SUPERCONSUMO E DESPERDÍCIO

Museu do Amanhã

No Brasil, todos os dias são jogadas fora 41 mil toneladas de comida, de acordo com estimativas da ONU. Isso daria para alimentar 25 milhões de pessoas. Paradoxalmente, o país ainda tem 3,4 milhões de pessoas subalimentadas. Novos padrões de produção e consumo, que minimizem os impactos ambientais e atendam às necessidades básicas da sociedade, são imprescindíveis para construir amanhãs mais sustentáveis.

CULTURA DO DESPERDÍCIO...
O Brasil é um dos países que mais desperdiçam alimentos no mundo - talvez um hábito nocivo de país tropical, onde "tudo o que se planta dá". Estima-se que metade sejam desperdiçados durante o manuseio; 30% sejam perdidos durante a colheita, e o transporte, 10% nas centrais de abastecimento e 10% nos supermercados e nas casas dos consumidores. Na imagem acima, melões encaixotados na Central de Abastecimento (Ceasa), em Irajá, no Rio de Janeiro, antes de serem distribuídos em feiras.

Tomates, laranjas e tangerinas podres e em bom estado misturam-se numa caçamba de lixo na Ceasa, em Irajá, Rio (foto: Gustavo Otero).

O planeta produz o suficiente para alimentar 12 bilhões de pessoas, mas quase 900 milhões vivem em insegurança alimentar (foto: Gustavo Otero).

Reduzir em 30% o desperdício significa ainda diminuir em 30% o uso de terra, de fertilizantes, de agrotóxicos e de sementes (foto: Gustavo Otero).

Uma família média brasileira gastava R$ 478 mensais para comprar comida, em 2013. Se o desperdício de 20% de alimentos deixasse de existir, R$ 90 deixariam de ir para o ralo (foto: Gustavo Otero).

Diversos nutrientes estão presentes em partes geralmente descartadas dos alimentos, como sementes e cascas, entrecascas, folhas e talos (foto: Gustavo Otero).

Em relação a hortaliças, o índice de perdas destes produtos é de aproximadamente 35% do cultivado (foto: Gustavo Otero).

CONSUMO, LOGO EXISTO
Quais motivos levam alguém a consumir exageradamente, acima de suas necessidades diárias? A questão é complexa, mas a sociedade capitalista global incentiva o superconsumo. A humanidade necessita hoje de 1,5 planeta para manter seu padrão geral de consumo. Um quarto da população mundial que vive nos países desenvolvidos demanda nada menos do que três quartos dos recursos naturais do planeta. Conseguiremos aliar consumo sustentável com qualidade de vida, satisfação e respeito ao planeta? Acima, comerciantes e clientes numa das ruas mais movimentadas do Centro do Rio. 

Movimentação na Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega (Saara), uma das principais áreas de comércio do Rio (foto: Gustavo Otero).

O número de brasileiros que estavam pagando algum tipo de parcelamento em fevereiro deste ano chegou a 40%, alta de quatro pontos percentuais em relação ao mesmo mês de 2015 (foto: Gustavo Otero).

Cada brasileiro gastou em 2014, em média, R$ 810,84 com vestuário, de acordo com pesquisa do Ibope (foto: Gustavo Otero).

VEÍCULOS DESCARTÁVEIS
Somente em 2015, foram emplacados 2.569.014 veículos zero-quilômetro no Brasil. A frota mais do que dobrou em dez anos. Fora de circulação, os veículos mais antigos acabam indo parar em ferros-velhos. Você já imaginou que carros podem ficar tão rapidamente velhos quanto telefones celulares? Pois isso já é realidade e pode, muito provavelmente, virar o novo padrão da indústria automotiva. Montadoras vêm reduzindo o intervalo de lançamento de novas gerações de modelos de automóveis.

O incentivo dos governos no Brasil à aquisição de carros novos incentiva a cultura do descarte (foto: Gustavo Otero).

Mas há mudanças no horizonte: novas gerações estão menos propensos a comprar carros ou até mesmo a tirar carteira de habilitação (foto: Gustavo Otero).

MONTANHAS DE LIXO
A geração de lixo no Brasil avançou cinco vezes mais em relação ao crescimento populacional de 2010 a 2014. Com poucas ações de reciclagem em vigor nos municípios, aterros sanitários recebem muitos materiais que poderiam ser reaproveitados. O Centro de Tratamento de Resíduos de Seropédica, no Rio, recebe 12 mil toneladas todos os dias, da capital e das cidades de Seropédica e Itaguaí. O resultado são enormes montanhas de resíduos - que recebem o tratamento ambientalmente adequado. O metano, gás altamente poluente liberado pela decomposição dos resíduos no aterro, é drenado até os flares, espécies de chaminés onde são queimados. 

O chorume - líquido resultante do processo de degradação do lixo orgânico - é recolhido e tratado num aterro sanitário (foto: Gustavo Otero).

Vista aérea do aterro de Seropédica, no Rio, que foi inaugurado em 2011 (foto: Gustavo Otero).

O aterro tem vida útil de mais 20 anos. Depois disso, as prefeituras terão que pensar numa outra área de descarte (foto: Gustavo Otero).

Créditos: história

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Estagiária: Thaís Cerqueira
Fotos: Gustavo Otero | Coleção Museu do Amanhã

Créditos: todas as mídias
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