Arte ao ar livre

Inhotim

Descubra obras que estão expostas em contato com a natureza exuberante do Inhotim

Arte ao ar livre
Quem visita Inhotim sabe que durante o percurso passamos muito tempo ao ar livre. Esta é parte da beleza e singularidade do Instituto: entrar e sair de galerias, caminhar pelos jardins e encontrar no meio do espaço verde um trabalho de arte contemporânea. O tempo de visita é modificado pelas condições climáticas e o corpo é convidado para vivenciar uma experiência diferente. A cada obra que é exposta ao ar livre, vemos surgirem possíveis relações entre arte, paisagismo, arquitetura e natureza. Como as características do entorno contribuem, modificam ou acentuam a obra de arte ali instalada? Como a luz afeta o espaço e nossa percepção? Como a arte ao ar livre interfere no seu estado de espírito? Estas são algumas das questões que convidamos você a explorar ao longo deste passeio pelo Inhotim.

O carioca Hélio Oiticica, um dos membros do Neoconcretismo, importante movimento na história da arte brasileira, idealizou minuciosamente esta instalação. Ao lado de um lago e de magníficas palmeiras, a ocupação do espaço pela cor ganha escala arquitetônica. A palavra inglesa square, presente no título da obra, remete tanto a quadrado – forma geométrica que compõe a obra – quanto a praça – espaço público idealizado para a convivência. Seria uma área de convívio onde a permanência é bem-vinda, uma passagem, uma interrupção no caminho, um labirinto? As paredes coloridas sobre o chão de pedras lhe parecem um espaço amistoso?

Em 2005, os artistas John Ahearn e Rigoberto Torres fizeram uma imersão em Brumadinho (Minas Gerais - Brasil) e conheceram pessoas, religião, danças e costumes da comunidade local. Durante essa residência, modelaram em gesso o rosto dos moradores do lugar e os representaram nos dois murais que ficam na área externa da Galeria Praça. No fundo do mural, outra referência cultural se destaca: a letra da música “Lamentação do Escra

No período em que Ahearn e Torres estiveram em Brumadinho, um dos representantes da comunidade quilombola, o Sr. Antônio, entoou o canto para os artistas, que resolveram incorporá-lo à obra. Você vê alguma relação entre a tradição quilombola e o pixo, tão presente nos centros urbanos?

Imagine uma viagem-performance em que oito amigos partem do Rio de Janeiro (Brasil) para Curitiba (Brasil) em três fuscas coloridos que, além de serem interligados pelo percurso, também são por um sistema de som e a mistura das cores. Foi assim que surgiu a obra Troca-troca, em que o artista carioca Jarbas Lopes afirma a importância das conexões e da partilha de experiências. E essa não foi a única viagem que os fuscas fizeram. Eles pegaram a estrada novamente rumo a Brumadinho e ao Inhotim, onde circulam de vez em quando pelos jardins. Onde será que eles estarão na sua próxima visita?

Dicionário, caderno pautado, piscina, agenda telefônica? Foi reimaginando objetos comuns combinações inusitadas que o artista argentino Jorge Macchi transformou uma aquarela desenhada em 2008 em uma obra tridimensional construída especialmente para o Inhotim. Piscina é convidativa: aos olhos, que admiram o reflexo da natureza na água; ao corpo, que deseja se refrescar. Para experimentar esta obra de arte, que tal mergulhar nela?

Um grande espelho composto por centenas de pequenos espelhos convexos, que refletem e multiplicam o céu, a vegetação e o próprio espectador. Esferas de aço inoxidável flutuam sobre o espelho d’água no topo do Centro Educativo Burle Marx, de onde se ouve, às vezes, um leve tilintar.

Narcissus Garden Inhotim se realiza com a ação do vento, do sol, da chuva, do tempo, ganhando uma nova configuração a cada olhar.

O reflexo se apresenta novamente no Inhotim nesta estrutura de aço e vidro à beira de um dos lagos do Instituto. Os espelhos revelam reflexos distorcidos e sobrepõem camadas de profundidade, podendo confundir nossa percepção do espaço ao redor. O trabalho do norte-americano Dan Graham integra arquitetura e escultura com o entorno, ao mesmo tempo que promove uma conexão muito próxima com o público, uma vez que a obra se complementa com a presença observadora do visitante.

Escultura e arquitetura novamente se relacionam neste trabalho da artista espanhola Cristina Iglesias, que propõe um percurso físico e mental ao espectador. Inicialmente, é necessário caminhar por uma trilha em meio à mata fechada para chegar à clareira que abriga a obra. Nessa caminhada, os sentidos são aguçados: sons de pássaros, vento, sombra, variação de temperatura nos acompanham até Vegetation Room Inhotim.

Uma estrutura espelhada, camuflada na natureza, reflete a vegetação ao redor sem limitação. Mais uma vez, o corpo é convidado a se movimentar, a contornar a obra para desvendar de onde vem o som da água que ouvimos dentro dela. O caminho percorrido é repleto de idas e vindas, num percurso de entrada e saída que combina a vegetação interna e externa à obra.

Localizado no Jardim Pictórico, um dos sete jardins temáticos do Inhotim, um objeto invertido, não mais utilizado para sua finalidade principal, pode ser observado com certa estranheza. Trata-se de uma árvore em seu ambiente natural? O barco de mogno desconstruído e ressignificado é sustentado pelo seu próprio mastro. Assim, olhar para cima, achar um ângulo para observar, se deslocar são alguns dos convites que o artista britânico Simon Starling faz ao espectador.

Este percurso pelas obras ao ar livre se encerra com uma intrigante escultura em bronze fundido moldada a partir de um tronco de uma castanheira centenária. A aparência do tronco é tão realista que, à primeira vista, notamos uma árvore flutuando na paisagem. Além da forte integração entre arte e natureza, trata-se de uma obra aberta à transformação, que se modifica com a inevitável ação do tempo, à medida que as cinco árvores que sustentam a obra crescem.

Estar ao ar livre é estar em diálogo com as transformações que o ambiente propõe. Como vimos neste percurso, uma volta pelo Instituto Inhotim pode oferecer uma multiplicidade de experiências. Venha nos visitar e descubra o que as obras de arte e os jardins despertam em você.
Créditos: história

Esta exposição foi criada especialmente para o Google Arts & Culture em setembro de 2017.
Todos os trabalhos aqui apresentados estão permanentemente instalados nos jardins do Inhotim. Você pode conferir mais informações sobre as imagens clicando no título das obras.
Veja mais da coleção e planeje sua visita em: www.inhotim.org.br

Créditos: todas as mídias
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