No lago da Estufa Tropical cresce e floresce o ex-libris das plantas aquáticas do Jardim Botânico da Universidade do Porto – a Victoria cruziana, merecidamente conhecida como a “Rainha dos nenúfares”. Esta espécie é nativa da Argentina, Bolívia, Paraguai e sul do Brasil, onde cresce em cursos de água parados pouco profundos associada à Mata Atlântica e dos Pampas. As suas folhas podem chegar aos 2 metros de diâmetro, com margens das folhas voltadas para cima com cerca de 20 cm de altura. A página inferior é coberta de espinhos, que a protegem dos herbívoros, e de veias salientes, grossas e ocas, que formam pequenas câmaras de ar que aumentam a sua capacidade de flutuar. Mas é a flor deste nenúfar que nos deslumbra nas noites passadas na Estufa Tropical, tanto pela sua abertura rápida, pela sua dimensão, cor e aroma, mas também pela interessante estratégia de polinização. No mesmo lago é cultivado o nenúfar-espinhoso (Euryale ferox), que cresce naturalmente em massas de água doce pouco profundas situadas desde o norte da Índia até ao extremo oriente da Rússia, Japão e Taiwan. Esta espécie tem todas as suas estruturas cobertas de espinhos, com a exceção das flores. As suas sementes, conhecidas como makhana, são comestíveis e muito consumidas, desde o Neolítico, cruas ou cozinhadas na China e Sudeste Asiático, como fonte de alimento ou na medicina Ayurvedica e medicina tradicional Chinesa.
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