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Esta pintura, de forte influência impressionista, como a maior parte das obras de Georgina de Albuquerque, ganhou o primeiro prêmio Fernando Costa no 13º Salão Paulista de Belas Artes em 1941. É interessante notar que uma artista paulistana, nascida no Vale do Paraíba porém radicada no Rio de Janeiro a maior parte de sua carreira, obteve tal prêmio com uma obra que trata da produção do café. A cena representada nesta tela ocorre num dia de sol e registra mulheres e um homem a trabalhar com suas enxadas. São três as situações: ao fundo, um grupo de camponesas organizado em semicírculo confere à composição um elemento estrutural bastante ritmado; no centro, como eixo da obra, há uma figura feminina individualizada, de certa expressão, ao contrário do grupo semicircular; enquanto isso, no lado direito da tela, um camponês imóvel espelha a figura feminina central. Bastante inocente e sentimental na visão do trabalho braçal do campo, a artista, apesar de adotar um vocabulário impressionista, não segue a tendência do movimento de retratar cenas cotidianas de maneira não idealizadas, o que atribui à tela certo ar de conservadorismo, apesar da profunda beleza de suas formas e jogos de cor.

Detalhes

  • Título: No cafezal
  • Criador: Georgina de Albuquerque
  • Data de criação: c. 1930
  • Dimensões físicas: 100 x 138 cm
  • Tipo: Óleo sobre tela
  • Direitos: Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil. Compra Governo do Estado de São Paulo, 1951
  • Ano e local de nascimento: 1885 - Taubaté, SP, Brasil
  • Ano e local de morte: 1962 - Rio de Janeiro, RJ, Brasil

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