Arte, Adorno 

Museu Afro Brasil

Design e Tecnologia no tempo da escravidão 

Arte, Adorno, Design e Tecnologia no Tempo da Escravidão
 No período da escravidão no Brasil, africanos escravizados e seus descendentes foram os principais responsáveis pela realização de trabalhos que estão na base da sociedade brasileira tal como ela é hoje. A agricultura, a pecuária e a mineração desde o princípio foram fortemente marcadas pela mão africana e depois pela mão afrobrasileira. O Museu Afro Brasil convida você a conhecer um pouco de uma de nossas exposições permanentes mais interessantes. Veja alguns itens de nossa coleção que apresenta o grande repertório de tecnologia trazido pelos povos africanos desde os primórdios da colonização brasileira.

A primeira forma efetiva de exploração da terra e da gente daqui se constituiu no comércio de madeiras extraídas pelos índios e trocadas com os portugueses pelos mais variados objetos e utensílios. Abundante e com grandes qualidades, logo a madeira tornou-se a principal matéria prima das ferramentas e equipamentos fabricados no Brasil, em ambiente seja rural ou urbano.(...)

O emprego de escravos nas funções de marcenaria e carpintaria era fator comum na Colônia. Os empreiteiros e donos de escravos estimulavam a aprendizagem destes na expectativa de lucrar com seus alugueis. Assim, muitos negros tornaram-se carpinteiros e marceneiros oficiais da Colônia.

Já refletiu sobre as tecnologias utilizadas para plantar, colher, processar a cana-de-açucar e o café, por exemplo? E quanto à extração e tratamento do ouro e das pedras preciosas? E as complicadas roupas utilizadas por homens e mulheres nos tempos do Império: como vestimentas cheias de pregas e babados eram lavadas, secas e passadas? Além da mão humana, imagine a quantidade de ferramentas e instrumentos que foram necessários nesse período da história.

Na imagem, uma prensa para manteiga.

Forma de metal para produção de pão de açucar

Poema dos ofícios em Mina-Jeje
Guilherme Mansur

AYÓTO
ferreiro

AÓTUTÔ
alfaiate

CHEGUTÔ
caçador

GANTULÔ
ourives

AMÁDÁTÔ
capineiro

AZOMHÁTÔ
cirurgião

AFÓPÁTATÔ
sapateiro

ATANCHÓLÁTÔ
barbeiro

Jóias Crioulas: comunicação visual afro-brasileira

O uso de adornos é uma das formas imediatas de expressar valores culturais numa linguagem simbólica e facilmente comunicável dentro do grupo usuário. (...)

Mais do que mero adereço, as joias crioulas possuem historicamente um caráter socioeconômico e de resistência a escravidão. Sem acesso a bancos ou propriedades, o acúmulo de joias foi um método utilizado pelas escravas de ganho, pelas irmandade de negros e por muitos escravos que aproveitavam para economizar seus ganhos ou o excedente dos produtos que vendiam para encomendar joias de prata e outros objetos que serviam de algum modo como bens de fácil trânsito (...).

As jóias crioulas, são belos exemplos da originalidade e da habilidade tecnológica africana e afro-brasileira. O fato de a tradição indígena não se valer da metalurgia e da fundição de metais determinou o modelo de construção de sua joalheria.

(...) a chamada cultura "crioula"(desenvolvida no Brasil, mas com ascendência de diferentes etnias africanas) abalizara, originalmente a produção e a tecnologia do trabalho em metal no país, gerando forte impacto no design de joias brasileiras.

Visite o Museu Afro Brasil e venha conhecer a exposição permanente "Arte, Adorno, Design e Tecnologia no Tempo da Escravidão"

Créditos: história

Arte, Adorno, Design e Tecnologia no Tempo da Escravidão

Exposição Museu Afro Brasil

Curadoria: Emanoel Araujo
Fotos: Henrique Luz
Paulo Otavio

Exposição Google Cultural Institute: Salvador Corrêa Carriel
Texto: André Santos
Tradução: Rita Boccardo

MUSEU AFRO BRASIL
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Governador do Estado de São Paulo

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Secretário da Cultura

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Técnico em Documentação

Créditos: todas as mídias
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