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Rassegna stampa, Oggetto 128

Lonzi Marta18 ottobre 1969 - 23 ottobre 2001

La Galleria Nazionale d’Arte Moderna e Contemporanea

La Galleria Nazionale d’Arte Moderna e Contemporanea
Roma, Italy

  • Title: Rassegna stampa, Oggetto 128
  • Creator: Lonzi Marta
  • Date Created: 18 ottobre 1969 - 23 ottobre 2001
  • Transcript:
    MARIA FIRMINA DOS REIS Nascida em São Luis do Maranhão, é considera da por alguns autores como a primeira romancis- ta brasileira. e ser Aos 22 anos, Maria Firmina prestou concurso público para professora em Guimarães, onde pas- sa a colaborar na imprensa local com poesias contos. Seu livro "Ursula", de 1859, pode considerado como o primeiro romance abolicionis ta escrito por uma mulher no Brasil. Fez da li- teratura um instrumento de denúncia da escravi- dão, mostrando o quanto a sua existência contraditória com a fé cristā professada pela sociedade. era e Procurou ressaltar a superioridade moral do negro que conseguia preservar sua humanidade sentimentos elevados ainda que na condição de - gradante de escravo. E autora de um livro sobre 13 de Maio e de vários folguedos. Aos 55 anos, antes de aposentar-se do Magis- tério Público, Firmina fundou em Guimarães escola mista e gratuita para crianças pobres. uma Embora solteira e pobre, adotou várias crian ças e teve inúmeros afilhados. Em 1917, morreu aos 92 anos, na casa de uma amiga ex-escrava. MARIA JOSÉ BEZERRA Nasceu em dezembro de 1985, na cidade paulista de Limeira. Alistou-se em 1932 como enfermeira na Legião Negra e seguiu para Itapetininga. Não se limitou à condição de enfermeira e, de fuzil na mão, com- bateu em Buri, Ligiana, Itararé, o que lhe valeu o apelido de "Maria Soldado". no Embora escolhida como a "Mulher Simbolo" Jubileu de Prata da Revolução de 32, até o momen to não foi possível recuperar-se com mais deta - lhes a participação de Maria Bezerra nessa revo- lução. Nos anais da Câmara Municipal de SP foi encon trada uma homenagem prestada a ela por ocasião da sua morte. Terminada a Revolução, "'Maria Soldado", voltou à sua vida normal de empregada doméstica e esta- va sempre presente nas manifestações estudantis, contra a ditadura. No final da sua vida vendia doces e salgados na porta do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Maria José "Soldado" Bezerra, morreu em feve- reiro de 1958.
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