04/10/2015

O Cristo Redentor por Paul Landowski

Paul Landowski Collection

Corcovado, Rio de Janeiro, Brasil

Rio, Brasil, 1931
O Cristo Redentor ou Cristo do Corcovado é uma estátua do Cristo que domina a cidade do Rio de Janeiro, situada no top do morro do Corcovado. A estátua Cristo Redentor inscreve-se no projeto de templo que prossegue Paul Landowski toda a sua vida. Ele realiza esta estátua do Cristo a pedido de Heitor da Silva, engenheiro brasileiro que consagrou toda a sua vida à realização deste projeto grandioso (30 metros). Paul Landowski fabrica no seu atelier em Boulogne uma maqueta de gesso de 4 metros de altura, e esculpe ainda a cabeça (3,75 metros) e as mãos (3,20 metros). Tinha previsto igualmente baixos-relevos representando certos episódios da vida do Cristo, com o intuito de os colocar na base na estátua e na capela interior. A maqueta foi ampliada e coberta de placas de esteatite dispostas sobre longas bandas de tecido, cosidas por senhoras da sociedade brasileira. A estrutura interna desta estátua, em betão armado, foi concebida por Albert Caquot (1881-1976), um mais dos maiores engenheiros franceses do século XX. Esta estátua emblemática do Rio de Janeiro foi classificada monumento histórico em 1973. Hoje, o Cristo Redentor do Corcovado é um dos lugares turísticos é frequentados do Rio de Janeiro, com mais de 750.000 visitantes cada ano.

Primeiro desenho por Carlos Oswald
En mai 1922 le « Cercle catholique » de Rio décide de faire édifier une figure du Christ sur une colline surplombant la ville de Rio. Silva Costa est chargé du projet. Il se rend en France pour chercher un sculpteur qui travaillerait à partir des dessins d’Oswald.

Segundo desenho por Carlos Oswald
En mai 1922 le « Cercle catholique » de Rio décide de faire édifier une figure du Christ sur une colline surplombant la ville de Rio. Silva Costa est chargé du projet. Il se rend en France pour chercher un sculpteur qui travaillerait à partir des dessins d’Oswald.

Desenho para o Templo do Homem por Paul Landowski
Landowski é já um artista famoso quando recebe a encomenda, que aceita à condição de ter toda a liberdade de poder desviar-se dos projetos de Oswald. Vê neste projeto a oportunidade de realizar um Cristo, como desejava realizar há já muito tempo no âmbito do seu grande programa do Templo do Homem.

Desenho do projeto
Concebe o seu projeto em terra, a partir de um esboço feito para Silva Costa. Encontra Silva Costa numerosas vezes entre 27 de maio e 20 de julho de 1924.
Escreve à sua mulher: “Da Silva está muito contente com o meu esboço do Cristo”. A encomenda é assinada a 3 de novembro de 1924.

Primeira maqueta
Landowski elabora uma série de maquetas. Transforma progressivamente o seu projeto: uma maqueta de 2,30 permite-lhe estudar a posição do corpo e da cabeça.

Maqueta intermédia
Uma maqueta intermédia de 2m40 é conservada numa igreja francesa, à qual PL a doou em 1926 a pedido do seu amigo Monestes, arquiteto da igreja.
Esta maqueta será ampliada até aos 4m para ser enviada ao Brasil.

Estrutura interna vista de face
Estrutura interna vista de perfil
Silva Costa pede ao engenheiro Albert Caquot que realize a estrutura interna do monumento. Caquot é um engenheiro famoso pelas suas pontes, suas barragens, o seu balão dirigível e as suas centrais elétricas.

Maqueta de 4 metros
A experiência do Cristo conduz PL a estabelecer um princípio: “Quanto mais se faz crescer uma estátua, mais é necessário diminuir a cabeça. A proporção 7 cabeças ½, boa para um tamanho natural deve ser 8 para dois metros, 9 para dois metros e meio, e o meu Cristo do Rio de Janeiro precisa pelo menos 12 cabeças. Senão a figura parece curta.”

Cabeça e mãos de tamanho definitivo, em Paris
PL teria desejado testar os efeitos da ampliação em Paris. Pôde fazê-lo apenas para a cabeça e as mãos. Estas foram enviadas ao Rio de Janeiro desmontadas em pedaços, e montadas para ser copiadas em betão. Da mesma maneira enviou também a maqueta de 4m.

Estaleiro no Rio de Janeiro
O caráter colossal da estátua, e a complexidade técnica do estaleiro, conduzem igualmente a imprensa a publicar fotografias da obra em construção.

Mão no atelier de Boulogne
A cabeça e as mãos foram realizadas em tamanho final em Paris. Seguidamente foram abrangidas de triângulos de pedra-sabão (esteatite) cosidos sobre tecido, que constituem a pele. Esta pedra tem a propriedade de endurecer ao ar. PL fez proceder a ensaios, em Boulogne, na famosa fábrica de mosaico Gentil et Bourdet.

Mão no atelier de Boulogne
O caráter excecional do estaleiro, a dimensão da futura estátua, a encomenda internacional, são vários dos elementos que provocam o interesse da imprensa antes mesmo da realização do Cristo.

Programa de inauguração
O Cristo Redentor é inaugurado a 12 de outubro de 1931, numa cerimónia de bênção na presença do cardeal Dom Sebastião Leme, do presidente do governo provisório Getúlio Vargas, e de todos os ministros.

Fotografia antiga
O Cristo Redentor sobre o morro Corcovado: observa-se o gesto de hospitalidade que denota um homem atento a todos os humanos.

Projeto básico, não realizado
PL desejava, como tinha o hábito, acompanhar a sua estátua de um friso representando os principais episódios da vida do Cristo. Elabora um projeto que não será aceite, por falta de meios financeiros.

Maqueta final
Pode ver-se hoje a maqueta final nas coleções do Museu dos Anos 30 em Boulogne Billancourt.

Tela no museu Landowski
Também no museu Landowski em Boulogne-Billancourt, o Cristo deixou a sua marca e abre “uma janela” na região parisiense sobre a baía do Rio de Janeiro…

Cristo entre as nuvens, vista atual
O Cristo é visível de todo o Rio de janeiro. É iluminado à noite. Uma manutenção é feita periodicamente. Várias vezes foi fulminado por relâmpagos, apesar da instalação de múltiplos para-raios. A última restauração foi realizada em 2014.

Testemunho de Silva Costa
Landowski não é não somente o escultor da cabeça e das mãos, mas da obra na sua integralidade. Por razões técnicas, ligadas ao transporte, esculpiu apenas a cabeça e as mãos nas dimensões finais. O modelo de 4 metros enviado devia servir à realização da obra na sua dimensão monumental, de acordo com a técnica clássica da quadrícula. A escultura do Cristo, como um todo constitui, como confirma Silva Costa, « sua obra ». Silva Costa : « Tenho razões de satisfação pela preferência dada ao escultor parisiense Paul Landowski. Sem exagerado modernismo, que não comportava o problema, mas sempre na vanguarda dos grandes mestres da escultura moderna, Paul Landowski, membro do Instituto de França, condecorado coma a Legião de Honra, laureado em vários concursos e autor de trabalhos notáveis que o colocam no primeiro plano da geração contemporânea, trabalhou com o maior carinho e o melhor espirito de colaboração. Pode agora, o exímio artista, orgulhar-se de seu talento na contemplação de sua obra » (O Cruzeiro, 10 de outubro 1931). Os meus desenhos foram levados pessoalmente a Paris pelo Silva Costa o qual, depois de muito se informar e discutir sobre o trabalho e o preço, resolveu entregar tudo ao escultor Landowsky, que aceitou a encomenda, com a condição de ter absoluta liberdade estética, servindo-se de meus desenhos unicamente como base realista para sua conceção sintética, própria de seu estilo. Amandio Soares, Diversas maquetas foram produzidas e, embora não fossem alteradas as linhas gerais do projeto, cada modelagem maior que surgia exigia tantas modificações que pode dizer-se era uma nova estátua que se apresentava no final. O Rio Maravilhoso, - 2ª Edição (1934) Diário do escultor; 28 de novembro de 1926: esta cabeça vai terminar por me interessar. É uma pena não poder fazer tudo nesta dimensão. Teria chegado a um resultado notável. Enquanto que com o método do bom Silva Costa, é realmente uma aventura. “Silva Costa veio de falar-me da sua intenção de tratar o Cristo com um revestimento de mosaico. Seria perfeito. Este poderia mesmo ser magnífico. Mas será possível? Um tal trabalho deveria ser seguido de muito perto por mim. Que vão fazer ali do meu modelo? No final de contas, talvez fá-lo-ão ganhar. A cabeça termina por me interessar”.
Curatorio: Elisabeth Caillet
Créditos: história

Exposition Association des Amis du Musée Paul Landowski.
Paul Landowski

Créditos: todos os meios
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