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Documentos do Arquivo Pessoal de Gilberto Gil

Instituto Gilberto Gil

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Brasil

  • Título: Documentos do Arquivo Pessoal de Gilberto Gil
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    Business diferenciado três décadas de experiência no ramo empresarial. Para Justus, o show-palestra substitui de forma eficiente os gráficos ma- çantes, as explicações em datashow e os ultrapassados tes- temunhos. "Naturalmente, palestras são chatas. Se não existir um diferencial como esse, o funcionário absorve pouco dos ensinamentos ensinamentos passados no palco - isso se não pegar no sono", polemiza Justus Já Gilberto Gil costuma apresentar shows-palestras de maneira esporádica. Formado em Administração de Empresas, o ex-Ministro da Cultura fez sua última apresentação nesse formato em janeiro, na Campus Party (evento de tecnologia re- alizado em São Paulo). Na ocasião, o músico mostrou seu show convencional e, logo em seguida, realizou uma performance para demonstrar sua relação com a tecnologia. Além desse tipo de evento, Gil vai além e ministra palestras em universidades. Nesse caso, o tema abordado é o desenvolvimento cultural e artistico no Brasil. Conhecido pelo seu engajamento social, o rapper carioca MV Bill apresenta shows-palestras com foco em temas abor- dados em livros de autoria própria, como Cabeça de Porco. Esse formato surgiu em uma turnê pela Europa. Ao contrário dos ou- tros artistas que apostam nesse mercado, no caso de MV Bill o cliente não é a empresa e sim os admiradores do seu trabalho. Por sua vez, o cantor Eduardo Dussek asta aposta no humor para dar credibilidade à sua forma autoral de desenvolver shows- palestras. do escritório Sol Musical, o artista toca as músicas e tece comentários bem-humorados a respeito das palestras motivacionais que antecedem sua apre- sentação A intenção é fazer o funcionário assimilar melhor o que foi passado e desenvolver uma maior motivação para colocar em prática o em ao que aprendeu com os palestrantes. Segundo informações doctorio Contudo, o consultor de negócios Sergio Muller alerta so- bre a espetacularização das palestras. Para ele, é importante que os artistas e empresários tomem cuidado para não banalizá-las. "Antes, somente pessoas credenciadas e experientes a versar so- bre um determinado assunto tinham credibilidade para falar a uma platéia. Hoje, qualquer jogador de futebol que tenha mar- cado um gol decisivo na Copa do Mundo está apto a se apre- sentar como um exemplo de sucesso profissional. Ou seja: quem mais da palestras dentro de empresas são aqueles que jamais viveram nelas", compara. Ele reconhece, porém, a importància de palestras com personalidades em convenções anuais, quando os funcionários ficam mais dias reunidos em torno de planeja- mento e estabelecimento de metas - neste caso, a presença de um profissional famoso ajuda a "quebrar" a rotina, segundo ele. (POR HELDER MALDONADO) Artistas de diversos estilos musicais apostam no desenvolvimento de shows- palestras como forma de conquistar o mercado de eventos corporativos Roberto Justus, que canto enquanto tenta motivar a platéia: "palestras são naturalmente chatos; é preciso criar diferenciais R. oberto Justus, Familia Lima, MV Bill, Eduardo Dussek e Gil- berto Gil. A primeira vista, esses artistas não tem nada em comum. Mas, sim, há um elo entre esses representantes da música nacional. Eles são os principais expoentes artisticos que apostam em um novo filão do mercado de eventos: o show- palestra. Como o próprio nome diz, esse formato, usado sobre tudo em convenções, reune show com palestra motivacional . É algo que segue à risca os preceitos de Walt Disney, que dizia preferir "entreter para ensinar do que ensinar para entreter" Para tanto, os artistas tem que seguir os pré-requisitos dos contratantes e estudar as necessidades atuais do mercado em- presarial. Tudo isso para que o evento não se resuma apenas a uma apresentação artistica sem foco na transmissão de con- teudo aos participantes A Familia Lima é uma das pioneiras nesse segmento. A banda gaúcha montou um formato batiza- do de Workshow. Com textos e mensagens criadas pelos inte- grantes Allen (teclado e piano), Lucas (viola, violão e guitarra), Amon-Ra (violino), José Carlos (violino), Moisés (contra-baixo e violoncelo) e pelo administrador de empresas e escritor Max Gehringer, o evento representa ao menos um terço das apre- sentações da Familia Lima e já foi contratado por corporações como Johnson & Johnson e Merck Sharp. E os empresários não se importam em colocar a mão no bolso. Segundo Allen, o custo por pessoa num show pode va- riar entre R$ 100 e R$ 1,5 mil. "Eu considero isso a evolução do show corporativo. Dentro de cada número que tocamos, são feitas alusões a fatos do cotidiano empresarial. Por exemplo, quando executamos Primavera, de Vivaldi, cada inte- grante toca separado e depois todos tocamos juntos. A partir disso, desenvolvemos um texto para comparar a importância do trabalho em grupo", explica o músico. ROBERTO JUSTUS - Com show dirigido por Afonso Nigro, o publicitário, apresentador de TV e cantor Roberto Justus é outro que apos- ta nesse novo formato. Segundo ele, é simples desenvolver essa apresentação por conta das 30 SUCESSO! Familia Lima e Eduardo Dussek: grupo pop-erudito chega a cobrar R$ 1,5 mil por participante; cantor mistura musica com humor em suas performances
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