BRASIL INDÍGENA

Cetro
Legado testamentário de Cerqueira Lima, Barão de Melgaço, ao Museu Nacional, provavelmente parte do conjunto de cetros Parintintim que fez parte do conjunto 77 da Sala Gabriel Soares, da Exposição Antropológica de 1882.

Colar de madrepérola

Adorno pertencente à Coleção Guido Boggiani. A adoção de Guido – um jovem Bororo adotado por família de brancos no século XIX – aconteceu na seqüência de um contato da família Mello Rego com um grupo de índios Bororo “pacificados” pelo capitão Antonio José Duarte.
Sua mãe adotiva, Maria do Carmo Mello Rego, formou uma coleção etnográfica dos índios do Mato Grosso doada ao Museu Nacional por legado testamentário em 1895.

Máscaras antropomorfas de madeira

Grupos Awetí, Waurá e Mehináku.

Na década de 1940 iniciou-se o trabalho de investigação antropológica sobre a riqueza da fauna, flora e cultura alto-xinguanas, comandado pelos pesquisadores do Museu Nacional sob a diretoria de Heloisa Alberto Torres.
Fizeram parte dessa pesquisa, na área de Etnologia, Eduardo Galvão e Pedro Lima, coletores das máscaras catalogadas sob os números 35.226 e 35.330, nos anos de 1947 e 1948. A máscara de número 39.400 pertence à coleção Thomas Gregor, de 1974.

Cinta de penas

Grupo Mundurukú.

Vaso pintado Kadiwéu

Provavelmente integrante da Coleção Guido Boggiani, de fins do século XIX.

Escudo do Uaupés

Escudo trançado Tukano.

“Objeto raro, e tanto que há muitos na província que lhe ignoram a serventia. Bem tecido resiste à ponta de taquara ou do Curabi; leve, não cansa, e pode-se manejar com ele uma boa arma de defesa; facilmente portátil não embaraça a carreira.” Gonçalves Dias, exposição Amazonas, 1861.

Pote bororo

Pote de saliência esferoidal, coletado por Cristofer Croker durante pesquisa de campo do projeto Harvard – Central Brasil Research na década de 1960.

Bonecas

Artesã: Xuréia.

Peça coletada por Maria Heloisa Fenélon Costa, em 1959, como parte de seus estudos sobre os estilos artísticos da cerâmica Karajá. A peça tem estilo moderno, com membros soltos e móveis, forte visibilidade para a pintura corporal e penteado tradicional das índias Karajá.

Coifa de penas com manto

Grupo Mundurukú.

Pente com pingente de penas

Artefato Tukano.

Faixa frontal de penas

Adorno masculino, feito pelo grupo Tukano, usado sobre a testa e preso à nuca como parte de um conjunto de adornos de cabeça.

Ceste karajá para miudezas

Estojo de palha trançada.

Peça coletada pelo redator de A Noite, Lincolm de Souza, e presenteada ao coronel Leony de Oliveira Machado, que a doou ao Museu em junho de 1948.

Bocodori-inog

Colar de unhas de tatu-canastra.

Esta peça faz parte de uma coleta da Comissão Rondon entre os Bororo, realizada em 1923. Deu entrada no museu em 1924.

Pote tikuna

Pote Tikuna para água com ornamentos em relevo: onça e jacaré.

Coletado por Curt Nimuendajú em 1941.
A maior coleção do Setor de Etnologia é a de Curt Nimuendajú com cerca de três mil itens. A coleção Tikuna, de 1941, possui 205 itens. Nimuendajú recolheu artefatos e peças etnológicas entre diversos grupos indígenas, mantendo contato constante com o Museu Nacional através de sua diretora, Heloisa Alberto Torres, que adquiria as coleções.

Placas occipitais com plumas

Adornos do grupo Tukano, usados na parte posterior da cabeça presos à faixa frontal acompanhados de outros adornos.
O uso desta combinação é restrito aos homens. Peças doadas ao Museu Nacional pelo Visconde de Paranaguá. Figuraram na Exposição Antropológica de 1882 e constam no rol de doações da nobreza publicado em matérias do Jornal do Comércio sobre os preparativos para a exposição.

Boneca karajá

Cerâmica e cera.

Escultura feita segundo os padrões tradicionais de confecção de bonecas de crianças. Coletada por Willian Lipkind em 1939. Durante a gestão de Heloisa Alberto Torres foi feito um acordo entre a Universidade de Columbia, dos Estados Unidos, e o Museu Nacional para co-patrocinar estudos etnológicos no Brasil.
No âmbito desse acordo vieram para cá diversos etnólogos, entre eles Lipkind. Nenhum desses profissionais ficou muito tempo no Museu, mas Heloisa tentou tirar proveito de sua curta estadia para treinar pesquisadores jovens e adquirir coleções para o Museu.

Pulseira

Conjunto de artefatos plumários, integrante da coleção Mundurukú, enviado em 1830 ao Museu em caixotes sem lista de conteúdo. Provavelmente provém de coleta da Expedição Langsdorff, já que vários caixotes com peças recolhidas por essa expedição ficaram no estado do Pará para serem remetidas em oportunidades futuras.
Por meio da comparação com os hábitos descritos no diário de viagem do polígrafo e desenhista francês Hercule Florence, pode-se ligar este acervo aos Mundurukú de Santarém em 1829. Há ainda, em um documento do Arquivo Geral do Museu Nacional, a informação que os caixotes enviados sem lista foram classificados por Antonio Correia de Lacerda.

Cesto (Baquité) Nambikwára

Uma das maiores coleções do Setor de Etnologia do Museu Nacional é a coleção da Comissão Rondon, com cerca de 1.500 itens. À medida que Rondon avançava sobre o território indígena, sua equipe ia recolhendo e enviando ao Museu Nacional peças e artefatos de vários grupos. Esta peça faz parte de uma coleta entre os Nambikwára em junho de 1929.
O contato da Comissão Rondon com os Nambikwára foi descrito por Roquette Pinto (ex-diretor do Museu Nacional que na época ocupava o cargo de naturalista na Seção de Antropologia), em seu livro Rondônia, de 1912.

Credits: Story

DIRETORA
Claudia Rodrigues Ferreira de Carvalho


VICE DIRETOR
Renato Rodriguez Cabral Ramos


DIRETORES ADJUNTOS
Wagner William Martins
Lygia Dolores Ribeiro de Santiago Fernandes
Luiz Fernando Duarte


EQUIPE DE CRIAÇÃO / EXECUÇÃO
Antonio Ricardo Pereira de Andrade
Valéria Maria Fonseca de Lima
Marci Fileti Martins
Lydia Maria Gomes da Silva
Lorrana Gonçalves de Alcântara
Déborah Rezende Gouvêa
Christina Aparecida de Lélis

FOTOGRAFIA
Rômulo Fialdini
Valentino Fialdini

Credits: All media
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