Do projeto à inauguração

Theatro Municipal do Rio de Janeiro

A história do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, uma das principais instituições de cultura do país, tem início em outubro de 1903, quando foi aberta concorrência pública para escolha do projeto arquitetônico.

Os projetos “Isadora” e “Aquilla” obtiveram o mesmo número de votos da comissão julgadora. O "Aquilla" tinha como autor secreto Francisco de Oliveira Passos, filho do prefeito Francisco Pereira Passos, cujas reformas urbanas iniciadas em 1902, mudaram radicalmente o aspecto do centro do Rio de Janeiro.
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O projeto final é o resultado da fusão dos dois projetos premiados.

As obras de construção foram iniciadas em janeiro de 1905. Em 20 de maio daquele ano, foi colocada a pedra fundamental do edifício.

Os trabalhos de construção e de decoração do Theatro Municipal se estenderam por quatro anos e meio.

Pouco mais de um ano após o início das obras, já era possível visualizar a suntuosidade e a beleza do futuro teatro.

Em 14 de julho de 1909, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi inaugurado. Começa a história do principal teatro do país, palco de grandes concertos, óperas e balés.

Na noite da inauguração, uma multidão se aglomerou na entrada principal do Theatro Municipal.

O primeiro programa do Theatro Municipal apresentou importantes obras de compositores brasileiros: "Insônia", de Francisco Braga; "Noturno" da ópera "Condor", de Carlos Gomes; a peça "Bonança", de Coelho Neto, e a ópera "Moema", de Delgado de Carvalho.

A imprensa registrou o evento memorável para a cidade: "Noite de opulentas galas, dissemos, pelo aspecto ofuscante de todas aquelas belezas de arquitetura em foco, pela resplandecência daqueles mármores custosos (...); noite de arte pela música e pela cena brasileira em que se casaram, para celebrar a fausta inauguração, a linguagem e a urdidura da leve Bonança de Coelho Neto, e as gamas dos nossos musicistas, em poemas de harmonias sensibilizadoras."
(A Tribuna, 15/07/1909)

Logo após o Hino Nacional, o poeta Olavo Bilac, em discurso acalorado, exaltou a criação do Theatro Municipal:
"Faltava-te este palácio, cidade amada! No teu renascimento esplêndido, faltava esta afirmação do teu gênio artístico! E eu abençoo a sorte benévola que me reservou a ventura de ter sido o escolhido para entregar ao teu gozo e ao teu carinho esta Casa que é uma das mais belas jóias de tua coroa de Rainha!"

Créditos: história

Fontes Documentais
Acervo do Centro de Documentação da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro - CEDOC/FTMRJ

Curadoria e Texto
Fátima Cristina Gonçalves

Fotografia
Jorge Campana
Júlia Rónai
Luiz Evandro Bertanha
Vânia Laranjeira

Créditos: todas as mídias
Em alguns casos, é possível que a história em destaque tenha sido criada por terceiros independentes. Portanto, ela pode não representar as visões das instituições, listadas abaixo, que forneceram o conteúdo.
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