Alfaias de culto, símbolos de prestígio

Salva, Autor desconhecido, Século XVI, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro
Formada, predominantemente, por ourivesaria sacra feita de prata, esta coleção constitui um repositório das diferentes linguagens artísticas e capacidades técnicas de artífices nacionais e estrangeiros, desenvolvidas ao longo de oito séculos.
Cálice, Autor desconhecido, Século XII, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

Este cálice de prata dourada, que D. Gueda Mendes ofereceu ao Mosteiro de S. Miguel de Refoios, é a peça mais antiga da coleção de ourivesaria do Museu.

Cálice, Autor desconhecido, Século XII, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

Obra-prima com um programa decorativo profuso, sem paralelos nacionais. Na copa, Cristo e os Apóstolos, enquadrados por arcos de volta perfeita e identificados na inscrição da parte superior.

Cálice, Autor desconhecido, Século XII, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

Na base, os símbolos dos quatro evangelistas.

Relicário, Autor desconhecido, Século XIV, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

Este relicário foi propriedade da Rainha Santa Isabel. Além do seu valor como símbolo heráldico, participa de uma visão codificada da obra de arte, em que tudo– materiais, formas, cor – é simbólico.

Relicário, Autor desconhecido, Século XIV, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

O relicário do Santo Lenho combina a excelência de diferentes matérias: o coral, a prata dourada e os esmaltes.

Relicário, Autor desconhecido, Século XIV, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

Este relicário de prata tem caráter excepcional nas coleções portuguesas de ourivesaria medieval, onde raras são as esculturas de vulto. Pertenceu à Rainha Santa Isabel.

Relicário, Autor desconhecido, Século XIV, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

Figurando Nossa Senhora com o Menino, trajada e adornada à moda do século XIV, é um documento iconográfico inestimável.

Cruz Processional, Autor desconhecido, Século XV, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

Cruz processional de prata dourada, paga com a prata para isso legada à Sé pelo Bispo D. Fernando Coutinho. É a peça de ourivesaria sacra quatrocentista de maior aparato no acervo do Museu.

Cruz Processional, Autor desconhecido, Século XV, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

É um bom exemplo da acentuada verticalidade característica da ourivesaria deste período. A decoração vegetalista prenuncia os excessos ornamentais naturalistas que irão verificar-se no período manuelino.

Cálice e Patena, Autor desconhecido, Século XVI, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

A arte do Gótico final une as formas ogivais, como as arquiteturas em miniatura tão próximas das catedrais. com motivos da Renascença. Este exuberante cálice de prata dourada, manuelino pertenceu ao Mosteiro de Santa Clara.

Cálice e Patena, Autor desconhecido, Século XVI, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

A arte do Gótico final aliou uma decoração renascentista inspirada na arte greco-romana, de que são exemplo as colunas e os medalhões com bustos, representando Profetas do Antigo Testamento.

Salva, Autor desconhecido, Século XVI, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

Exuberante, excesso de elementos decorativos, baseados na natureza, e a presença de animais fantásticos, caravelas e figuras mitológicas são típicos do gosto Manuelino, em que esta peça se insere.


Gomil, Autor desconhecido, Século XVI, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

De estrutura goticista, é ornado por motivos renascentistas, naturalistas e fantásticos, em toda a superfície. O bocal figura uma quimera alada e a asa tem forma de serpente.

Custódia D.Jorge Almeida, Autor desconhecido, Século XVI, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

Esta custódia era destinada às procissões do dia do Corpo de Deus. A sua estrutura de elementos arquitectónicos é própria da linguagem do Gótico final mas inclui já grande diversidade de ornatos classicistas.

Caldeirinha, Autor desconhecido, Século XVI, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

A caldeirinha maneirista emprega uma linguagem "renascentista" mas transgride-a, consagrando-se na procura de efeitos insólitos e ambíguos.

Cálice, patena e concha, Autor desconhecido, Século XVI, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

De ouro maciço é este magnífico conjunto oferecido pelo bispo D. João Soares à Sé de Coimbra. O cálice ostenta, no interior da base, o seu brasão. Estruturalmente concebido segundo os cânones clássicos, o cálice apresenta motivos decorativos renascentistas e outros que sugerem o repertório das gravuras flamengas maneiristas. A patena é decorada com cenas da vida de Cristo.

Cálice, patena e concha, Autor desconhecido, Século XVI, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

Concebido segundo os cânones clássicos, o cálice apresenta motivos decorativos renascentistas e outros que sugerem o repertório das gravuras flamengas maneiristas. A patena é decorada com cenas da vida de Cristo.

Cruz-relicário, Autor desconhecido, Século XVII, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

Sustentada pelas pinças de um caranguejo, de intenso naturalismo, esta cruz-relicário está associada a um episódio da vida de S. Francisco Xavier, quando este jesuíta andava a missionar pelas ilhas Molucas.

Cruz-relicário, Autor desconhecido, Século XVII, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

Perante uma tempestade no mar, o Santo mergulhou a cruz que trazia consigo e logo as águas se acalmaram. Porém, a cruz perdeu-se. Mais tarde, quando S. Francisco passeava na praia, um caranguejo devolveu-lhe o crucifixo.

Bustos de Santo António e Santa Catarina, Autor desconhecido, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

Estes bustos fazem parte de uma banqueta monumental da igreja do Colégio de Jesus, atual Sé de Coimbra – constituída por seis bustos de santos, seis tocheiros e um crucifixo, todos em prata.

Século XVIII, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

Embora se desconheça o autor do projeto, parece credível que João Frederico Ludovice o possa ter desenhado ou, pelo menos, concebidos os bustos, mas as marcas gravadas nos plintos pertencem ao ourives lisboeta António Nunes das Neves.

Custódia Sacramento, Autor desconhecido, Século XVIII, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

De grande efeito cenográfico é esta custódia, devido ao contraste entre a madeira policroma do anjo, o resplendor de prata e o brilho das pedras do hostiário.

Custódia XIX, Oficina de António Soares de Melo, no Porto, Século XIX, Da coleção de: Museu Nacional de Machado de Castro

Custódia com elegante estrutura, ainda marcada pelas formas curvilíneas barrocas, é enriquecida pelo fino lavor das gemas coloridas, com destaque para o talhe das soberbas águas marinhas.

Agora venha ao Museu! Consegue encontrar estes objetos descritos nesta exposição?

Créditos: história

Fotografia: DGPC/ADF - Arquivo de Documentação Fotográfica

Créditos: todos os meios
Em alguns casos, é possível que a história em destaque tenha sido criada por terceiros independentes, podendo nem sempre refletir as visões das instituições, listadas abaixo, que forneceram o conteúdo.
Página Inicial
Explorar
Próximo
Perfil