Dispostos no topo da composição estão os Shichifukujin ou Sete Deuses da Felicidade, a quem são entregues várias oferendas de comida trazidas por ratos brancos. Da direita para a esquerda, os Sete Deuses são Benzaiten, Bishamon, Jurōjin, Daikokuten, Hotei, Ebisu e Fukurokuju. Em frente deles, encontram-se espalhados vários tesouros conhecidos por takaramono, como o coral vermelho ou jóias preciosas, os quais são, segundo a lenda, trazidos no barco do tesouro (takarabune). Pequenos ratos, os quais se comportam como humanos, trazem diferentes alimentos, sobretudo rabanetes brancos (daikon); ao centro, um dos ratos carrega um grande rabanete bifurcado, e do lado esquerdo, dois ratos puxam um carro onde levam rabanetes e barris de arroz. Tanto o rabanete como o barril de arroz são elementos que fazem parte da iconografia de Daikoku, deus da fortuna, o qual surge noutras representações junto destes. Nas costas do traje de Daikoku é possível observar, inclusivamente, a representação das folhas de rabanete. Do mesmo modo, também o rato, em particular o rato branco da sorte (fuku nezumi), é associado a Daikoku, sendo este animal seu assistente e mensageiro e com o qual é retratado em diversos cenários. Na gravura os ratos surgem vestidos com um dos trajes masculinos mais comuns do Período Edo (1603-1868), composto por umas calças largas, denominadas de hakama, as quais são vestidas sobre o quimono. Já do lado direito, dois dos ratos que se encontram de joelhos vestem o traje completo do kamishimo, composto pelas calças hakama e pelo kataginu no topo.
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