João Louro / I Will Be Your Mirror / Poems and Problems

La Biennale di Venezia - Pavilhão de Portugal

Palazzo Loredan, Campo Santo Stefano, Venice

Palazzo Loredan
O Pavilhão de Portugal ocupa o belíssimo Palazzo Loredan, no Campo de Santo Stefano, e apresenta a exposição de João Louro, I Will Be Your Mirror / Poems and Problems.
I'll Be Your Mirror
O tema da exposição é uma referência a uma música dos Velvet Underground, I'll Be Your Mirror O uso da palavra ou frases iluminadas é recorrente no trabalho de João Louro e, como noutras obras, também aqui o desparecimento está à distância de um gesto: apagar a luz.

Na fotografia tirada no Aeroporto de Miami em 2005, João Louro aguarda pela chegada de Walter Benjamin. Esta imagem introduz-nos no percurso da exposição, a qual nos remete para os temas recorrentes do seu trabalho: a invisibilidade, a ausência…

DEAD ENDS
As obras Dead Ends relacionam-se com o desafio da linguagem. Nelas, o artista utiliza as placas de sinalização das autoestradas como símbolos que são automaticamente percetíveis; só depois é que o espetador acede ao segundo nível de leitura, que são os seus conteúdos. Esta linguagem variável é, nada mais nada menos, que uma possibilidade aberta para estabelecer novas condições para a produção de significado.

Neste caso, o autor utilizou partes do texto da Ópera de Tchaikovski, Iolanta, obra que nos fala da cegueira, ou da impossibilidade de ver, e do uso da linguagem para dar vida e forma ao mundo que nos rodeia.

BLIND IMAGES
Na série Blind Images, o espetador defronta uma tela onde a imagem foi apagada. Estas séries ajudam-nos a entender que a distância entre palavras e imagens não é tão grande como aquela que existe entre palavras e objetos ou entre cultura e natureza.

Nesta obra, estamos perante uma enorme “película fotográfica” que contém as poucas fotografias existentes de Maurice Blanchot. Ao longo da tela, só podemos conhecer essas imagens através de um texto descritivo da foto eliminada, provocando assim diferentes aproximações ao visível ou diversas perspetivas a partir das quais se pode abordar uma imagem.

Nestas duas obras, as imagens eliminadas são as únicas fotografias existentes de Arthur Rimbaud adulto. A relevância que Louro concede à linguagem que descreve a imagem sublinha ainda mais a importância da literatura, da poesia e do cinema como formas análogas de interpretar o modo como o artista estrutura a sua obra e o tipo de significados que ela sugere.

Nestas obras, a realidade está escondida por baixo de uma camada de acrílico brilhante, que tem por cima um vidro que produz um efeito de espelho, onde se reflete o espetador, transformando-o assim em parte da obra.

Map
O mapa amarrotado deixa uma mensagem algo inquietante, pois se bem que ele permita que partes muito distantes se conectem, por outro lado, é um “emblema do mundo contemporâneo, posto que desnorteia e desorienta”.
Escada Espelho
A Escada Espelho, aparentemente igual a tantas outras escadas, mas à qual o artista negou a sua função, impossibilitando o seu uso. De novo,o espetador volta a ser o protagonista, ao refletir-se nela.
COVERS
Nestas obras, o artista reproduz capas de livros, aumentando enormemente o seu tamanho, para nos incitar à leitura de todos os seus ídolos literários, poéticos e filosóficos, e construindo com eles um espaço onde habitar.
The End
A exposição termina como o anúncio do fim, com a obra The End, remetendo-nos para o imaginário de Hollywood.
Catalogue
Créditos: história

Curadoria: María de Corral

Fotografia: João Miranda
Tratamento de Imagem: We Blend

www.joaolouro.com

Créditos: todos os meios
Em alguns casos, é possível que a história em destaque tenha sido criada por terceiros independentes, podendo nem sempre refletir as visões das instituições, listadas abaixo, que forneceram o conteúdo.
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