2016

O Cristo Redentor no Corcovado

Instituto Moreira Salles

Augusto Malta. Vista de Botafogo e Pão de Açúcar, Rio de Janeiro, RJ. 1910

Augusto Malta (1864 - 1957), nascido no estado brasileiro de Alagoas, foi o principal fotógrafo do desenvolvimento urbano no Rio nas primeiras décadas do século XX, um período de rápida modernização. Em 1903, Malta é contratado como "iretoria Geral de Obras e Viação da Prefeitura do Distrito Federal, um cargo criado especialmente para ele pelo prefeito Pereira Passos (1902-1906), responsável por mudanças radicais na cidade. Malta foi mantido na função por mais de 30 anos, cobrindo desde grandes eventos -como a inauguração da estátua de Cristo Redentor- a aspectos da vida cotidiana.

Uma parte importante da documentação fotográfica do Rio de Janeiro deste período foi feita por autores menos conhecidos como José Affonso dos Santos e S. H. Holland; e também por fotógrafos desconhecidos de tais empresas fotográficas como Rodrigues & C °. Editores e Proprietários (R. & Co Editores e proprietários), cujos nomes foram omitidos ou por hoje são autores anônimos. Por causa de sua relevância estética e histórica, esses artistas-inventores também fazem parte do acervo do Instituto Moreira Salles.

Guilherme Santos (1871-1966), fotógrafo amador, foi um dos pioneiros em estereoscopia no Brasil. Ele ficou interessado na técnica em 1905, durante uma viagem a Paris, e seu período mais intenso de atividade vai de 1910 a 1958. Autônomo, Santos desenvolve uma espécie de "proto-fotojornalismo", documentando intensamente a dinâmica dos habitantes da capital da República: panoramas das avenidas recém-construídas, acidentes de carro, festas populares e momentos históricos, como manifestações políticas, o vôo do Graf Zeppelin, o desmonte do Morro do Castelo e a missa de inauguração do Cristo Redentor, com a presença do presidente Getúlio Vargas.

A estátua do Cristo Redentor está localizada no topo do morro do Corcovado, no Parque Nacional da Tijuca, Rio de Janeiro. Foi inaugurado em 1931 em um ponto de vista que já existia no local, a 709 metros acima do nível do mar.

O fotógrafo húngaro Carlos Moskovics (1916-1988) deixou uma coleção de mais de 150.000 imagens, um conjunto notável sobre a vida social e artística do Rio de Janeiro entre 1940 e 1970. Em 1942 funda a Foto Carlos, uma empresa que era, ao mesmo tempo agência, estúdio e laboratório fotográfico. Com esse trabalho encomendado em grande escala, Moskovics tem a possibilidade de expandir suas atividades, incluindo fotografia aérea, como as belas duas imagens mostradas aqui.

Thomaz Farkas (1924-2011) foi um dos nomes mais importantes da fotografia moderna brasileira. Vivendo em São Paulo, ele viajava freqüentemente para o Rio de Janeiro. Esta fotografia tirada em 1947 no topo do morro do Corcovado retrata os visitantes e o Cristo Redentor, à noite, construindo, através de um simples, porém bonito jogo de luz e sombras, uma imagem muito poderosa deste monumento icônico já muito representado naquele momento.

Desde 2007, o Cristo Redentor foi declarado uma das novas sete maravilhas do mundo. Em 2012, o Rio de Janeiro, incluindo a sua paisagem natural e monumentos, tornou-se a primeira cidade a ser nomeada Património Mundial da UNESCO na categoria Paisagem Cultural Urbana.

Créditos: história

Joanna Balabram
Rachel Rezende
Sergio Burgi

Instituto Moreira Salles

www.ims.com.br

Créditos: todas as mídias
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