Arte como Imitação

A arte como imitação (mimesis) é a teoria criada para definir as obras produzidas pelo Homem em que são imitadas perspectivas da Natureza e a ação do Homem. A palavra mimesis é grega e é traduzida por imitação. Esta é uma das mais antigas teorias relacionadas com a arte. Foi aceite por todos e chegou a ser inquestionável pois a arte era considerada uma espécie de espelho que refletia a imagem da Natureza, fixando-a numa forma artística. A teoria da arte como imitação tem dois objetivos, que consistem no facto de a obra de arte ter de reproduzir algo e ser tanto melhor quanto mais fielmente reproduzir aquilo que imita. Esta teoria é defendida por Aristóteles e Platão. Aristóteles defende que a as obras devem ser imitações perfeitas de imperfeições da Natureza. Platão defende que um artista, ao imitar a natureza, está a imitar uma imitação. Segundo esta teoria, uma obra só é arte se é produzida pelo homem e imita algo.

Nesta pintura podemos ver uma mulher, a Deusa da beleza, Vénus, em cima de uma conchas (=valva) que a trouxe até á terra pelas ondas e espuma do mar. Representa o nascimento da Deusa que, como se pode ver na imagem, aparece já como uma mulher totalmente crescida, daí a ser considerada a Deusa da Beleza. Do lao direito de Vénus podemos ver Zéfiro e Clóris, sendo o primeiro um Deus do Vento do Oeste, que sopra na direção da deusa para a ajudar na sua chegada. Do lado esquerdo temos Hora, deusas das estações, que entrega a Vénus um manto com flores bordadas. Na obra, Vénus é apresentada de forma elegante e com traços meigos, tendo Botticelli utilizado cores claras e puras, com o objetivo de ilustrar a pureza da alma e a beleza clássica, apresentando também serenidade e luminosidade. Trata-se de uma obra pertencente à teoria da Arte como Imitação porque mostra o nascimento dos Deuses, traduzindo a pintura numa imitação do imaginário, do mundo dos Deuses e do que não é possível. O Nascimento de Vénus não apresenta o realismo clássico mas tem influências dos valores clássicos e naturalistas do Humanismo renascentista.
Nesta obra observamos em primeiro plano uma mulher ao centro, aparentemente jovem, sentada. À sua beira podemos ver duas crianças, estando a do lado esquerdo vestida e a do lado direito nua (=despida). Na sua mão esquerda encontra-se um livro, que tem como objetivo demonstrar a sua sabedoria. A paisagem da Natureza transmite calma e felicidade, principalmente do lado direito, onde se encontra a criança nua. Raffael representou neste quadro três figuras pelo facto de obedecer á regra do desenho geométrico usado nessa época, o triangulo quase regular. Esta pintura é aceite na teoria da Arte como Imitação porque é uma imitação ou mesmo uma pintura real de uma senhora no seu dia-a-dia, a ler e a brincar com crianças, muito descontraída e sempre com a Natureza por perto, sendo a própria pintura uma imitação da natureza.
Rogier pretendeu mostrar com este quadro o momento de crucificação de Jesus. Triptych (tríptico) é uma obra de arte (geralmente um painel de pintura) dividida em três seções. Nesta obra representa-se o grupo Crucificação, os santos e os doadores – com uma paisagem contínua de Jerusalém. No centro encontra-se a Crucificação de Jesus, sua mãe e amigos (apóstolos), e a cada lado vemos Santa Maria Madalena e Santa Verónica (nas asas do tríptico). Esta obra representa uma imitação descrita na Bíblia, livro sagrado. Não foi algo visto pelo artista mas ele imaginou isso na sua cabeça, imitando a Natureza ao torná-la fundo o tríptico e imitando a representação inscrita na bíblia da crucificação de Jesus.
Esta pintura é um esboço e um estudo das muitas das partes do corpo, visto que era uma preocupação no renascimento a anatomia porque foi neste período que se desenvolveu a medicina. Sendo este esboço uma imitação do próprio corpo humano, neste caso corpo feminino. Representando também pés, de várias formas e tamanhos. Isto permitiu ao autor aperfeiçoar a sua técnica e o seu génio conseguindo uma maior aproximação da realidade.
Esta pintura a óleo é da autoria do pintor Holandês Rembrandt van Rijin. Nela estão representados 5 membros de um sindicato e uma de pessoa de uma classe inferior (visto que não tem o chapéu como os restantes membros). Faz parte da arte como imitação porque podemos observar, quase como uma fotografia, a representação rigorosa daquelas pessoas e da situação em que se encontram, toda a natureza presente. Isto faz com que seja uma "imitação" da realidade..
Esta obra represente um conjunto de peixes mortos. Estes parecem estar empilhados numa colina perto de uma praia. Goya foi habilidosamente influenciado pela espuma de uma onda que quebrava na diagonal, do canto inferior direito ao canto superior esquerdo. A cena é iluminada pelo luar que brilha através das partes molhadas, corpos escamosos dos peixes e a luz reflete nos seus grandes olhos mortos. É uma pintura que representa a natureza morta , e sendo assim, pertence á arte como imitação. Apesar de Francisco de Goya ter sido um artista extremamente produtivo, ele pintou, talvez, apenas uma dúzia de naturezas-mortas, no final da sua vida.
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