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CLIENTE: GILBERTO GIL
VEICULO:
SEÇÃO:
DATA: 08/02/2007
Até domingo, o ecletismo é a
tônica, diversidade bem-vinda
se a intenção é traçar um painel
do que se tem produzido em termos de música no
Brasil - ou mesmo fora dele. Nesse território livre, se
apresentam hoje nada menos que 11 atrações, a par-
tir das 20h.
No Marco Zero, palco de perfil mais tradicional (se
é possível falar nesses termos em uma feira de viés tão
JORNAL DO COMMERCIO-RECIFE
CADERNO C
Diversão gratuita garantida
Palcos da Feira da Música recebem Isaar, Deize Tigrona, Z'África Brasil, Axel Kryeger e o violonista Zé Menezes, entre outros artistas
ALAN LUNA
Depois da abertura, ontem,
no Marco Zero, a Feira Música
Brasil 2007 dá início hoje, de
fato, à sua maratona de shows,
espelhando música por três pó-
los da cidade: Marco Zero,
somam-se a Praça do Arsenal e
o Teatro de Santa Isabel.
pouco mainstream), quem se apresenta primeiro é a
cantora Isaar. A ex-Comadre Fulozinha e eterna musa
do DJ Dolores mostra ao público o seu primeiro CD so
lo, o elogiado Azul claro. O segundo artista da noite é
Silvério Pessoa, que também faz show do último traba-
lho: Cabeça elétrica, coração acústico.
A noite se encerra com os artistas convidados: Rita
Ribeiro e Gabriel
, o pensador. A maranhense Rita vol-
ta ao Recife depois de sete anos (o último show foi em
2000). De lá para cá, a cantora lançou os discos Comi-
go (2001) e Tecnomacumba, lançado este ano e base
para o show de logo mais. Já o rapper carioca, que
fecha o segundo dia de show da Mrisica Brasil
, tem
sido presença mais constante por aqui depois de al-
gumas parcerias com Lenine. Ele apresenta seu ál-
bum mais recente, Cavaleiro andante de 2005.
Do outro lado do Bairro do Recife, a Praça do Arse-
nal é o reduto mais indie da Música
Brasil. Os respon-
sáveis por abrir a programação são os paraenses do
Coletivo Rádio Cipó, que faz um som experimental,
unindo ritmos tradicionais, como o carimbó, às possi-
bilidades da tecnologia digital. A segunda atração é a
Av funkeira carioca Deize Tigrona, que sabe lá por que,
virou a queridinha dos mudemos". Depois é a vez
do grupo ZÁfrica Brasil, um dos expoentes do mo-
vimento de "abrasileiramento" do hip-hop: em seu
segundo CD, Tem cor age, pululam influências de
músicos como Jackson do Pandeiro e Luiz Gonza-
ga. Encerrando a noite, sobe ao palco a primeira atra-
ção internacional da Feira: o argentino Axel Kryeger,
que apresenta sua mistura de jazz, funk, música árabe
e latinoamericana, son retro, psicodelia e folclore ar-
gentino, sintetizada no CD Zorzal (2006).
Rita Ribeiro
PAG: 01
Shows
20h
MARCO ZERO
Isaar
Silverio Pessoa
Rita Ribeiro
Gabriel O Pensador
ARSENAL
Coletivo Rádio Cipo
Deize Tigrona
Z Africa Brasil
Axel Kryeger
SANTA ISABEL
Quinteto Villa-Lobos
Arthur de Faria
Zé Menezes
Silverio Pessoa
CHICO PORTOVIC IMAGEM
Mostra de videoclipes (no Bar Casa da
Moeda, às 12h30, na Rua da Moeda)
Poetas da Mata Norte - Lambe-Sujo
Antonio Roberto, João
Paulo e Barachinha
Antonio Cajue Caetano
da Ingazeira, José
Galdino, João Limoeiro,
Zé do Teté
Pé na estrada - Casas
Populares da BR 232
Darul Malungo - Núcleo
de Comunicação
Comunitária do Recife
ALEXANDRE BELÉMIC IMAGEM
Lia de Itamarach
Break in Recife - Núcleo
de Comunicação
Comunitária do Recife
Rap 'n blues - Mira Negra
Dayse Tigrona
Apresentações do
Circuito Gastronómico
12h
Paco Alfandega - Lia de
Itamaracá
Cuba do Capibaribe - Alex
Mono e Azabumba
Sabor Pernambuco - Cuca
Burburinho-Meninos da Casa
Grande
Pólo Broftabrik - Maracatu
Piaba de Ouro
Espaço Cultural Mamulengo
Gege Nago
Comunidade do Pilar (em
frente a Igreja) - Batuque Forte
Próxima parada: Teatro de Santa Isabel. Um pouco
mais distante da badalação pop do Bairro do
Recife, a
construção neoclássica do Bairro de Santo Antônio rece-
be os sons mais eruditos da Feira. A começar pelo Quin-
teto Villa-Lobos, primeira atração do dia. Uma das maio-
res referências da música de câmara brasileira, o quinte-
to tem 45 anos de estrada e conserva há 10 a mesma for-
mação: Antonio Carlos Carrasqueira (flauta), Luis Carlos
Justi (oboé), Paulo Sérgio Santos (clarinete), Philip Doy-
le (trompa) e Aloysio Fagerlande (fagote).
Em seguida, o som que vem dos pampas, com a apre-
sentação de Arthur de Faria & Seu Conjunto, cujo lúdi-
co caldeirão sonoro - que mescla jazz, polca, tango, ro-
ck, valsa e baião - pode ser uma das boas surpresas da
Feira. Quem fecha a noite é o violonista cearense Zé Me-
nezes. Enciclopédia viva da MPB-da qual participou
ativamente, sobretudo na Era do Rádio - Menezes criou
nos anos 60 o grupo Velhinhos Transviados e tem pelo
menos uma de suas composições na memória senti-
mental de boa parte dos brasileiros de vinte e tantos
anos: a música de abertura d 'Os Trapalhões
PARALELO - Também hoje tem início também a pro-
gramação peralela organizada pela Representação Nor-
deste do Ministério da Cultura, que inclui debates, mos-
tra de videoclipes e circuito gastronômico que levará
atrações para alguns dos principais bares e restaurantes
do Bairro do Recife).
A movimentação começa ao meio-dia e meia, com a
mostra de videoclipes no bar Casa da Moeda (Rua da
Moeda). Destaque para um especial com os poetas da
Mata Norte: Antonio Roberto, João Paulo e Barachinha,
Antônio Caju e Caetano da Ingazeira, José Galdino,
João Limoeiro e Zé de Teté. Além desse bloco temático,
serão exibidos clipes das bandas Casas Populares da
BR-232 e Mira Negra, do grupo de dança Daruê Malun-
go e as produções Break in Recife(do Núcleo de Comu-
nicação Comunitária do Recife) e Lambe-sujo
No Circuito Gastronômico, um dos polos é o Paço
Alfândega. Por lá, se apresentam a cirandeira Lia de
Itamaracá (praça de Alimentação), Alex Mono e Aza-
bumba (Cuba do Capibaribe). No Burburinho (Rua
Tomazina), sobem ao palco os Meninos da Casa Gran-
de, da ONG homônima de Nova Olinda (CE). Já a
Rua da Moeda (pólo Brotfabrik) será tomada pelo Ma-
racatu Piaba de Ouro. Ainda no Bairro do Recife, se-
rão contemplados com shows a Praça do Arsenal e a
Rua da Guia. Na primeira, se apresenta Gegê Nagô
(Espaço Cultural Mamulengo), na segunda, o grupo
Cuca (Restaurante Sabor Pemambuco). Para finalizar,
o grupo Batuque Forte toca na Comunidade do Pilar,
em frente à igreja.