EGITO ANTIGO

Caixão de Sha-Amun-En-Su

Madeira estucada e policromada.

Em 1876, quando de sua segunda visita ao Egito, Dom Pedro II foi presenteado pelo Quediva Ismail com o belo esquife pintado da “Cantora de Amon”, Sha- Amun-en-su, que veio a manter em seu gabinete até a Proclamação da República, em 1889 quando o esquife passou a ser incluído na coleção do Museu Nacional. Posteriormente, a coleção egípcia foi acrescida de outros objetos por meio de doações ou compras de particulares, chegando a cerca de 700 objetos. O exame tomográfico realizado na múmia de Sha Amun en su revelou a presença de amuletos no interior do caixão, entre eles um escaravelho-coração.

Estatueta de jovem dama egípcia

Estatueta em calcário policromático.

Essa imagem fragmentada representa uma mulher da elite trajando vestido de linho pregueado. Ela segura nas mãos uma flor de lótus, sinal de renascimento, e na cabeça traz um cone de incenso. Representações femininas como esta são características da sofisticação e luxo deste período.

Gato mumificado

Bandagens de linho e cartonagem.

Os antigos egípcios mumificavam também animais, além de seres humanos. Os mais populares eram os gatos, e suas múmias eram oferecidas à deusa gata Bastet. A crença na intervenção divina intermediada por um animal mumificado, como este gato, provocou o surgimento de uma verdadeira indústria de mumificação de animais, com criadouros e abatedouros que forneciam os corpos para a mumificação.

Estátua de Ísis lactante

A deusa Ísis é protetora do lar e da família. Aqui aparece representada amamentando seu filho divino, o deus Hórus, sob a forma de um príncipe real. As imagens de Ísis, feitas em bronze, foram muito populares nos períodos que antecederam a chegada do cristianismo ao Egito, e podem ter originado as imagens que representam a Virgem Maria.

Estátua do deus Bés

Rocha e pasta de vidro.

O deus Bés era representado como uma figura grotesca, meio homem, meio leão, com a função protetora de afugentar o mal. Evitava pesadelos, protegia os recém nascidos, e por isso estava sempre presente nas residências egípcias, tanto ricas quanto pobres.

Shabti de Haremakhbit

Os shabtis são servidores funerários cuja função é substituir o morto em seus trabalhos na vida próxima. Aparecendo às centenas em algumas câmaras funerária, são colocados próximo ao morto. Esta peça, de excepcional qualidade artística e em excelente estado de conservação, apresenta as características clássicas dos servidores funerários no que diz respeito à forma, aos instrumentos e ao texto.

Baixo relevo de Sehetepibre

Esta peça não é uma estela; parece ser a parte anterior (esquerda) de um painel mais largo. A direita, há parte de um texto pertencente a outra cena atualmente desaparecida, longe da figura principal (que está voltada para a esquerda). Uma margem em relevo representa o umbral de uma porta sobre o qual um friso de motivo – kheker indica o topo original da parede. Na parte central Sehetepibre é mostrado com os braços estendidos usando um pesado saiote com linhas horizontais e na parte superior uma borda com franjas. Ele é representado com olhos muito grandes e uma barba retangular. Estas características explicam a função original desta peça. Ela era a parte anterior de uma parede à esquerda da sala interna da capela de uma tumba ou capela votiva. A esquerda uma coluna vertical de hieróglifos ornamenta a borda do painel, a extremidade constituía o umbral esquerdo da entrada da sala interna. (A parte inferior da parede foi perdida a parte final do texto na borda da parede desapareceu com ela.) A grande imagem de Sehetepibre deveria estar voltada em direção à via processional percorrida por Osíris, para que ele pudesse “adorar o deus”, e “louvar Osíris... na grande procissão”, como dizem as inscrições.

Amuleto Fálico

Figura macrofálica usada como amuleto, representando um homem tocando um tamborim.

Máscara dourada

Cartonagem com douração.

Sobre a face das múmias era colocada uma máscara com as feições do morto, de forma idealizada. Freqüentemente, essas máscaras recebiam um aplique de folha de ouro, de modo a se assemelhar aos deuses, que, segundo os antigos egípcios, possuíam pele de ouro.

Estátua da dama Takushit

Esta mulher tinha a função sacerdotal de “esposa divina do deus Amon”, para a qual eram escolhidas as jovens de descendência real, preferencialmente uma filha de Faraó. Essa era a função de maior destaque que uma mulher poderia exercer no sacerdócio egípcio, o que lhe valia também grande poder político.

Vasos canopos

Os vasos canopos eram utilizados para guardar as vísceras embalsamadas durante o processo de mumificação. As tampas desses exemplares representam os Quatro Filhos de Hórus. A tampa com cabeça de chacal representa o deus Duamutef, e nesse vaso era guardado o estômago. A peça com cabeça de babuíno representa o deus Hapy e guardava os pulmões. A com cabeça de falcão representa o deus Qebehsenuef e guardava os intestinos. Imset, com cabeça de homem, guardava o fígado.

Credits: Story

DIRETORA
Claudia Rodrigues Ferreira de Carvalho


VICE DIRETOR
Renato Rodriguez Cabral Ramos


DIRETORES ADJUNTOS
Wagner William Martins
Lygia Dolores Ribeiro de Santiago Fernandes
Luiz Fernando Duarte


EQUIPE DE CRIAÇÃO / EXECUÇÃO
Antonio Ricardo Pereira de Andrade
Valéria Maria Fonseca de Lima
Marci Fileti Martins
Lydia Maria Gomes da Silva
Lorrana Gonçalves de Alcântara
Déborah Rezende Gouvêa
Christina Aparecida de Lélis

FOTOGRAFIA
Rômulo Fialdini
Valentino Fialdini

Credits: All media
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