O PORTO E SEUS MORROS

Museu do Amanhã

As curvas naturais do Rio de Janeiro chamam a atenção de quem chega à cidade por terra, ar ou pelo mar. Seus morros têm muita história para contar. Foram neles que os primeiros portugueses ergueram suas moradias quando vieram ao Brasil, onde as defesas e fortalezas foram instaladas e também onde a cultura afro-brasileira ganhou força e se espalhou pelo resto da cidade.

BENEDITINOS E O MORRO DE SÃO BENTO
Desde 1590 os beneditinos estão instalados no topo do Morro de São Bento. De lá para cá, a congregação católica resistiu a disputas políticas e bombardeios. Em 1711 o mosteiro foi atingido por canhões do pirata francês Duguay-Trouin. Em 1732 um incêndio quase o destruiu. Já em 1893, na Revolta da Armada, novamente foi alvo de ataques. Atualmente, abriga um colégio tradicional e um mosteiro. Tem como vizinhos a sede da Marinha e uma moderna torre de 28 andares na esquina da Avenida Rio Branco, número 1 (foto: Marcos Tristão/Museu do Amanhã).

Na gravura de Thierry Frères, que retrata a chegada da Imperatriz Leopoldina ao Brasil, em 1843, é possível ver o Mosteiro de São Bento ao fundo (foto: Biblioteca Nacional).

O interior do Mosteiro de São Bento é revestido em ouro (foto: Marcos Tristão/Museu do Amanhã).

Vista de parte da fachada do Mosteiro de São Bento, que abriga hoje 40 padres e funcionários (foto: Marcos Tristão/Museu do Amanhã).

CONCEIÇÃO: O INTERIOR NO CENTRO DO RIO
O Morro da Conceição é um dos últimos remanescentes do núcleo originário da cidade e o único que permaneceu preservado de alguma forma. Andar por suas ladeiras encravadas no coração financeiro do Rio, e vizinhas à área portuária, é como sair da metrópole direto para o interior. O silêncio predomina, quebrado às vezes apenas por latidos de cães e pelo descontraído bate-papo de moradores. Considerado patrimônio histórico da cidade, coexistem ali monumentos tombados pelos órgãos de preservação, como o Palácio Episcopal e a Fortaleza da Conceição. Também ficam na Conceição a Igreja de São Francisco da Prainha e a Pedra do Sal, sagrada para as religiões africanas (foto: Marcos Tristão/Museu do Amanhã).

Gravura do século XIX mostra as ladeiras do Morro da Conceição. Ao fundo, o Porto do Rio de Janeiro e a Igreja da Candelária (foto: Biblioteca Nacional).

Vista do Mosteiro de São Bento no século XIX (foto: Biblioteca Nacional).

Igreja da Candelária e embarcações vistas do alto do Morro da Conceição no século XIX (foto: Biblioteca Nacional).

O Palácio da Conceição, também conhecido como Palácio Episcopal, fica no alto do morro e foi a antiga residência episcopal da cidade (foto: Marcos Tristão/Museu do Amanhã).

Desde 1926 no Morro da Conceição, o Observatório do Valongo é administrado atualmente pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e abriga o mais antigo telescópio do país (foto: Marcos Tristão/Museu do Amanhã).

O Jardim Suspenso do Valongo é uma construção paisagística situada na encosta oeste do Morro da Conceição. Foi construído em 1906 (foto: Marcos Tristão/Museu do Amanhã).

FAVELA Ô, FAVELA QUE ME VIU NASCER...
A origem das favelas está ligada ao processo urbanístico da Região Portuária. O nome de uma plantinha típica do Nordeste brasileiro, que insistiu em sobreviver em áreas além do Sertão, define os aglomerados habitacionais que abrigam um povo persistente, que sobrevive além das zonas ricas. E isso aconteceu justamente por causa do Morro da Favela, conhecido hoje como Morro da Providência. Próximo dali, estão ainda os Morros do Livramento - onde nasceu o escritor Machado de Assis - e o do Pinto, localizado próximo à Avenida Presidente Vargas e colado aos bairros Cidade Nova e Santo Cristo (foto: Arquivo da Cidade do Rio de Janeiro).

Região Portuária vista do alto do Morro da Providência, no início do século XX (foto: Biblioteca Nacional).

O concreto predomina uma das novas vistas do Morro da Providência, que recebeu um teleférico para facilitar o acesso dos moradores (foto: Marcos Tristão/Museu do Amanhã).

A vista para a região portuária ganhou novos contornos - e edifícios (foto: Marcos Tristão/Museu do Amanhã).

O Morro da Providência possui mais de 4.094 moradores, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feito em 2010 (foto: Marcos Tristão/Museu do Amanhã).

O nome favela vem da planta 'Cnidoscolus quercifolius', um arbusto com flores brancas nativo do Nordeste que foi trazido por ex-combatentes da Guerra de Canudos. Ao chegarem ao Rio de Janeiro, passaram a morar onde hoje está a Providência. O nome da planta se tornou sinônimo de habitações improvisadas erguidas em morros da cidade (foto: Marcos Tristão/Museu do Amanhã).

Imagem de 1920 mostra moradores com instrumentos musicais no Morro da Favela, atual Providência (foto: Augusto Malta/Arquivo da Cidade do Rio de Janeiro).

Imagem do início do século XX mostra o Santuário do Cristo Redentor, ainda existente no alto do Morro da Providência (foto: Augusto Malta/Biblioteca Nacional).

Nesta foto do início do século XX mostra o Morro do Livramento, emendado na Providência. Foi lá que nasceu o escritor Machado de Assis (foto: Augusto Malta/Biblioteca Nacional).

Conheça um pouco da vida de quem habita os morros portuários do Rio.

Créditos: história

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Fotos: Marcos Tristão e I Hate Flash
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