

Aprender com a Natureza
Inhotim convida o público a uma experiência aberta. Caminhos em curva, ramificações, ausência de roteiros pré-definidos, diálogo constante entre natureza e arquitetura, arte e paisagem. A experiência do visitante se constrói em camadas a partir de sucessivos movimentos de dentro e de fora, deslocamento e repouso. A proposta é uma visita sem pressa, em que os ritmos do corpo e da mente apontam o roteiro ideal para cada um.

Experimentar a paisagem do Inhotim é um convite aos sentidos. Os vídeos em 360º conduzem você pelos caminhos do Inhotim.

É a partir de um olhar atento para a combinação de elementos que constituem o Inhotim que as práticas de educação se desenvolvem neste território. Processos práticos e investigatórios convidam os sujeitos a se conectarem com os acervos e as paisagens que os rodeiam. Programas como o Laboratório Inhotim, Jovens Agentes Ambientais e Descentralizando o Acesso criam vivências transformadoras com crianças, adolescentes e professores da região.

Restauro
Nos últimos 200 anos, a humanidade modificou os ecossistemas mais rápida e extensivamente do que em qualquer outro período da história. É por isso que ações para conservar a biodiversidade, promover seu uso consciente e combater a mudança do clima são vitais. No Inhotim, pesquisas ambientais e práticas locais como o resgate e cultivo de plantas, manutenção de remanescentes de mata e criação de áreas de reflorestamento se conectam aos esforços globais para a sustentabilidade. Instalada no Inhotim em meio à floresta de eucaliptos próxima ao antigo acesso de uma mina hoje desativada, a obra De lama lâmina (2009) é uma reflexão sobre um dos principais conflitos atuais: a correlação entre progresso e destruição. A instalação do norte-americano Matthew Barney traz elementos que nos confrontam com a beleza e a violência da complexa relação entre ser humano e natureza.
Ciclos Naturais
A vida urbana afastou as pessoas da terra. Para alcançar um novo estágio de harmonia entre a humanidade e os recursos naturais é preciso resgatar esta conexão: tudo o que consumimos vem da natureza e está relacionado a uma complexa cadeia de transformações. Um lugar especial no Inhotim, o Viveiro Educador, contribui para que esse ciclo se torne mais perceptível e este elo possa ser refeito. Conservação, cultivo, propagação e salvaguarda de plantas se combinam a atividades com o público que vão além da contemplação e convidam a uma nova experiência.

Experimentar a paisagem do Inhotim é um convite aos sentidos. Os vídeos em 360º conduzem você pelos caminhos do Inhotim.

Uma sociedade renovada, sustentável, requer pessoas também renovadas. Pensamento e práticas de educação sintonizadas com este desafio são a essência para a mudança. Os acervos de arte, botânica e a memória de seu território são a matéria prima do núcleo de educação do Inhotim para a construção de conhecimento de forma transversal, próxima ao cotidiano das pessoas, e com capacidade para gerar uma atitude transformadora.

Paisagem em Mutação
No Inhotim, arte, arquitetura e natureza se combinam de forma harmônica, criando, em pequena escala, um modelo de desenvolvimento sustentável. Na cidade de Brumadinho, onde está localizado, a criação do Inhotim transformou e continua a transformar a paisagem local com um novo impulso econômico na área do turismo, melhores perspectivas de trabalho para os jovens, enriquecimento da biodiversidade local, visibilidade e apoio às culturas tradicionais da região. E, num movimento cíclico e constante, enquanto transforma a paisagem ao seu redor, o Inhotim é transformado por ela.

A série de dez monotipias de Luiz Zerbini foi concebida a partir de um processo imersivo nos jardins do Inhotim, onde o artista coletou as espécies botânicas utilizadas nas gravuras. No IDB Cultural Center, as obras estão montadas em uma mesa com faces móveis que podem ser movimentadas pelo público.

Inhotim & Inter-American Development Bank
Créditos: história

COORDENAÇÃO TÉCNICA GERAL
IDB Climate Change and Sustainable Development Sector e Cultural, Solidarity, and Creativity Affairs Division of the Office of External Relations

CONCEPÇÃO E EXECUÇÃO DA EXPOSIÇÃO
Equipe Inhotim

CURADOR DAS EXPERIÊNCIAS DO JARDIM BOTÂNICO
Lucas Sigefredo

COORDENAÇÃO GERAL
María Eugenia Salcedo
Carolina Assis

IDB CULTURAL CENTER
Trinidad Zaldivar
Jonathan Goldman

COORDENAÇÃO TÉCNICA
Paulo Soares

MONTAGEM
Elton Damasceno
Paulo Soares

COORDENAÇÃO EDITORIAL
Cecília Rocha
Fabrício Santos

TEXTOS
Cecília Rocha
Daniela Rodrigues
Deborah Gomes
Fabrício Santos
Júlia Torres
Laura Neres
Lidiane Arantes
Lucas Sigefredo
María Eugenia Salcedo
Patrícia Oliveira
Vinícius Parreiras
Yara Castanheira

MARCENARIA
Carlos Alberto Celestino

TRADUÇÕES
John Norman
Julieta Sueldo Boedo

FORNECEDORES
EAV Engenharia Audiovisual
Estufa – Estúdio de Design Inhotim
Engesat
FAZ Makerspace
LD Studio
Lord Drone
Mach Arquitetos
O Grivo
Plantar Carbon
Suricata Filmes
ZUBB

AGRADECIMENTOS
Queremos agradecer à nossa parceira de comunicação, a Embaixada do Brasil em Washington, nosso patrocinador do evento de abertura, Google, bem como a Universidade Federal de Viçosa e a Fundação Ezequiel Dias por suas contribuições para a experiência da Macro-Micro.
Também gostaríamos de agradecer o apoio de Felipe Paz, José Carlos Carvalho, Lorena Valadão, Marta Mestre, Raquel Celso, Yara Castanheira, Zoe Coucaud, Anne Gander, Juliana Almeida, Barbara Brakarz, Ricardo Hirschbruch, Gerardo Martinez e Thiago de Araujo Mendes.

INSTITUTO INHOTIM

DIRETOR EXECUTIVO
Antônio Grassi

DIRETORA EXECUTIVA ADJUNTA
Raquel Novais

DIRETOR ARTÍSTICO
Allan Schwartzman

DIRETORA ARTÍSTICA ADJUNTA
María Eugenia Salcedo

DIRETOR DO JARDIM BOTÂNICO
Lucas Sigefredo

DIRETOR DE OPERAÇÕES
Gustavo Ferraz

Créditos: todas as mídias
Em alguns casos, é possível que a história em destaque tenha sido criada por terceiros independentes. Portanto, ela pode não representar as visões das instituições, listadas abaixo, que forneceram o conteúdo.
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