CLIENTE:
VEÍCULO:
Adriana Del Ré
ENVIADA ESPECIAL
RECIFE
SEÇÃO:
DATA:
A Feira Música
Brasil chegou
ao fim na noite de anteontem,
no Recife Antigo, com os espe-
táculos do multiartista Anto-
nio Nóbrega, no Teatro Santa
Isabel, e um encontro de forró
liderado por Moraes Moreira
no palco do Marco Zero. Nó-
brega levou ao teatro o belo No-
ve de Frevereiro, inspirado em
seu projeto em homenagem ao
centenário do frevo e com o
qual continua em turnê.
O diretor de fotografia Wal-
ter Carvalho está na cidade eco-
meçou a registrar material pa-
ra o DVD Nove de Frevereiro, co-
mo o arrastão de frevo realiza-
do no dia do centenário eo espe-
táculo no Santa Isabel. Amigo
de Nóbrega, Carvalho já havia
dirigido o DVD Lunário Perpé-
tuo. Agora, os dois vão cumprir,
até o fim do carnaval, uma agen-
da intensa de entrevistas com
importantes personalidades da
cultura pernambucana, para
abastecer o documentário que
entrará nos extras do DVD.
No balanço final, a Feira Mú-
sica Brasil, promovida pelo
Mince BNDES, e patrocinada
pela Petrobrás, mostrou bom
desempenho, até se levarmos
em consideração de que foi ar-
quitetada em tempo recorde
de seis meses. Mas ainda há
ajustes a serem feitos para a
próxima edição, mais no que
Av diz respeito à organização do
propriamente estrutura da
feira. No fim, a Associação Bra-
sileira da Música Independen-
te (ABMI) lançou uma carta
aberta, em que propõe alguns
pontos para serem debatidos,
como a criação de mecanismos
de financiamento para a músi-
ca independente, a equipara-
ção tributária dos bens cultu-
GILBERTO GIL
O ESTADO DE S.PAULO-SP
CADERNO 2
13/02/2007
Música Brasil já planeja
ampliar próxima edição
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Evento que terminou no domingo no Recife Antigo, com shows de Antonio
Nóbrega e Moraes Moreira, deve ganhar mais espaço e novos parceiros
PAULO PINTO/AE
MORAES MOREIRA-Show no último dia: mais de R$ 20 mi em negócios
rais, entre outros temas - os
mesmos, aliás, que coincidente-
mente foram levantados em
uma conferência promovida
pelo ministro Gilberto Gil e re-
presentantes do BNDES.
cal-atraíram o público. O inter-
câmbio entre músicos, produ-
tores e empresas funcionou
bem. Artistas independentes
de toda parte do Brasil se fize-
ram conhecer, distribuindo
seus CDs para gente da área e
estabeleceram contatos. Falou-
se, pensou-se e discutiu-se a
música. Não houve espaço pa-
Os conteúdos - as feiras de
negócios e de produtos, as con-
ferências, as rodadas de nego-
ciações e a programação musi-
ra glamour:era preciso se re-
fletir economicamente o se-
tor. As grandes gravadoras
foram ausência sentida nes-
ta primeira edição. Segundo
Carlos de Andrade, presi-
dente da ABMI, realizadora
da feira, elas foram convida-
das, mas não aderiram.
Cerca de 2.100 mil pessoas
circularam pelos auditórios,
corredores e palcos. Delas,
900 estavam inscritas nas
conferências e rodadas de ne-
gociações. A área de negocia-
ções foi um dos carros-che-
fes do evento. De acordo com
o Sebrae, as rodadas tiveram
negócios em torno R$ 8 mi-
lhões, em 450 reuniões reali-
zadas durante dois dias.
Além disso, 75 empresas tive-
ram seus planos de negócios
avaliados pelos analistas do
Sebrae. Já nas rodadas de in-
vestimento do BNDES, o ban-
co calcula uma prospecção
de R$ 13 milhões entre inves-
timentos e financiamentos.
Para Paula Porta, coorde-
nadora do Programa de De-
senvolvimento
da Economia
da Cultura (Prodec) e uma
das idealizadoras da feira, o
conceito todo foi acertado.
"O conteúdo da feira está to-
do correto, o ambiente de ne-
gócios funcionou e a parte de
produtos também. Todas as
conferências estavam cheias
e trouxemos nove delega-
ções estrangeiras", avaliou.
Para a próxima edição, que
começa a ser planejada em
abril, Paula diz que haverá
ampliação dos mesmos con-
teúdos, das rodadas de nego
ciações e do BNDES, além da
entrada de novos parceiros.
E as conferências atraíram
músicos, produtores, repre-
sentantes de selos, institui-
ções e associações, atentos
aos caminhos do mercado.