Aves Nectarívoras
Os bicos das aves nectarívoras são muito finos e alongados, em forma de tubo. Algumas espécies levam essa adaptação ao extremo, pois têm bicos extremamente longos que permitem o acesso às flores que outras espécies não conseguem. O bico agudo e comprido do beija-flor é capaz de alcançar o nectário das mais profundas flores e dali sugar seu principal alimento. A língua, mais comprida do que o próprio bico, ajuda para bombear o líquido para a garganta.
Beija-flor-de-banda-branca (Amazilia versicolor) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Trochilidae
Beija-flor-de-banda-branca (8,5 cm), Amazilia versicolor, a polinizar a flor-símbolo do Cerrado Calliandra dysantha.
Beija-flor-de-garganta-verde (Amazilia fimbriata) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Beija-flor-de-garganta-verde (9-11,5 cm), Amazilia fimbriata, a polinizar a flor-de-coral Russelia equisetiformis.
Beija-flor-de-peito-azul (Amazilia lactea) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Beija-flor-de-peito-azul (8-11 cm), Amazilia lactea, a polinizar a flor do mulungu Erythrina mulungu.
Beija-flor-de-veste-preta (Anthracothorax nigricollis) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Beija-flor-de-veste-preta (11,5 cm), Anthracothorax nigricollis, fêmea, na flor escova-de-macaco Combretum fruticosum.
Beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Beija-flor-tesoura (15-19 cm), Eupetomena macroura, sorvendo o néctar da flor no mangará da bananeira Musa sp.
Aves onívoras
Aves onívoras comem de tudo, então precisam ter um bico com múltiplas funções. Normalmente longo e reto, ele funciona como uma pinça, facilitando na captura de minhocas, pequenas cobras, lagartos, insetos e ovos de outros pássaros. Também serve para furar e comer frutas maduras.
Xexéu (Cacicus cela) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Icteridae
Xexéu (27-29,5 cm), Cacicus cela, tecendo seu ninho com filetes de folhas de palmeira.
Coró-coró (Mesembrinibis cayennensis) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Threskiornithidae
Coró-coró (58 cm), Mesembrinibis cayennensis, ave de hábitos crepusculares, indicadora da presença de água; ocorre em beira de lagos, rios e córregos.
Curicaca (Theristicus caudatus) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Curicaca (70 cm), Theristicus caudatus
Asa-branca (Dendrocygna autumnalis) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Asa-branca (48 cm), Dendrocygna autumnalis
Pé-vermelho (Amazonetta brasiliensis) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Pé-vermelho (40 cm), Amazonetta brasiliensis, é a marreca mais frequente em grande parte do Brasil.
Sanã-parda (Laterallus melanophaius) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Sanã-parda (17 cm), Laterallus melanophaius
Seriema (Cariama cristata) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Cariamidae
Seriema (90 cm), Cariama cristata, grande predadora de cobras. Seu canto é considerado como a voz do Cerrado, o qual emite jogando a cabeça para trás.
Ema (Rhea americana) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Rheidae
Ema, Rhea americana, macho cuidando dos filhotes. Cabe a ele chocar e criar os filhotes. As fêmeas apenas fazem a postura e deixam a seus companheiros esta incumbência.
Alma-de-gato (Piaya cayana) (2016), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Cuculidae
Alma-de-gato (40-48 cm), Piaya cayana
Anu-branco (Guira guira) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Anu-branco (38 cm), Guira guira
Anu-preto (Crotophaga ani) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Anu-preto (36 cm), Crotophaga ani
Jaó (Crypturellus undulatus) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Tinamidae
Jaó (28-32 cm), Crypturellus undulatus, seu pio melancólico, escutado no início da manhã e do meio da tarde até o escurecer parece estar a dizer “eu sou jaó”...
Aves insetívoras
Os bicos das aves insetívoras (comem insetos) são caracterizados por serem finos e alongados. Existem algumas variações dentro desta categoria, por exemplo, os pica-paus (ordem Piciformes). Eles possuem um bico fino e muito forte que se assemelha a um cinzel, com o qual cortam a casca das árvores em busca dos insetos que vivem dentro dela. Essas aves também possuem um crânio totalmente adaptado para receber os golpes fortes.
Pica-pau-de-banda-branca (Dryocopus lineatus) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Picidae
Pica-pau-de-banda-branca (30-36 cm), Dryocopus lineatus
Pica-pau-de-cabeça-amarela (Celeus flavescens) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Pica-pau-de-cabeça-amarela (25-30 cm), Celeus flavescens
Pica-pau-de-topete-vermelho (Campephilus melanoleucos) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Pica-pau-de-topete-vermelho (33-38 cm), Campephilus melanoleucos, preparando para dar a “picada”.
Andorinhão-do-buriti (Tachornis squamata) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Andorinhão-do-buriti (11,5 cm), Tachornis squamata, na folha seca do buriti, onde faz seu ninho em forma de uma bolsa grande, com penas, saliva e material vegetal.
Fim-fim (Euphonia chlorotica).JPG (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Fringillidae
Fim-fim (9,5 cm), Euphonia chlorotica, se alimentando do fruto atemoia Annona × atemoya.
João-de-pau (Phacellodomus rufifrons) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Furnariidae
João-de-pau (16cm), Phacellodomus rufifrons, no topo de seu enorme ninho de gravetos.
Ferreirinho-relógio (Todirostrum cinereum) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Rhynchocyclidae
Ferreirinho-relógio (9 cm), Todirostrum cinereum, casal, fazendo seu ninho com restos de folhas, galhos finos e secos e painas.
Arapaçu-de-cerrado (Lepidocolaptes angustirostris) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Dendrocolaptidae
Arapaçu-de-cerrado (18-22 cm), Lepidocolaptes angustirostris
Bacurau (Nyctidromus albicollis) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Caprimulgidae
Bacurau (30 cm), Nyctidromus albicollis, camuflado entre folhas secas, em seu repouso diurno.
Surucuá-variado (Trogon surrucura) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Trogonidae
Surucuá-variado (26 cm), Trogon surrucura
Anhuma (Anhima cornuta) (2015), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Anhimidae
Anhuma (80 cm), Anhima cornuta, em seu ninho sobre aguapés. Indicadora do estado das águas, costuma mudar de território em função da diminuição do nível aquático dos rios.
Aves frugívoras
As aves frugívoras têm bicos curtos e curvos, mas com pontas afiadas que lhes permitem abrir os frutos. Às vezes, também se alimentam de sementes. Por exemplo, muitos papagaios, araras e periquitos (ordem Psittaciformes) têm bicos muito robustos que terminam em pontas afiadas, com os quais podem abrir grandes frutos carnosos e também extrair as partes comestíveis das sementes. Os tucanos (ordem Piciformes), com seus grandes bicos serrilhados imitando dentes, podem comer frutas de grande tamanho e com cascas grossas.
Arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Psittacidae
Arara-azul-grande (70-100 cm), Anodorhynchus hyacinthinus, ameaçada de extinção por perda de habitat e tráfico.
Arara-canindé (Ara ararauna) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Arara-canindé (75-83 cm), Ara ararauna
Aratinga-de-testa-azul (Thectocercus acuticaudatus) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Aratinga-de-testa-azul (37 cm), Thectocercus acuticaudatus
Araçari-castanho (Pteroglossus castanotis) (2018), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Ramphastidae
Araçari-castanho (43-47 cm), Pteroglossus castanotis
Tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus pintoi) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Tucano-de-bico-preto (46-56 cm), Ramphastos vitellinus pintoi, endemismo do Brasil Central.
Tucano-de-bico-verde (Ramphastos dicolorus) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Tucano-de-bico-verde (42-48 cm), Ramphastos dicolorus
Filhote de Tucanuçu (Ramphastos toco) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Tucanuçu (30-35 cm), Ramphastos toco filhote, ao primeiro contato com o mundo exterior, avistado desde a cavidade de seu ninho-cupinzeiro.
Mutum-de-penacho (Crax fasciolata) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Cracidae
Mutum-de-penacho (77-85 cm), Crax fasciolata
Aves carnívoras
As aves carnívoras se alimentam de outras aves e de outros animais ou carniça, possuem bicos pontudos e com a mandíbula terminada em um gancho, já que isso lhes permite arrancar a carne de suas presas e também as impede de escapar quando são capturadas.
Garça-branca-pequena (Egretta thula) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Ardeidae
Garça-branca-pequena (51-61 cm), Egretta thula
Maria-faceira (Syrigma sibilatrix) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Maria-faceira (53 cm), Syrigma sibilatrix, diferentemente das outras garças, voa com o pescoço mais esticado.
Mergulhão-pequeno (Tachybaptus dominicus) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Mergulhão-pequeno (21-26 cm), Tachybaptus dominicus, mergulhando para capturar suas presas - peixes pequenos, girinos e invertebrados.
Biguá (Phalacrocorax brasilianus) (2016), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Phalacrocoracidae
Biguá (58-73 cm), Phalacrocorax brasilianus
Biguatinga (Anhinga anhinga), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Anhingidae
Biguatinga (80 cm), Anhinga anhinga
Tuiuiú (Jabiru mycteria) (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Tuiuiú (140 cm), Jabiru mycteria
Carão (Aramus guarauna). (2017), de Álvaro César de AraújoMuseu do Cerrado
Família Aramidae
Carão (61-70 cm), Aramus guarauna
Museu do Cerrado
Curadoria: Rosângela Azevedo Corrêa
Fotografia: Álvaro César de Araújo
Natural de Brasília, DF, com formação em Letras, tem por hobby a fotografia de aves. Hábito correlato ao desenho e pintura da avifauna, cultivado desde tenra infância.
Registros fotográficos/sonoros, apresentados por famílias de aves, realizados ao longo de oito anos (2009 a 2017) de saídas a campo na região do Cerrado, compreendendo os Estados de Goiás, com registros em sete pontos (Chapadão do Céu, Trindade, Alto Paraíso, Padre Bernardo, Simolândia, Formosa e Goiânia), Tocantins (Território do povo indígena Krahô), Minas Gerais, em quatro pontos (São Francisco, Abadia dos Dourados, Chapada Gaúcha e Serra das Araras), Distrito Federal, em 24 pontos (Parques urbanos, Parque Nacional de Brasília, Jardim Botânico de Brasília, áreas de condomínios e rurais) e oeste da Bahia (Riachão das Neves).
Confira também:
Um olhar sobre as aves do Cerrado - Parte 1
Um olhar sobre as aves do Cerrado - Parte 3
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