Ornamento de corpete concebido como peça única, à excepção da guirlanda que o remata e que é de fabrico e aplicação posterior ocorrida no século XIX. O desenho da jóia, à escala natural, sugere numa composição assimétrica, um arranjo floral composto por vários tipos de flores e ramagem rematado por um amplo laço. Num conjunto de 1.645 gemas montadas em prata, o joalheiro explorou efeitos de luz e de diversidade cromática, combinando dobletes verdes e azuis, crisoberilos, granadas, topázios amarelos e um considerável número de pedras incolores constituídas maioritariamente por quartzos, berilos e topázios. Jóia de aparato e complemento de adorno do trajo feminino, enquadra-se tipologicamente na joalharia aristocrática das Cortes europeias de finais do século XVIII. Embora desconhecida documentalmente a origem da sua encomenda, a revelação da reprodução de uma gravura aberta por Froes Machado (1759-1796) onde está representada uma imagem de Nossa Senhora do Monte do Carmo de Lisboa, ostentando esta jóia, permite associá-la ao seu culto e integrá-la no contexto de jóias de adorno de imagens.
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