Dos livros: Ex-libris nas coleções do MNBA

Museu Nacional de Belas Artes

Ex-libris (1945), de Quirino CampofioritoMuseu Nacional de Belas Artes

Os Meus Livros

Os meus livros (que não sabem que existo)
São uma parte de mim, como este rosto
De têmporas e olhos já cinzentos
Que em vão vou procurando nos espelhos
E que percorro com a minha mão côncava.
Não sem alguma lógica amargura
Entendo que as palavras essenciais,
As que me exprimem, estarão nessas folhas
Que não sabem quem sou, não nas que escrevo.
Mais vale assim.
As vozes desses mortos
Dir-me-ão para sempre.

Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda"

Ex-libris (1952), de Leo Gonçalves DamasioMuseu Nacional de Belas Artes

Com o objetivo de revelar ao público a diversidade de marcas de propriedade que habitam os livros dos acervos bibliográficos do MNBA, a Biblioteca destaca uma pequena mostra selecionada dos ex-libris presentes em nossa coleção.

Ex-libris (1964), de Quirino CampofioritoMuseu Nacional de Belas Artes

O Ex-libris reside na personalização do livro e no gozo estético, proporcionando uma estampa original, produzida manualmente com as antigas e tradicionais técnicas da gravura.

Ex Libris livro aberto (1957), de Quirino CampofioritoMuseu Nacional de Belas Artes

Ex-libris é uma expressão do latim que significa “dos livros de” ou “faz parte de meus livros” empregada para determinar a propriedade de um livro. Pode-se encontrar em formato de cartões, etiquetas ou pequenas tarjas coladas em geral na contra-capa ou na folha de rosto de um livro.

Ex-libris (1957), de Quirino CampofioritoMuseu Nacional de Belas Artes

Ex-Libris Quirino Campofiorito

No acervo da Biblioteca do MNBA, destacamos os ex-libris do artista e crítico de arte Quirino Campofiorito, que consiste em uma etiqueta de papel pintado pelo próprio e que identifica os livros doados por ele. São vários modelos de ex-libris de sua autoria. Uma verdadeira obra de arte. 

Ex-libris, Quirino Campofiorito, 1990, Da coleção de: Museu Nacional de Belas Artes
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Existe versões de um mesmo ex-libris, variando apenas na cor.

Ex-libris, Quirino Campofiorito, 1990, Da coleção de: Museu Nacional de Belas Artes
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Ex-libris, Quirino Campofiorito, 1945, Da coleção de: Museu Nacional de Belas Artes
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Ex-libris, Quirino Campofiorito, 1958, Da coleção de: Museu Nacional de Belas Artes
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Ex-libris, Quirino Campofiorito, 1947, Da coleção de: Museu Nacional de Belas Artes
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Ex-libris, Quirino Campofiorito, 1957, Da coleção de: Museu Nacional de Belas Artes
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Ex-libris, Quirino Campofiorito, 1955, Da coleção de: Museu Nacional de Belas Artes
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Ex-libris, Quirino Campofiorito, 1945, Da coleção de: Museu Nacional de Belas Artes
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Ex-libris, Quirino Campofiorito, 1955, Da coleção de: Museu Nacional de Belas Artes
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Auto retrato, de Alfredo GalvãoMuseu Nacional de Belas Artes

Alfredo Galvão (1900-1987)
Pintor, professor e historiador, Alfredo Galvão (1900-1987) estudou na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA), primeiro como aluno livre, de 1916 a 1919, depois como aluno regular, de 1920 a 1927, tendo sido discípulo ali de mestres como Rodolpho Amoêdo, Baptista da Costa, Lucilio de Albuquerque, Rodolpho Chambelland, entre outros. Foi ainda diretor da Escola e do Museu Nacional de Belas Artes e um dedicado pesquisador do ensino acadêmico de arte no Brasil, mais especialmente no Rio de Janeiro.

Ex-libris (1907), de Alfredo GalvãoMuseu Nacional de Belas Artes

Ex-libris de Alfredo Galvão.
Museu Nacional de Belas Artes

Inspirada na escultura "Aurora" de autoria de Michelangelo, parte integrante do monumento funerário de Lourenço e Giuliano de Médici, “Alegorias do Tempo” (Crepúsculo, Dia, Aurora e Noite) na Basílica de São Lourenço em Florença, Itália. O conjunto de esculturas representa as fases da vida: Aurora, a juventude; Crepúsculo, a velhice; Dia, a nossa vida na terra; Noite, a morte.

Aurora, de Autor desconhecidoMuseu Nacional de Belas Artes

"Aurora"
O Museu Nacional de Belas Artes possui um esboço em gesso de autoria desconhecida da referida escultura de Michelangelo.

A “Aurora” aparece deitada sobre a voluta do sarcófago, apoiada sobre o antebraço direito, mas invadida por um langor sensual que a faz suspirar e distender os membros como se deslizasse.
Extraído do livro "Michelangelo: Abril Coleções", 2011.

Ex-libris (2003), de Marcelo FrazãoMuseu Nacional de Belas Artes

Ex-Libris Marcelo Frazão

Elaborado para sua biblioteca e ao mesmo tempo para os
livros do atelier Villa Olivia. Composto por três simbolos, o principal é
o Basilisco, animal mítico que transforma em pedra quem o encara.

Detalhe da segunda imagem que representa uma cruz.

A terceira imagem quase imperceptivel, é um triangulo, que representa Proteção e Força.

Primeira Exposição Brasileira de Ex Libris (1942), de Autor desconhecidoMuseu Nacional de Belas Artes

Em 1940, foi criada a "Sociedade de Amadores Brasileiros de Ex Libris" (S.A.B.E.L). No ano de 1942 foi organizada a 1ª Exposição Brasileira de Ex-Libris, no Museu Nacional de Belas Artes, sob a presidência do diretor Oswaldo Teixeira.

Primeira Exposição Brasileira de Ex Libris (1942), de Autor desconhecidoMuseu Nacional de Belas Artes

Primeira Exposição Brasileira de Ex Libris (1942), de Autor desconhecidoMuseu Nacional de Belas Artes

Capa do catálogo da 1ª Exposição Brasileira de Ex-Libris no Museu Nacional de Belas Artes em maio de 1942.

Primeira Exposição Brasileira de Ex Libris, Autor desconhecido, 1942, Da coleção de: Museu Nacional de Belas Artes
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Primeira Exposição Brasileira de Ex Libris, Autor desconhecido, 1942, Da coleção de: Museu Nacional de Belas Artes
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Primeira Exposição Brasileira de Ex Libris, Autor desconhecido, 1942, Da coleção de: Museu Nacional de Belas Artes
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Primeira Exposição Brasileira de Ex Libris, Autor desconhecido, 1942, Da coleção de: Museu Nacional de Belas Artes
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Primeira Exposição Brasileira de Ex Libris (1942), de Autor desconhecidoMuseu Nacional de Belas Artes

Ex-libris de Nuno Smith de Vasconcelos
Um dos ex-libris participantes da 1ª Exposição de Ex-Libris no MNBA foi este exemplar que tem como destaque a imagem da Vitória de Samotrácia, inspirada na deusa Nice, que exalta os náufragos e os combatentes navais.
Desenho de Henrique Cavalleiro.

Vitória de Samotrácia (1816/1910), de Autor DesconhecidoMuseu Nacional de Belas Artes

Uma das mais famosas peças do Museu do Louvre é a Vitória de Samotrácia. Esta escultura, de autor desconhecido, foi realizada no período helenístico e encontrada em 1863.

O Museu Nacional de Belas Artes possui uma moldagem em gesso peça doada em 1929 pelo governo francês e que serviu de inspiração para o Ex-libris de Nuno Smith de Vasconcelos.

Vitória de Samotrácia (1919), de Eliseu ViscontiMuseu Nacional de Belas Artes

Pintura da Vitória de Samotrácia por Eliseu Visconti.

Créditos: história

Dos livros: Ex-libris nas coleções do MNBA

Curadoria - Mary Komatsu Shinkado

Fotografia - Eliana Andressa Martins Gomes

Idealizado especialmente para o Google Art Project, 2017

Créditos: todas as mídias
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